
Depois do
desencarne do meu irmão, minha mãe literalmente
enlouqueceu. Era uma manhã de segunda-feira, também não me recordo a data, mas lembro
exatamente o horário, 5 horas da manhã,e o dia estava amanhecendo, quando acordei com meu irmão mais novo ( Paulo Marcelo), dizendo que
mainha estava na calçada pedindo flores.
Realmente a cena que vou descrever faz parte da minha memória infantil, que ficou registrada, porque marcou muito a minha vida, por ser a minha mãe. No momento
éramos duas crianças uma de 4 e 5 anos, achando que tudo era brincadeira. Minha mãe estava sentada no meio da rua, (felizmente era uma rua calma de pouco movimento) em uma cadeira com uma toalha branca na cabeça e dizendo que era santa. Nós dois
corríamos pelos jardins das outras casas colhendo flores e enfeitando nossa mãe. Não sei por quanto tempo ficamos assim os dois, lembro de alguém gritando que ela estava louca, acho que minha
irmã Celeste mais velha que nós, e os outros irmão apareceram e depois meu irmão mais velho (hoje
desencarnado).
Tentaram de tudo para que minha mãe voltasse a razão, porém sem efeito, quando alguém disse, que o jeito era interná-la. Ligaram para os médicos e minha mãe foi internada no hospital
Colônia.
Tive medo da minha mãe, medo porque achava que estava louca e que poderia me atacar, nunca esqueci da visita que fiz no hospital, o medo que senti foi muito grande.
O que fizeram com minha mãe no hospital não tem nome, o tratamento para doentes mentais era muito cruel, minha mãe estava com a cabeça raspada, usando um roupão padrão do hospital, emagrecida e com olhar perdido (depois, mais velha, descobri que tudo era resultado dos choque
eletricos para que ela voltasse a realidade). Porém, meus amigos, nada daquilo surtia efeito. Faltava a fé, faltava a orientação que nenhum de meus irmãos de sangue tinham e nem eu por ser muito criança ainda. Mas tudo na vida tem uma razão, nada é
atoa, minha mãe tinha que passar por aquele processo de loucura (a obsessão). E assim, ela ficou lá até que um dia um senhor do grupo
espirita Jesus de Nazaré, que fazia visitas aos domingos aos doentes da casa, viu minha mãe e percebeu como médium , que a sua loucura não era loucura, mas a influência de um
espírito obsessor.
Para quem não sabe a obsessão é uma doença espiritual que deve ser tratada em um centro espirita e que a pessoa sofre influência de um obsessor (
espírito desencarna que na maioria das vezes deseja atingir outra pessoa)
Este senhor a quem devemos agradecer sempre o Sr.
Enésio ( que Deus o ilumine sempre aonde estiver) chamou meu irmão
Marivaldo e mandou tirá-la dali, porque ela não tinha doença alguma e contou que minha mãe estava era
obsediada e precisava ir ao grupo para se curar, ficando ali ela
jamais voltaria e avisou que se ela
continuasse por mais
tempo naquele lugar, ela
poderia realmente
enloquecer e nunca mais voltar ao normal.
Meu irmão graças a Deus acreditou naquelas palavras e no mesmo dia retirou nossa mãe daquele lugar, e depois ele mesmo a levou ao centro Jesus de Nazaré, e meus amigos, minha mãe saiu nesta mesma noite curada, com alguns traumas, porém curada graças a Deus.
Acredito que todo este processo nada mais foi do que colocá-la em
contato com o espiritismo, para que assim todos nós da família
procurássemos conhecer a doutrina, infelizmente apenas eu milito no espiritismo, mas a
semente com certeza esta plantada no coração dos meus outros irmãos.
Muita paz!