Um Sublime Peregrino

"É indispensável manter o Espiritismo, qual foi entregue pelos Mensageiros Divinos a Allan Kardec, sem compromissos políticos, sem profissionalismo religioso, sem personalismos deprimentes, sem pruridos de conquista a poderes terrestres transitórios." Bezerra de Menezes (Mensagem "Unificação", psicografia de Francisco Cândido Xavier - Reformador, agosto 2001)
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sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Artigo- Chico Xavier

Primeira foto de Chico Xavier publicada em

reportagem de Clementino Alencar em 1/5/1935

Fonte: Notáveis reportagens com Chico Xavier, Ide, Araras, 2002

(Ismael Gobbo)

CHICO XAVIER NA GRANDE MIDIA

OS PRINCIPAIS MOMENTOS

Ismael Gobbo igobi@uol.com.br

Em meio às merecidas homenagens que Chico Xavier vem recebendo, pela comemoração do seu centenário de nascimento, vale a pena relembrar alguns dos seus momentos mais marcantes junto à imprensa. A maioria deles foi de alegria, consideração e respeito, tratamentos que Chico sempre mereceu. Outros, bem pontuais, trouxeram alguns dissabores para o humilde seareiro de Jesus que sempre, na alegria ou na dor, soube dar testemunho de fé e de confiança na vitória do Bem.

A estréia de Chico Xavier na mídia leiga ocorreu em 1928, ano seguinte ao do inicio de suas atividades mediúnicas de psicografia, ocorrida na noite de 8 de julho de 1927, na pequenina e bucólica Pedro Leopoldo, nas proximidades de Belo Horizonte. Chico tinha 18 anos de idade. As primeiras mensagens foram publicadas em O Jornal, do Rio de Janeiro, e no Almanaque, de Portugal.

Em 1932 foi lançado o livro Parnaso do Além-Túmulo, o primeiro da extensa bibliografia mediúnica de Chico. A obra, na versão atual, bem ampliada, é uma coletânea de poesias de famosos poetas brasileiros e portugueses já falecidos. O burburinho foi grande entre literatos respeitáveis que buscavam traçar um paralelo entre as poesias do Parnaso com as que seus autores tinham produzido em vida. Algumas críticas atribuíam plágios à obra, mesmo sabendo que Chico não tinha ido além do ensino do curso primário. Não faltaram também reconhecimentos como os de Humberto de Campos, pelas páginas do Diário Carioca, onde o festejado cronista encontrou identidade nas poesias de Casimiro, Castro Alves, Guerra Junqueiro, Antero de Quental e Augusto dos Anjos. Com críticas ou elogios Chico ganhou notoriedade a ponto de transpor os portais de academias.

Em 1935, Chico Xavier começa a receber ditados do espírito Humberto de Campos, falecido em 5 de dezembro de 1934. A notícia correu célere já que o escritor era um dos mais conhecidos da época. O jornal O Globo, do Rio, resolve então apurar e envia para Pedro Leopoldo o grande jornalista Clementino de Alencar. Isento e duro, mas sincero, Clementino promoveu um verdadeiro “inquérito” a respeito da vida e da obra de Chico Xavier, permanecendo na cidade de abril a junho daquele ano.

As reportagens intituladas “Mensagens de Além-Túmulo!”, sérias e bem produzidas, começaram a circular na edição de 1º. de maio de 1935, e, daí em diante, publicadas quase diariamente com destaque e interessantes ilustrações. O trabalho, profundo e respeitoso de Clementino de Alencar, valeu como atestado de idoneidade para Chico Xavier. O jornalista acabou se dando por convencido da seriedade de seu entrevistado e do trabalho mediúnico desenvolvido.

O ano de 1944 foi difícil para Chico, talvez o mais acerbo com a mídia ao longo dos anos. Enfrentou o processo movido pela família do escritor Humberto de Campos e a reportagem desairosa produzida pelo repórter David Nasser na revista O Cruzeiro.

No processo, a viúva de Humberto de Campos, em Ação Declaratória, pleiteava reconhecimento ou não de autoria das cinco obras assinadas pelo marido falecido, que estavam em circulação. Dona Catarina Vergolino de Campos queria explicações.

O móvel principal, pelo que se depreendia, era o pleito de direitos autorais ou mesmo ingresso de processo criminal contra Chico e diretores da FEB, caso fosse proclamada alguma falsidade na Declaratória.

Concomitante ao processo, O Cruzeiro, com o claro intuito de denegrir Chico e o espiritismo, envia para Minas Gerais a sua dupla famosa, David Nasser e o fotógrafo Jean Manzon. Aterrissam em Belo Horizonte, em pleno sábado e, por estradas poeirentas, ganham a Fazenda Modelo, em Pedro Leopolodo, onde Chico trabalhava subordinado ao Dr. Rômulo Joviano. A expectativa de ambos era concluir rapidamente o trabalho, porém, são orientados por Rômulo a procurar Chico, no Centro Espírita Luiz Gonzaga, na sexta-feira seguinte.

Dispostos a romper o cerco, a dupla resolve montar uma farsa dirigindo-se diretamente para a casa de Chico, apresentando-se como repórteres americanos.

Depois de entrevistarem o médium e fotografá-lo nas mais diferentes situações, saíram rapidamente da cidade temerosos de serem descobertos na “armação”, principalmente por Dr. Rômulo que os atendera. Achavam mesmo que tinham enganado o médium e os espíritos que o secundavam. Suas identidades reais – imaginavam – não haviam sido descobertas.

No Rio de Janeiro, ao lerem as dedicatórias nos livros com que Chico os presenteara, constataram em meio às palavras seus nomes e a chancela do espírito Emmanuel, o guia espiritual do médium.

Mesmo assim, a reportagem tendenciosa foi publicada no dia 12 de agosto de 1944, com fotos ridículas e legendas que tinham por fito aviltar a figura do entrevistado.

Chico temia pelo pior. Consta que num desses momentos de tristeza o espírito Emmanuel o “consola” dizendo: “O Cristo foi para a cruz e você para o Cruzeiro!”...

Dias depois do sofrimento atroz, em 23 de agosto de 1944, o Dr. João Frederico Mourão Russell, juiz de Direito em exercício na 8º Vara Cível do antigo Distrito Federal, julga o processo e decide ser a viúva D. Catarina carecedora da ação proposta, sentença também mantida por instância superior na apelação interposta.

Após esses episódios Chico Xavier se manteve arredio com a mídia e dela afastado por muito tempo.

O retorno à imprensa se deu em 1968 com sua entronização no mundo da televisão através do repórter Saulo Gomes que, após muitas démarches e conquistar a confiança de Chico, conseguiu produzir, em Uberaba, e levar ao ar pela extinta TV Tupi de São Paulo, sua primeira entrevista com o médium mineiro.

A partir desse momento histórico sucederam-se os dois “Pinga Fogo”, na mesma TV, no ano de 1971, que Saulo Gomes ajudou a organizar. O resultado foi o que o mundo inteiro conhece: Chico Xavier tornou-se uma referência, um ícone, uma celebridade, nunca mais deixou de ser lido, ouvido e visto nos programas de rádio, de televisão e nos mais importantes jornais e revistas do Brasil e do Exterior.

Essas breves notas têm por escopo convidar os leitores a se aprofundarem no tema, difundido em livros, jornais, revistas, teses acadêmicas e na Internet.

Recomendamos:

Parnaso do Além Túmulo, FEB; Notáveis reportagens com Chico Xavier. Araras: IDE, 2002; Pinga Fogo, Saulo Gomes, Intervidas, 2010; As vidas de Chico Xavier, Marcel Souto Maior, Editora Planeta; Chico Xavier, repórter do Além, http://www.memoriaviva.com.br/ocruzeiro/12081944/chico.htm; David Nasser, http://pt.wikipedia.org/wiki/David_Nasser

Artigo- Chico Xavier

Primeira foto de Chico Xavier publicada em

reportagem de Clementino Alencar em 1/5/1935

Fonte: Notáveis reportagens com Chico Xavier, Ide, Araras, 2002

(Ismael Gobbo)

CHICO XAVIER NA GRANDE MIDIA

OS PRINCIPAIS MOMENTOS

Ismael Gobbo igobi@uol.com.br

Em meio às merecidas homenagens que Chico Xavier vem recebendo, pela comemoração do seu centenário de nascimento, vale a pena relembrar alguns dos seus momentos mais marcantes junto à imprensa. A maioria deles foi de alegria, consideração e respeito, tratamentos que Chico sempre mereceu. Outros, bem pontuais, trouxeram alguns dissabores para o humilde seareiro de Jesus que sempre, na alegria ou na dor, soube dar testemunho de fé e de confiança na vitória do Bem.

A estréia de Chico Xavier na mídia leiga ocorreu em 1928, ano seguinte ao do inicio de suas atividades mediúnicas de psicografia, ocorrida na noite de 8 de julho de 1927, na pequenina e bucólica Pedro Leopoldo, nas proximidades de Belo Horizonte. Chico tinha 18 anos de idade. As primeiras mensagens foram publicadas em O Jornal, do Rio de Janeiro, e no Almanaque, de Portugal.

Em 1932 foi lançado o livro Parnaso do Além-Túmulo, o primeiro da extensa bibliografia mediúnica de Chico. A obra, na versão atual, bem ampliada, é uma coletânea de poesias de famosos poetas brasileiros e portugueses já falecidos. O burburinho foi grande entre literatos respeitáveis que buscavam traçar um paralelo entre as poesias do Parnaso com as que seus autores tinham produzido em vida. Algumas críticas atribuíam plágios à obra, mesmo sabendo que Chico não tinha ido além do ensino do curso primário. Não faltaram também reconhecimentos como os de Humberto de Campos, pelas páginas do Diário Carioca, onde o festejado cronista encontrou identidade nas poesias de Casimiro, Castro Alves, Guerra Junqueiro, Antero de Quental e Augusto dos Anjos. Com críticas ou elogios Chico ganhou notoriedade a ponto de transpor os portais de academias.

Em 1935, Chico Xavier começa a receber ditados do espírito Humberto de Campos, falecido em 5 de dezembro de 1934. A notícia correu célere já que o escritor era um dos mais conhecidos da época. O jornal O Globo, do Rio, resolve então apurar e envia para Pedro Leopoldo o grande jornalista Clementino de Alencar. Isento e duro, mas sincero, Clementino promoveu um verdadeiro “inquérito” a respeito da vida e da obra de Chico Xavier, permanecendo na cidade de abril a junho daquele ano.

As reportagens intituladas “Mensagens de Além-Túmulo!”, sérias e bem produzidas, começaram a circular na edição de 1º. de maio de 1935, e, daí em diante, publicadas quase diariamente com destaque e interessantes ilustrações. O trabalho, profundo e respeitoso de Clementino de Alencar, valeu como atestado de idoneidade para Chico Xavier. O jornalista acabou se dando por convencido da seriedade de seu entrevistado e do trabalho mediúnico desenvolvido.

O ano de 1944 foi difícil para Chico, talvez o mais acerbo com a mídia ao longo dos anos. Enfrentou o processo movido pela família do escritor Humberto de Campos e a reportagem desairosa produzida pelo repórter David Nasser na revista O Cruzeiro.

No processo, a viúva de Humberto de Campos, em Ação Declaratória, pleiteava reconhecimento ou não de autoria das cinco obras assinadas pelo marido falecido, que estavam em circulação. Dona Catarina Vergolino de Campos queria explicações.

O móvel principal, pelo que se depreendia, era o pleito de direitos autorais ou mesmo ingresso de processo criminal contra Chico e diretores da FEB, caso fosse proclamada alguma falsidade na Declaratória.

Concomitante ao processo, O Cruzeiro, com o claro intuito de denegrir Chico e o espiritismo, envia para Minas Gerais a sua dupla famosa, David Nasser e o fotógrafo Jean Manzon. Aterrissam em Belo Horizonte, em pleno sábado e, por estradas poeirentas, ganham a Fazenda Modelo, em Pedro Leopolodo, onde Chico trabalhava subordinado ao Dr. Rômulo Joviano. A expectativa de ambos era concluir rapidamente o trabalho, porém, são orientados por Rômulo a procurar Chico, no Centro Espírita Luiz Gonzaga, na sexta-feira seguinte.

Dispostos a romper o cerco, a dupla resolve montar uma farsa dirigindo-se diretamente para a casa de Chico, apresentando-se como repórteres americanos.

Depois de entrevistarem o médium e fotografá-lo nas mais diferentes situações, saíram rapidamente da cidade temerosos de serem descobertos na “armação”, principalmente por Dr. Rômulo que os atendera. Achavam mesmo que tinham enganado o médium e os espíritos que o secundavam. Suas identidades reais – imaginavam – não haviam sido descobertas.

No Rio de Janeiro, ao lerem as dedicatórias nos livros com que Chico os presenteara, constataram em meio às palavras seus nomes e a chancela do espírito Emmanuel, o guia espiritual do médium.

Mesmo assim, a reportagem tendenciosa foi publicada no dia 12 de agosto de 1944, com fotos ridículas e legendas que tinham por fito aviltar a figura do entrevistado.

Chico temia pelo pior. Consta que num desses momentos de tristeza o espírito Emmanuel o “consola” dizendo: “O Cristo foi para a cruz e você para o Cruzeiro!”...

Dias depois do sofrimento atroz, em 23 de agosto de 1944, o Dr. João Frederico Mourão Russell, juiz de Direito em exercício na 8º Vara Cível do antigo Distrito Federal, julga o processo e decide ser a viúva D. Catarina carecedora da ação proposta, sentença também mantida por instância superior na apelação interposta.

Após esses episódios Chico Xavier se manteve arredio com a mídia e dela afastado por muito tempo.

O retorno à imprensa se deu em 1968 com sua entronização no mundo da televisão através do repórter Saulo Gomes que, após muitas démarches e conquistar a confiança de Chico, conseguiu produzir, em Uberaba, e levar ao ar pela extinta TV Tupi de São Paulo, sua primeira entrevista com o médium mineiro.

A partir desse momento histórico sucederam-se os dois “Pinga Fogo”, na mesma TV, no ano de 1971, que Saulo Gomes ajudou a organizar. O resultado foi o que o mundo inteiro conhece: Chico Xavier tornou-se uma referência, um ícone, uma celebridade, nunca mais deixou de ser lido, ouvido e visto nos programas de rádio, de televisão e nos mais importantes jornais e revistas do Brasil e do Exterior.

Essas breves notas têm por escopo convidar os leitores a se aprofundarem no tema, difundido em livros, jornais, revistas, teses acadêmicas e na Internet.

Recomendamos:

Parnaso do Além Túmulo, FEB; Notáveis reportagens com Chico Xavier. Araras: IDE, 2002; Pinga Fogo, Saulo Gomes, Intervidas, 2010; As vidas de Chico Xavier, Marcel Souto Maior, Editora Planeta; Chico Xavier, repórter do Além, http://www.memoriaviva.com.br/ocruzeiro/12081944/chico.htm; David Nasser, http://pt.wikipedia.org/wiki/David_Nasser

domingo, 25 de abril de 2010

Mãos à obra


A igreja de Corinto lutava com certas dificuldades mais fortes, quando Paulo
lhe escreveu a observação aqui transcrita.

O conteúdo da carta apreciava diversos proble­mas espirituais dos
companheiros do Peloponeso, mas podemos insular o versículo e aplicá-lo a
certas si­tuações dos novos agrupamentos cristãos, formados no ambiente do
Espiritismo, na revivescência do Evan­gelho.

Quase sempre notamos intensa preocupação nos trabalhadores, por novidades em
fenomenologia e re­velação.

Alguns núcleos costumam paralisar atividades quando não dispõem de médiuns
adestrados.

Por quê?

Médium algum solucionará, em definitivo, o pro­blema fundamental da
iluminação dos companheiros.

Nossa tarefa espiritual seria absurda se estivesse circunscrita à freqüência
mecânica de muitos, a um centro qualquer, simplesmente para assinalarem o
esforço de alguns poucos.

Convençam-se os discípulos de que o trabalho e a realização pertencem a
todos e que é imprescin­dível se movimente cada qual no serviço edificante
que lhe compete. Ninguém alegue ausência de no­vidades, quando vultosas
concessões da esfera su­perior aguardam a firme decisão do aprendiz de
boa-vontade, no sentido de conhecer a vida e ele­var-se.

Quando vos reunirdes, lembrai a doutrina e a revelação, o poder de falar e
de interpretar de que já sois detentores e colocai mãos à obra do bem e da
luz, no aperfeiçoamento indispensável.

(Francisco Cândido Xavier por Emmanuel)

sexta-feira, 16 de abril de 2010

Como vencer?


O CORAÇÃO tem mil caminhos para a felicidade, quando procuramos aceitar a vontade de Deus. (Renúncia)

Os corações endurecidos geram nuvens de desconfiança, por onde passam. (Vinha de Luz)

Se és discípulo do Senhor, aproveita a oportunidade na construção do bem. Semeando paz, colherás harmonia; santificando as horas com o Cristo, jamais conhecerás o desamparo. (Vinha de Luz)

Não basta multiplicar as promessas ou pedir variadas tarefas ao mesmo tempo. Antes de tudo, é indispensável receber a ordenação do Senhor, cada dia, e executá-la do melhor modo. (Vinha de Luz)

No esforço redentor, é indispensável que não se percam de vista as possibilidades pequeninas: um gesto, uma palestra, uma hora, uma frase pode representar sementes gloriosas para edificações imortais. Imprescindível, pois, jamais desprezá-las. (Pão Nosso)

Nos teus dias de luta, portanto, faze os votos e promessas que forem de teu agrado e proveito, mas não te esqueças da ação e da renovação aproveitáveis na obra divina do mundo e sumamente agradáveis aos olhos do Senhor. (Vinha de Luz)

Na esfera carnal, a glória e a miséria constituem molduras de temporária apresentação. (Caminho, Verdade e Vida)

O dinheiro ou a necessidade material, a doença e a saúde do corpo são condições educativas de imenso valor para os que saibam aproveitar o ensejo de elevação em sua essência legítima. (Caminho, Verdade e Vida).

(De "Palavras de Emmanuel", de Francisco Cândido Xavier, pelo Espírito Emmanuel)

terça-feira, 6 de abril de 2010

Humildade até para desencarnar


Humildade até para desencarnar
Escreve: Sonia Dessotti
03/07/2002
Francisco Cândido Xavier
* Pedro Leopoldo, 2 de abril de 1910
+ Uberaba, 30 de junho de 2002
A humildade com que certos líderes espirituais conduzem sua vida parece que vale até no momento de seu desencarne.
Peguemos como exemplo Madre Tereza de Calcutá e o nosso querido Chico Xavier.
Cada um deles, ao seu modo, trabalhou em prol de determinado povo, mas seus exemplos refletiram por toda humanidade.
Cada um deles tentou levar suas vidas sem estrelismos. Quietinhos, sem fazer estardalhaços, foram responsáveis por grandes obras.
Quando eram alvo de merecidas homenagens, procuravam um jeitinho de “fugir” às honrarias alegando que nada haviam feito para merecerem tal mérito.
Ao longo de suas vidas de penosos trabalhos e sacrifícios, conquistaram amigos, fãs e simpatizantes, independente de cultura ou credo.
Sempre de saúde frágil, acabavam por ser notícias na imprensa e motivo de especulação quanto se teriam mesmo forças para resistir. E bravamente, resistiam.
Quantas vezes, nós espíritas não vimos Chico chegar frágil, de uma internação preocupante em U.T.I., sorrir e dizer que queria voltar logo ao trabalho?
Parece que a humildade que estas pessoas escolheram como modo de vida, perdurou até no momento de seus desencarnes. Então vejamos:
Madre Tereza de Calcutá, há anos muito doente, desencarnou apenas no instante em que a comoção do planeta todo estava voltada para a brutal morte de Lady Di. Com isto, a morte daquela que dizia que devemos “Amar até que doa”, foi discreta e sem a divulgação que merecia.
Agora, 30 de junho de 2002, quando os brasileiros todos se voltam para a conquista do Penta Campeonato de Futebol, fazendo uma das festas mais lindas que já vimos, agora que a imprensa nacional e internacional se voltam para este grandioso fato, nosso querido médium desencarna.
O mineiro do século, o maior médium de todos os tempos e acima de tudo, o Homem Amor, liberta-se de seu corpo. Justo quando o povo estava nas ruas festejando, ele parte, silenciosamente, como se não quisesse atrapalhar a festa deste povo tão sofrido e que por tantas vezes ele consolou.
Será acaso?
Para nós espíritas que sabemos que acaso não existe, tiremos mais esta lição de vida destes seres iluminados, que se tornaram grandes justamente por Amarem incondicionalmente e por insistentemente se fazerem pequenos, até no momento de seus desencarnes.

Divulgando


domingo, 4 de abril de 2010

Chico Xavier

CHICO PSICOGRAFANDO E LENDO MENSAGEM!

Chico Xavier sempre se preocupou em esconder a própria grandeza: não fazia e não permitia que alguém fizesse a sua propaganda; durante os passes que ele transmitia nos doentes, do seu corpo e, particularmente, de suas mãos exalava cheiro de éter ou de perfume... Impressionantes os fenômenos que aconteciam à sua volta; eu mesmo, por diversas vezes, testemunhei a explosão de luzes à sua volta. De madrugada, tarde da noite, quando saíamos do [Centro Espírita] Luiz Gonzaga, ele, antes de ir para casa, fazia questão de visitar alguns amigos acamados e, quando não tinha nada para lhes levar, talava uma singela flor do campo com que proporcionava alegria a cada um deles... A sua facilidade para psicografar era impressionante; num simples pedaço de papel, onde houvesse necessidade, apoiando-o na perna ele grafava as mais lindas páginas de além-túmulo. Trovas e sonetos lhe brotavam das mãos com a mesma espontaneidade que as estrelas aparecem no firmamento. Aos seus olhos, tínhamos a impressão de que éramos transparentes - ele nos enxergava por dentro, o corpo e a alma, e, não raro, nos respondia a determinada pergunta antes que tivéssemos tempo de formulá-la; ele nos adivinhava os pensamentos, mas guardava silêncio para as nossas imperfeições...


Luz do Evangelho - aprendendo com o Chico Xavier


Sempre me pareceu que nós, a maioria das pessoas, desconhecemos a imensa força do pensamento na formulação da existência.

O pensamento pode reformular a vida de uma pessoa?

Chico Xavier:

- Sem dúvida. Os benfeitores espirituais são unânimes em asseverar que toda renovação do espírito, em qualquer circunstância, começa na força mental. O pensamento é a força criadora nas menores manifestações.

Chico Xavier

Um homem que viveu como exemplo real de tudo aquilo que transmitiu em suas mensagens... Aqui não estão as mensagens mediúnicas, mas algumas palavras de sua experiência pessoal, em várias circunstâncias de sua vida. São para nós exemplos de conduta e inspiração

“O Cristo não pediu muita coisa, não exigiu que as pessoas escalassem o Everest ou fizessem grandes sacrifícios. Ele só pediu que nos amássemos uns aos outros.”

“Nenhuma atividade no bem é insignificante. .. As mais altas árvores são oriundas de minúsculas sementes. A repercussão da prática do bem é inimaginável. .. Para servir a Deus, ninguém necessita sair do seu próprio lugar ou reivindicar condições diferentes daquelas que possui.”

“Os Espíritos Amigos sempre mostram disposição de nos auxiliar, mas é preciso que, pelo menos, lhes ofereçamos uma base... Muitos ficam na expectativa do socorro do Alto, mas não querem nada com o esforço de renovação; querem que os espíritos se intrometam na sua vida e resolvam seus problemas... Ora, nem Jesus Cristo, quando veio à Terra, se propôs resolver o problema particular de alguém... Ele se limitou a nos ensinar o caminho, que necessitamos palmilhar por nós mesmos.”

"Nunca quis mudar a religião de ninguém, porque, positivamente, não acredito que a religião A seja melhor que a religião B. Nas origens de toda religião cristã está o Pensamento de Nosso Senhor Jesus Cristo. Quem seguir o Evangelho... Se Allan Kardec tivesse escrito que “fora do Espiritismo não há salvação”, eu teria ido por outro caminho. Graças a Deus ele escreveu “Fora da Caridade”, ou seja, fora do Amor não há salvação...”

"Devemos orar pelos políticos, pelos administradores da vida pública. A tentação do poder é muito grande. Eu não gostaria de estar no lugar de nenhum deles. A omissão de quem pode e não auxilia o povo, é comparável a um crime que se pratica contra a comunidade inteira. Tenho visto muitos espíritos dos que foram homens públicos na Terra em lastimável situação na Vida Espiritual.. .”

“O desespero é uma doença. E um povo desesperado, lesado por dificuldades enormes, pode enlouquecer, como qualquer indivíduo. Ele pode perder o seu próprio discernimento. Isso é lamentável, mas pode-se dizer que tudo decorre da ausência de educação, principalmente de formação religiosa.”

“Sem Deus no coração, as futuras gerações colocarão em risco a Vida no planeta. Por maior que seja o avanço tecnológico da Humanidade, impossível que o homem viva em paz sem que a idéia de Deus o inspire em suas decisões. Devemos fazer tudo para evitar uma guerra, que viria sem dúvida, ser um atraso na marcha progressiva da Humanidade. Quando surge uma guerra de proporções maiores, quase tudo se desmantela e, praticamente, tem que ser reiniciado.. ..”

“Gente há que desencarna imaginando que as portas do Mundo Espiritual irão lhes escancarar.. . Ledo engano! Ninguém quer saber o que fomos, o que possuíamos, que cargo ocupávamos no mundo; o que conta é a luz que cada um já tenha conseguido fazer brilhar em si mesmo. Sem a idéia da reencarnação, sinceramente, com todo respeito às demais religiões, eu não vejo uma explicação sensata, inclusive, para a existência de Deus.”

"Uma das coisas que sempre aprendi com os Benfeitores Espirituais é não tolher o livre arbítrio de ninguém; os que viveram na minha companhia sempre tiveram a liberdade para fazer o que quiseram. Existem pessoas que se sentem ofendidas, magoadas por qualquer coisa: à mais leve contrariedade, se sentem humilhadas.. . Ora, nós não viemos a este mundo para nos banhar em águas de rosas... Somos espíritos altamente endividados - dentro de nós o passado ainda fala mais alto... Não podemos ser tão suscetíveis assim... Agradeço todas as dificuldades que enfrentei; não fosse por elas, eu não teria saído do lugar... As facilidades nos impedem de caminhar. Mesmo as críticas nos auxiliam muito.”

"Emmanuel sempre me ensinou assim: -“Chico,se as críticas dirigidas a você são verdadeiras, não reclame; se não são, não ligue para elas. Graças a Deus, não me lembro de ter revidado a menor ofensa das inúmeras que sofri, certamente objetivando, todas elas, o meu aprendizado, e não me recordo de que tenha, conscientemente, magoado a quem quer que fosse. Emmanuel sempre me disse: - Chico, quando você não tiver uma palavra que auxilie, procure não abrir a boca...”
“Sabemos que precisamos de certos recursos, mas o Senhor não nos ensinou a pedir o pão, mais dois carros, mais um avião... Não precisamos de tanta coisa para colocar tanta carga em cima de nós. Podemos ser chamados hoje à Vida Espiritual. Tudo que criamos para nós, de que não temos necessidade, se transforma em angústia, em depressão. A doença é uma espécie de escoadouro de nossas imperfeições; inconscientemente, o espírito quer jogar para fora o que lhe seja estranho ao próprio psiquismo... Na realidade, toda doença no corpo é processo de cura para a alma...”

“Abençoemos aqueles que se preocupam conosco, que nos amam, que nos atendem as necessidades. .. Valorizemos o amigo que nos socorre, que se interessa por nós, que nos escreve, que nos telefona para saber como estamos indo... A amizade é uma dádiva de Deus. Mais tarde, haveremos de sentir falta daqueles que não nos deixam experimentar solidão!”

“A caridade é um exercício espiritual.. . Quem pratica o bem, coloca em movimento as forças da alma. Quando os espíritos nos recomendam, com insistência a prática da caridade, eles estão nos orientando no sentido de nossa própria evolução; não se trata apenas de uma indicação ética, mas de profundo significado filosófico. Tudo o que pudermos fazer no bem, não devemos adiar... Carecemos somar esforços, criando, digamos, uma energia dinâmica que se anteponha às forças do mal. Ninguém tem o direito de se omitir. Uma das mais belas lições que tenho aprendido com o sofrimento: Não julgar, definitivamente não julgar a quem quer que seja.”

“O exemplo é uma força que repercute, de maneira imediata, longe ou perto de nós... Não podemos nos responsabilizar pelo que os outros fazem de suas vidas; cada qual é livre para fazer o que quer de si mesmo, mas não podemos negar que nossas atitudes inspiram atitudes, seja no bem quanto no mal. Sempre recebi os elogios como incentivos dos amigos para que eu venha a ser o que tenho consciência de que ainda não sou. Fico triste quando alguém me ofende, mas, com certeza, eu ficaria mais triste se fosse eu o ofensor... Magoar alguém é terrível!...”

“A gente deve lutar contra o comodismo e a ociosidade; caso contrário, vamos retornar ao Mundo Espiritual com enorme sensação de vazio... Dizem que eu tenho feito muito, mas, para mim, não fiz um décimo do que deveria ter feito. A questão mais aflitiva para o espírito no Além é a consciência do tempo perdido. Confesso a vocês que não vi o tempo correr... Por mais longa nos pareça, a existência na Terra é uma experiência muito curta. A única coisa que espero depois da minha desencarnação é a possibilidade de poder continuar trabalhando.”

“Devemos aceitar a chegada da chamada morte, assim como o dia aceita a chegada da noite – tendo confiança que, em breve, de novo há de raiar o sol. Tudo tem seu apogeu e seu declínio. É natural que seja assim; todavia, quando tudo parece convergir para o que supomos o nada, eis que a vida ressurge, triunfante e bela! Novas folhas, novas flores, na indefinida bênção do recomeço!”

Trecho extraído do Livro O Evangelho de Chico Xavier de CArlos A. Baccelli

domingo, 28 de março de 2010

Chico Xavier


CHICO XAVIER – UMA VIDA DEDICADA AO AMOR

Poucas figuras na história recente do Brasil conseguiram despertar tanta atenção e tanto amor quanto Chico Xavier. Sua passagem para o mundo espiritual marcou o final de uma era marcada por mensagens de solidariedade, compreensão e de amor incondicional ao próximo.

Várias histórias a respeito de Chico Xavier diziam que ele havia afirmado que deixaria a existência terrena num dia em que todo o povo brasileiro estivesse vivendo uma imensa alegria. E foi exatamente isso que ocorreu. Chico Xavier retornou ao mundo espiritual no dia 30 de junho de 2002, o mesmo domingo em que a seleção brasileira de futebol conquistava o pentacampeonato.

Num mundo em que tantos vivem se perguntando como é possível agir para melhorar as condições de vida e os relacionamentos entre as pessoas, a passagem de Chico Xavier foi como um farol, indicando possíveis caminhos, possíveis atitudes, ainda que nem todos tenham a força de espírito necessária para chegar tão longe, para se empenhar tão a fundo e com tanto amor pelo próximo. Chico continuava a cumprir a missão que lhe foi confiada, apesar da saúde extremamente debilitada e da idade avançada, sem se preocupar com recompensas ou com o estrelato, algo que, infelizmente, parece orientar tantos caminhos nos dias de hoje.

No entanto, seus esforços certamente renderam frutos, e uma das provas disso é o amor que lhe é dedicado por milhões de pessoas, independentemente da condição social: ricos e poderosos procuraram alívio em Chico Xavier, tanto quanto pobres e humildes. As mensagens transmitidas por ele ofereciam uma visão mais ampla e profunda da vida, de modo que as pessoas podiam ter a percepção bem clara de que tudo em nossa existência poderia fluir de forma mais harmônica se o ódio fosse superado, e se cada um conseguisse entender que a passagem pela Terra é apenas uma pequena parte de um todo maior, mais amplo e mais significativo.

VIDA DE AMOR

O trabalho que Chico Xavier desenvolveu em sua estada no mundo material ultrapassa quaisquer dimensões, pois sua força estava calcada em uma profunda humildade e compreensão das energias superiores dos homens e do mundo espiritual, e como elas podem modificar nosso ambiente e nosso interior, desde que as pessoas permitam essa modificação.

O seu trabalho como médium psicográfico foi marcante, e pode ser visto como uma obra que se estende além das fronteiras do Espiritismo, atingindo todos aqueles que estudam e trabalham com a espiritualidade, indo além dos dogmas e das ideologias.

Nascido em 1910, desde cedo, esteve envolvido em eventos que prenunciavam o seu futuro, como o que ocorreu quando ainda era criança. Ao voltar de uma missa com a família, ouviu o pai comentar sobre um aborto que teria ocorrido na região. Ele, então, pôs-se a descrever em detalhes o ocorrido, assombrando as pessoas à sua volta, pois o que ele dizia estava muito além do que se esperaria de uma criança naquela idade.

Após a morte de sua mãe, ele ficou aos cuidados de uma amiga dela, dª. Ritinha, a qual tinha, segundo consta, um gênio irascível. Já são conhecidas as histórias das surras que ela deu no menino Chico, que, numa demonstração de bondade, sempre dizia que ela era uma senhora boa, mas que tinha uma "necessidade" de surrá-lo.

Nessa época, ele teve o primeiro contato com a mãe, enquanto orava no quintal da casa de dª. Ritinha. Isso o abalou, e ele sentiu falta da Paz que tinha ao seu lado. Suplicou-lhe que o levasse junto, ao que ela consolou-o, dizendo que agüentasse os maus-tratos. Nem é preciso dizer que, ao relatar o ocorrido, tomou outra sova.

No dia seguinte, sua mãe retornou e disse que dª. Ritinha era sua instrutora, de modo que ele deveria amá-la: ela o tornaria forte para as batalhas que enfrentaria. Chico Xavier chegou a dizer que, no começo, temia a madrinha em vez de estimá-la, mas depois compreendeu o papel que dª. Ritinha tinha em sua vida e passou a compreendê-la e não a odiá-la.

Na infância, devido aos seus contatos com o mundo espiritual e, em especial, com sua mãe, Chico Xavier foi tachado de possuído e sofreu muito por isso, tendo passado por várias provações. Não eram apenas os maus-tratos infligidos por dª. Ritinha, mas também o vigário da cidade, que dizia ser ele possuído por uma "força" estranha. E, apesar de tudo, ele mantinha uma intensa calma e benevolência com as pessoas, mesmo quando elas o tornavam motivo de chacota.

Contudo, a vida de Chico Xavier teve uma reviravolta positiva quando seu pai casou-se pela segunda vez, com aquela que seria, segundo descrições, o anjo bom na vida de Chico, dª. Cidália Batista. Foi ela quem insistiu para que o pai voltasse a reunir todos os filhos na mesma casa, a fim de cuidar deles. Ela tratou de todos como se fossem seus juntamente com outros seis filhos que teve desse casamento.

Sua vida escolar, que foi reiniciada quando retornou à convivência familiar, foi recheada de acontecimentos que tinham como foco os espíritos que apareciam só a ele. Isso chegou a causar-lhe certo embaraço, pois eram-lhe transmitidos textos e idéias que estavam além do que um menino de doze anos poderia entender e colocar no papel, gerando um clima de desconfiança ao seu redor.

Sua espiritualidade foi se desenvolvendo acentuadamente e, em inúmeras ocasiões, ele relatava fatos e acontecimentos referentes a pessoas que já haviam desencarnado, capacidade que lhe criou uma série de problemas. Posteriormente, recebeu o conselho de sua finada mãe para que evitasse os conflitos para não ganhar a antipatia das pessoas. Todavia, em 1927, sua vida passaria por um novo e importante momento de transformação devido ao contato de Chico com o Espiritismo..

A DOUTRINA ESPÍRITA

A mãe de Chico, que não aparecia para ele desde 1920, voltou a fazê-lo, mais ou mesmo na mesma época de outros dois acontecimentos importantes: sua madrasta desencarnou, e a irmã de Chico, Tiquinha, começou a sofrer uma série de perturbações que se acreditava ser fruto de um obsessor. Um casal, amigo do pai de Chico, ajudou Tiquinha, e foi nessa ocasião que o médium teve contato com mensagens mediúnicas transmitidas por sua mãe através da senhora que estava ajudando sua irmã.

Com a cura da irmã, Chico e sua família começaram a difundir os conhecimentos da doutrina e do evangelho espírita, especialmente com a fundação do Centro Espírita Luiz Gonzaga. Foi nesse período que Chico Xavier começou a demonstrar plenamente seus dons mediúnicos com a psicografia.

O primeiro livro de Chico Xavier, Parnaso de Além-Túmulo, foi lançado pela Federação Espírita Brasileira em 1932. Foi o início de uma produção literária das mais impressionantes, atingindo a marca de mais de 400 livros psicografados.. As mensagens não são pessoais, de espíritos que as pessoas desejem contatar, mas sim, relativas a ensinamentos relacionados à doutrina espírita e, mais amplamente, dizem respeito ao papel do ser humano na Terra e no universo.

Ao longo de sua vida, por inúmeras vezes, Chico foi acusado de fraude ou viu seu nome envolvido em polêmicas que ele, placidamente, como sempre, ignorava, deixando que o tempo cuidasse dos boatos e maledicências. Em 1953, seu sobrinho chegou a acusá-lo de ser uma farsa como médium, o que se provou ser apenas mais uma tentativa de desacreditar um trabalho inteiramente dedicado ao amor pelo próximo.

Alex Alprim e Gilberto Schoereder

Um Sublime Peregrino

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