Um Sublime Peregrino

"É indispensável manter o Espiritismo, qual foi entregue pelos Mensageiros Divinos a Allan Kardec, sem compromissos políticos, sem profissionalismo religioso, sem personalismos deprimentes, sem pruridos de conquista a poderes terrestres transitórios." Bezerra de Menezes (Mensagem "Unificação", psicografia de Francisco Cândido Xavier - Reformador, agosto 2001)
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domingo, 4 de julho de 2010

Ajuda, meu filho



Não passes distraído, diante da dor.

Nesses semblantes que o sofrimento descoloriu e nessas vozes fatigadas em que a tortura plasmou a escala de todos os gemidos, Jesus, o nosso Mestre Crucificado, continua incompreendido e desfalecente.

Nessas longas multidões de aflitos e infortunados, encontrarás a nossa própria família.

Quantos deles albergaram esperanças iguais àquelas que nos alimentam os sonhos, sem qualquer oportunidade de realização? Quantos tentaram atingir a presença da luz, incapazes de vencer a opressão das trevas?

Essas crianças caídas no berço da angústia, esses enrugados velhinhos sem ninguém, essas criaturas que a ignorância e a provação mergulharam no poço da enfermidade ou no espinheiro do crime, são nossos irmãos, à frente do Eterno Pai.

Estende-lhes tua alma na dádiva que possas oferecer, guardando a certeza de que amanhã, provavelmente, estarás também suspirando pelo bálsamo do socorro na bênção de um pão ou na luz de uma prece amiga.

*

Recorda que as mãos hoje por ti libertadas dos grilhões do infortúnio, podem ser aquelas que, amanhã, chegarão livres e luminosas, em teu auxílio.

Ao pé de cada coração desventurado, Jesus nos espera em silêncio.

Auxilia, meu filho, e na doce melodia do bem, ainda mesmo que dificuldades e sombras te ameacem a luta, ouvirás, no imo do coração, a voz do Divino Mestre a encorajar-te, paciente e amoroso: "Tem bom ânimo! Eu estou aqui".

*

Dispõe-te a compreender, a fim de que possas auxiliar.

Compadece-te de teus pais, de teus filhos, de teus irmãos, de teus amigos e adversários.

*

Os golpes sublimes da Vontade Superior sobre os nossos desejos serão recursos do máximo proveito para o nosso próprio futuro.

*

(De "Sentinelas da Alma", de Francisco Cândido Xavier, pelo Espírito Meimei)

domingo, 18 de abril de 2010

Caminho da paz


Dizem que um homem de fé se aproximou de Jesus e indagou, após externar-se em manifestações de júbilo e reverência:
- Senhor, onde o caminho da paz? que fazer de meu filho que me arrasa a tranqüilidade, atolado na rebeldia?
- Abençoá-lo-ás sempre - respondeu o Divino Mestre - procurando socorrê-lo com mais amor.
- E como agir, à frente de meu tio, aquele que me furtou a herança dos avós?
- Buscarás perdoá-lo, usando compaixão e esquecimento.
- E meu antigo sócio? de que modo proceder com esse homem que tanto me prejudicou e injuriou?
- Desculpá-lo-ás, orando em favor dele.
- Tenho quatro empregados ignorantes..

.
De que maneira harmonizar-me com esses companheiros problemas, se me afligem com as maiores dificuldades, dia por dia?
- Saberás instruí-los.
- Minha existência está repleta de perseguidores... Que fazer com essa gente cruel?
- Esquecerás qualquer agravo e auxiliarás em benefício de cada um, tanto quanto puderes.
O devoto baixou a cabeça, sentindo-se na presença da verdade, e considerou timidamente:
- Senhor, estou satisfeito.
Conta-se que Jesus afagou-lhe a cabeça dolorida e rematou, ao despedir-se:
- Então, vai, serve sempre e não perguntes mais.

(De "Amizade", de Francisco Cândido Xavier, pelo Espírito Meimei)

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Perdoa as Nossas Dividas, Assim Como Perdoamos aos Nossos Devedores


Perdoa as Nossas Dividas, Assim Como Perdoamos aos Nossos Devedores

Quando pronunciamos as palavras “perdoa as nossas dividas, assim como perdoamos aos nossos devedores”, nao apenas estamos a espera do beneficio para o nosso coracao e para a nossa consciencia, mas estamos igualmente assumindo o compromisso de desculpar os que nos ofendem.

Todos possuimos a tendencia de observar com evasivas os grandes defeitos que existem em nos, reprovando, entretanto, sem exame, pequeninas faltas alheias.

Por isso mesmo Jesus, em nos ensinando a orar, recomendou-nos esquecer qualquer magoa que alguem nos tenha causado.

Se nao oferecermos repouso a mente do proximo, como poderemos aguardar o descanso para os nossos, pensamentos?

Sera justo conservar todo o pao, em nossa casa, deixando a fome aniquilar a residencia do vizinho?

A paz e tambem alimento da alma, e, se desejamos tranqüilidade para nos, nao nos esquecamos do entendimento e da harmonia que devemos aos demais.

Quando pedirmos a tolerancia do Pai Celeste em nosso favor, lembremo-nos tambem de ajudar aos outros com a nossa tolerancia.

Auxiliemos sempre.

Se o Senhor pode suportar-nos e perdoar-nos, concedendo-nos constantemente novas e abencoadas oportunidades de retificacao, aprendamos, igualmente, a espalhar a compreensao e o amor, em beneficio dos que nos cercam.

Francisco Candido Xavier. Da obra: Pai Nosso.
Ditado pelo Espirito Meimei.

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Confia Sempre


Não percas a tua fé entre as sombras do mundo, ainda que teus pés estejam sangrando, segue para a frente, erguendo-a por luz celeste, acima de ti mesmo.
Crê e trabalha.

Esforça-te no bem e espera com paciência.
Tudo passa e tudo se renova na Terra, mas o que vem do céu permanecerá.

De todos os infelizes, os mais desditosos são os que perderam a confiança em Deus e em si mesmos, porque o maior infortúnio é sofrer a privação da fé e prosseguir vivendo.

Eleva, pois, o teu olhar e caminha.
Luta e serve.

Aprende e adianta-te.

Brilha a alvorada além da noite.
Hoje, é possível que a tempestade te amarfanhe o coração e te atormente o ideal, aguilhoando-te com a aflição ou ameaçando-te com a morte.

Não te esqueça, porém, de que amanhã será outro dia.

Xavier, Francisco Cândido. Ditado pelo Espírito Meimei.

"Fora da Caridade Não Há Salvação
Caridade:
benevolência para com todos;
indulgência para com as imperfeições dos outros;
perdão das ofensa".

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

***FALA AMPARANDO***


Quando estiveres a ponto de condenar alguém, lembra-te de ti mesmo.

Quantas vezes terás ferido, quando te propunhas a auxiliar?

Muitos daqueles que povoam as penitenciarias,

dariam a própria vida para que o tempo recuasse,

propiciando-lhes ensejo de se fazerem vítimas ao invés de verdugos...

Prefeririam cegueira e mudez no instante de vazarem a acusação

ou extrema paralisia na hora da violência.

E qual acontece aos irmãos egregados no cárcere,

quantas criaturas carregam enfermidade e frustração nas grades mentais do arrependimento tardio?

Trajam-se em figurino recente e conservam a bolsa farta,

mas, por dentro trazem desencanto e remorso por fogo e cinza no coração.

Supõem-se livres,

no entanto, jazem presas, intimamente, na cela de angústia em que enjaularam a própria alma,

por não haverem calado a frase cruel no momento oportuno...

Poderiam ter evitado o desastre moral que lhes dói na lembrança,

contudo, por se acomodarem à impaciência,

atearam o incêndio que resultou em loucura e destruição.

Não sirvas vinagre e fel à mesa da própria vida.

Onde surpreendas perturbação e sombra estende o socorro da paz e o benefício da luz. Compadece-te dos ingratos e desertores, quanto te condóis dos que passam sob teus olhos, mutilados e infelizes.

Ninguém praticaria o mal se, antes, lhe conhecesse o fruto amargoso.

Compreendamos para que sejamos compreendidos.

Agora, talvez, poderás censurar os erros dos semelhantes.

Amanhã, porém, mendigarás o perdão dos outros pelos teus desatinos.

Entrega a aflição de cada dia ao silêncio de cada noite.

Lembra-te de que, por maiores tenham sido os desregramentos da Humanidade na Terra,

o Céu nunca fez coleções de nuvens para amaldiçoar ou punir,

mas sim, cada manhã, acende o brilho solar por mensagem bendita de tolerância e de amor,

endereçando aos homens a esperança infatigável de Deus.


Meimei

Um Sublime Peregrino

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