Um Sublime Peregrino
domingo, 25 de abril de 2010
Há muitas moradas na casa de meu Pai
Diferentes estados da alma na erraticidade
2. A casa do Pai é o Universo. As diferentes moradas são os mundos que circulam no espaço infinito e oferecem, aos Espíritos que neles encarnam, moradas correspondentes ao adiantamento dos mesmos Espíritos.
Independente da diversidade dos mundos, essas palavras de Jesus também podem referir-se ao estado venturoso ou desgraçado do Espírito na erraticidade. Conforme se ache este mais ou menos depurado e desprendido dos laços materiais, variarão ao infinito o meio em que ele se encontre, o aspecto das coisas, as sensações que experimente, as percepções que tenha. Enquanto uns não se podem afastar da esfera onde viveram, outros se elevam e percorrem o espaço e os mundos; enquanto alguns Espíritos culpados erram nas trevas, os bem-aventurados gozam de resplendente claridade e do espetáculo sublime do Infinito; finalmente, enquanto o mau, atormentado de remorsos e pesares, muitas vezes insulado, sem consolação, separado dos que constituíam objeto de suas afeições, pena sob o guante dos sofrimentos morais, o justo, em convívio com aqueles a quem ama, frui as delícias de uma felicidade indizível. Também nisso, portanto, há muitas moradas, embora não circunscritas, nem localizadas.
Diferentes categorias de mundos habitados
3. Do ensino dado pelos Espíritos, resulta que muito diferentes umas das outras são as condições dos mundos, quanto ao grau de adiantamento ou de inferioridade dos seus habitantes. Entre eles há-os em que estes últimos são ainda inferiores aos da Terra, física e moralmente; outros, da mesma categoria que o nosso; e outros que lhe são mais ou menos superiores a todos os respeitos. Nos mundos inferiores, a existência é toda material, reinam soberanas as paixões, sendo quase nula a vida moral. A medida que esta se desenvolve, diminui a influência da matéria, de tal maneira que, nos mundos mais adiantados, a vida é, por assim dizer, toda espiritual.
4. Nos mundos intermédios, misturam-se o bem e o mal, predominando um ou outro, segundo o grau de adiantamento da maioria dos que os habitam. Embora se não possa fazer, dos diversos mundos, uma classificação absoluta, pode-se contudo, em virtude do estado em que se acham e da destinação que trazem, tomando por base os matizes mais salientes, dividi-los, de modo geral, como segue: mundos primitivos, destinados às primeiras encarnações da alma humana; mundos de expiação e provas, onde domina o mal; mundos de regeneração, nos quais as almas que ainda têm o que expiar haurem novas forças, repousando das fadigas da luta; mundos ditosos, onde o bem sobrepuja o mal; mundos celestes ou divinos, habitações de Espíritos depurados, onde exclusivamente reina o bem. A Terra pertence à categoria dos mundos de expiação e provas, razão por que aí vive o homem a braços com tantas misérias.
5. Os Espíritos que encarnam em um mundo não se acham a ele presos indefinidamente, nem nele atravessam todas as fases do progresso que lhes cumpre realizar, para atingir a perfeição. Quando, em um mundo, eles alcançam o grau de adiantamento que esse mundo comporta, passam para outro mais adiantado, e assim por diante, até que cheguem ao estado de puros Espíritos. São outras tantas estações, em cada uma das quais se lhes deparam elementos de progresso apropriados ao adiantamento que já conquistaram. É-lhes uma recompensa ascenderem a um mundo de ordem mais elevada, como é um castigo o prolongarem a sua permanência em um mundo desgraçado, ou serem relegados para outro ainda mais infeliz do que aquele a que se vêem impedidos de voltar quando se obstinaram no mal.
Destinação da Terra. - Causas das misérias humanas
6. Muitos se admiram de que na Terra haja tanta maldade e tantas paixões grosseiras, tantas misérias e enfermidades de toda natureza, e daí concluem que a espécie humana bem triste coisa é. Provém esse juízo do acanhado ponto de vista cm que se colocam os que o emitem e que lhes dá uma falsa idéia do conjunto. Deve-se considerar que na Terra não está a Humanidade toda, mas apenas uma pequena fração da Humanidade. Com efeito, a espécie humana abrange todos os seres dotados de razão que povoam os inúmeros orbes do Universo. Ora, que é a população da Terra, em face da população total desses mundos? Muito menos que a de uma aldeia, em confronto com a de um grande império. A situação material e moral da Humanidade terrena nada tem que espante, desde que se leve em conta a destinação da Terra e a natureza dos que a habitam.
7. Faria dos habitantes de uma grande cidade falsíssima idéia quem os julgasse pela população dos seus quarteirões mais íntimos e sórdidos. Num hospital, ninguém vê senão doentes e estropiados; numa penitenciária, vêem-se reunidas todas as torpezas, todos os vícios; nas regiões insalubres, os habitantes, em sua maioria são pálidos, franzinos e enfermiços. Pois bem: figure-se a Terra como um subúrbio, um hospital, uma penitenciaria, um sítio malsão, e ela é simultaneamente tudo isso, e compreender-se-á por que as aflições sobrelevam aos gozos, porquanto não se mandam para o hospital os que se acham com saúde, nem para as casas de correção os que nenhum mal praticaram; nem os hospitais e as casas de correção se podem ter por lugares de deleite.
Ora, assim como, numa cidade, a população não se encontra toda nos hospitais ou nas prisões, também na Terra não está a Humanidade inteira. E, do mesmo modo que do hospital saem os que se curaram e da prisão os que cumpriram suas penas, o homem deixa a Terra, quando está curado de suas enfermidades morais.
INSTRUÇÕES DOS ESPÍRITOS
Mundos Inferiores e mundos superiores
8. A qualificação de mundos inferiores e mundos superiores nada tem de absoluta; é, antes, muito relativa. Tal inundo é inferior ou superior com referência aos que lhe estão acima ou abaixo, na escala progressiva.
Tomada a Terra por termo de comparação, pode-se fazer idéia do estado de um mundo inferior, supondo os seus habitantes na condição das raças selvagens ou das nações bárbaras que ainda entre nós se encontram, restos do estado primitivo do nosso orbe. Nos mais atrasados, são de certo modo rudimentares os seres que os habitam. Revestem a forma humana, mas sem nenhuma beleza. Seus instintos não têm a abrandá-los qualquer sentimento de delicadeza ou de benevolência, nem as noções do justo e do injusto. A força bruta é, entre eles, a única lei. Carentes de indústrias e de invenções, passam a vida na conquista de alimentos. Deus, entretanto, a nenhuma de suas criaturas abandona; no fundo das trevas da inteligência jaz, latente, a vaga intuição, mais ou menos desenvolvida, de um Ente supremo. Esse instinto basta para torná-los superiores uns aos outros e para lhes preparar a ascensão a uma vida mais completa, porquanto eles não são seres degradados, mas crianças que estão a crescer.
Entre os degraus inferiores e os mais elevados, inúmeros outros há, e difícil é reconhecer-se nos Espíritos puros, desmaterializados e resplandecentes de glória, os que foram esses seres primitivos, do mesmo modo que no homem adulto se custa a reconhecer o embrião.
9. Nos mundos que chegaram a um grau superior, as condições da vida moral e material são muitíssimo diversas das da vida na Terra. Como por toda parte, a forma corpórea aí é sempre a humana, mas embelezada, aperfeiçoada e, sobretudo, purificada. O corpo nada tem da materialidade terrestre e não está, conseguintemente, sujeito às necessidades, nem às doenças ou deteriorações que a predominância da matéria provoca. Mais apurados, os sentidos são aptos a percepções a que neste mundo a grosseria da matéria obsta. A leveza específica do corpo permite locomoção rápida e fácil: em vez de se arrastar penosamente pelo solo, desliza, a bem dizer, pela superfície, ou plana na atmosfera, sem qualquer outro esforço além do da vontade, conforme se representam os anjos, ou como os antigos imaginavam os manes nos Campos Elíseos. Os homens conservam, a seu grado, os traços de suas passadas migrações e se mostram a seus amigos tais quais estes os conheceram, porém, irradiando uma luz divina, transfigurados pelas impressões interiores, então sempre elevadas. Em lugar de semblantes descorados, abatidos pelos sofrimentos e paixões, a inteligência e a vida cintilam com o fulgor que os pintores hão figurado no nimbo ou auréola dos santos.
A pouca resistência que a matéria oferece a Espíritos já muito adiantados torna rápidoo desenvolvimento dos corpos e curta ou quase nula a infância. Isenta de cuidados eangústias, a vida é proporcionalmente muito mais longa do que na Terra. Em princípio, a longevidade guarda proporção com o grau de adiantamento dos mundos. A morte de modo algum acarreta os horrores da decomposição; longe de causar pavor, é considerada uma transformação feliz, por isso que lá não existe a dúvida sobre o porvir. Durante a vida, a alma, já não tendo a constringi-la a matéria compacta, expande-se e goza de uma lucidez que a coloca em estado quase permanente de emancipação e lhe consente a livre transmissão do pensamento.
10. Nesses mundos venturosos, as relações, sempre amistosas entre os povos, jamais são perturbadas pela ambição, da parte de qualquer deles, de escravizar o seu vizinho, nem pela guerra que daí decorre. Não há senhores, nem escravos, nem privilegiados pelo nascimento; só a superioridade moral e intelectual estabelece diferença entre as condições e dá a supremacia. A autoridade merece o respeito de todos, porque somente ao mérito é conferida e se exerce sempre com justiça. O homem não procura elevar-se acima do homem, mas acima de si mesmo, aperfeiçoando-se. Seu objetivo é galgar a categoria dos Espíritos puros, não lhe constituindo um tormento esse desejo, porem, uma ambição nobre, que o induz a estudar com ardor para os igualar. Lá, todos os sentimentos delicados e elevados da natureza humana se acham engrandecidos e purificados; desconhecem-se os ódios, os mesquinhos ciúmes, as baixas cobiças da inveja; uni laço de amor e fraternidade prende uns aos outros todos os homens, ajudando os mais fortes aos mais fracos. Possuem bens, em maior ou menor quantidade, conforme os tenham adquirido, mais ou menos por meio da inteligência; ninguém, todavia, sofre, por lhe faltar o necessário, uma vez que ninguém se acha em expiação. Numa palavra: o mal, nesses mundos, não existe.
11. No vosso, precisais do mal para sentirdes o bem; da noite, para admirardes a luz; da doença, para apreciardes a saúde. Naqueles outros não há necessidade desses contrastes. A eterna luz, a eterna beleza e a eterna serenidade da alma proporcionam uma alegria eterna, livre de ser perturbada pelas angústias da vida material, ou pelo contacto dos maus, que lá não têm acesso. Isso o que o espírito humano maior dificuldade encontra para compreender. Ele foi bastante engenhoso para pintar os tormentos do inferno, mas nunca pôde imaginar as alegrias do céu. Por quê? Porque, sendo inferior, só há experimentado dores e misérias, jamais entreviu as claridades celestes; não pode, pois, falar do que não conhece. A medida, porém, que se eleva e depura, o horizonte se lhe dilata e ele compreende o bem que está diante de si, como compreendeu o mal que lhe está atrás.
12. Entretanto, os mundos felizes não são orbes privilegiados, visto que Deus não é parcial para qualquer de seus filhos; a todos dá os mesmos direitos e as mesmas facilidades para chegarem a tais mundos. Fá-los partir todos do mesmo ponto e a nenhum dota melhor do que aos outros; a todos são acessíveis as mais altas categorias: apenas lhes cumpre a eles conquistá-las pelo seu trabalho, alcançá-las mais depressa, ou permanecer inativos por séculos de séculos no lodaçal da Humanidade. (Resumo do ensino de todos os Espíritos superiores.)
Mundos de expiações e de provas
13. Que vos direi dos mundos de expiações que já não saibais, pois basta observeis o em que habitais? A superioridade da inteligência, em grande número dos seus habitantes, indica que a Terra não é um mundo primitivo, destinado à encarnação dos Espíritos que acabaram de sair das mãos do Criador. As qualidades inatas que eles trazem consigo constituem a prova de que já viveram e realizaram certo progresso. Mas, também, os numerosos vícios a que se mostram propensos constituem o índice de grande imperfeição moral. Por isso os colocou [)eus num mundo ingrato, para expiarem aí suas faltas, mediante penoso trabalho e misérias da vida, até que hajam merecido ascender a um planeta mais ditoso.
14. Entretanto, nem todos os Espíritos que encarnam na Terra vão para aí em expiação. As raças a que chamais selvagens são formadas de Espíritos que apenas saíram da infância e que na Terra se acham, por assim dizer, em curso de educação, para se desenvolverem pelo contacto com Espíritos mais adiantados. Vêm depois as raças semicivilizadas, constituídas desses mesmos os Espíritos em via de progresso. São elas, de certo modo, raças indígenas da Terra, que aí se elevaram pouco a pouco em longos períodos seculares, algumas das quais hão podido chegar ao aperfeiçoamento intelectual dos povos mais esclarecidos.
Os Espíritos em expiação, se nos podemos exprimir dessa forma, são exóticos, na Terra; já tiveram noutros mundos, donde foram excluídos em conseqüência da sua obstinação no mal e por se haverem constituído, em tais mundos, causa de perturbação para os bons. Tiveram de ser degradados, por algum tempo, para o meio de Espíritos mais atrasados, com a missão de fazer que estes últimos avançassem, pois que levam consigo inteligências desenvolvidas e o gérmen dos conhecimentos que adquiriram. Daí vem que os Espíritos em punição se encontram no seio das raças mais inteligentes. Por isso mesmo, para essas raças é que de mais amargor se revestem OS infortúnios da vida. E que há nelas mais sensibilidade, sendo, portanto, mais provadas pelas contrariedades e desgostos do que as raças primitivas,cujo senso moral se acha mais embotado.
15. A Terra, conseguintemente, oferece um dos tipos de mundos expiatórios, cuja variedade é infinita, mas revelando todos, como caráter comum, o servirem de lugar de exílio para Espíritos rebeldes à lei de Deus. Esses Espíritos tem aí de lutar, ao mesmo tempo, com a perversidade dos homens e com a inclemência da Natureza, duplo e árduo trabalho que simultaneamente desenvolve as qualidades do coração e as da inteligência. E assim que Deus, em sua bondade, faz que o próprio castigo redunde em proveito do progresso do Espírito. - Santo Agostinho. Paris, 1862.)
Mundos regeneradores
16. Entre as estrelas que cintilam na abóbada azul do firmamento, quantos mundos não haverá como o vosso, destinados pelo Senhor à expiação e à provação! Mas, também os há mais miseráveis e melhores, como os há de transição, que se podem denominar de regeneradores. Cada turbilhão planetário, a deslocar-se no espaço em torno de um centro comum, arrasta consigo seus mundos primitivos, de exílio, de provas, de regeneração e de felicidade. Já se vos há falado de mundos onde a alma recém-nascida é colocada, quando ainda ignorante do bem e do mal, mas com a possibilidade de caminhar para Deus, senhora de si mesma, na posse do livre-arbítrio. Já também se vos revelou de que amplas faculdades é dotada a alma para praticar o bem. Mas, ah! há as que sucumbem, e Deus, que não as quer aniquiladas, lhes permite irem para esses mundos onde, de encarnação em encarnação, elas se depuram, regeneram e voltam dignas da glória que lhes fora destinada.
17. Os mundos regeneradores servem de transição entre os mundos de expiação e os mundos felizes. A alma penitente encontra neles a calma e o repouso e acaba por depurar-se. Sem dúvida, em tais mundos o homem ainda se acha sujeito às leis que regem a matéria; a Humanidade experimenta as vossas sensações e desejos, mas liberta das paixões desordenadas de que sois escravos, isenta do orgulho que impõe silêncio ao coração, da inveja que a tortura, do ódio que a sufoca. Em todas as frontes, vê-se escrita a palavra amor; perfeita equidade preside às relações sociais, todos reconhecem Deus e tentam caminhar para Ele, cumprindo-lhe as leis.
Nesses mundos, todavia, ainda não existe a felicidade perfeita, mas a aurora da felicidade. O homem lá é ainda de carne e, por isso, sujeito às vicissitudes de que libertos só se acham os seres completamente desmaterializados. Ainda tem de suportar provas, porém, sem as pungentes angústias da expiação. Comparados à Terra, esses mundos são bastante ditosos e muitos dentre vós se alegrariam de habitá-los, pois que eles representam a calma após a tempestade, a convalescença após a moléstia cruel. Contudo, menos absorvido pelas coisas materiais, o homem divisa, melhor do que vós, o futuro; compreende a existência de outros gozos prometidos pelo Senhor aos que deles se mostrem dignos, quando a morte lhes houver de novo ceifado os corpos, a fim de lhes outorgar a verdadeira vida. Então, liberta, a alma pairará acima de todos os horizontes. Não mais sentidos materiais e grosseiros; somente os sentidos de um perispírito puro e celeste, a aspirar as emanações do próprio Deus, nos aromas de amor e de caridade que do seu seio emanam.
18. Mas, ah! nesses mundos, ainda falível é o homem e o Espírito do mal não há perdido completamente o seu império. Não avançar é recuar, e, se o homem não se houver firmado bastante na senda do bem, pode recair nos mundos de expiação, onde, então, novas e mais terríveis provas o aguardam.
Contemplai, pois, à noite, à hora do repouso e da prece, a abóbada azulada e, das inúmeras esferas que brilham sobre as vossas cabeças, indagai de vós mesmos quais as que conduzem a Deus e pedi-lhe que uni mundo regenerador vos abra seu seio, após a expiação na Terra. - Santo Agostinho. (Paris, 1862.)
Progressão dos mundos
19. O progresso é lei da Natureza. A essa lei todos os seres da Criação, animados e inanimados, foram submetidos pela bondade de Deus, que quer que tudo se engrandeça e prospere. A própria destruição, que aos homens parece o termo final de todas as coisas, é apenas uni meio de se chegar, pela transformação, a um estado mais perfeito, visto que tudo morre para renascer e nada sofre o aniquilamento.
Ao mesmo tempo que todos os seres vivos progridem moralmente, progridem materialmente os mundos em que eles habitam. Quem pudesse acompanhar um mundo em suas diferentes fases, desde o instante em que se aglomeraram os primeiros átomos destinados e constituí-lo, vê-lo-ia a percorrer uma escala incessantemente progressiva, mas de degraus imperceptíveis para cada geração, e a oferecer aos seus habitantes uma morada cada vez mais agradável, à medida que eles próprios avançam na senda do progresso. Marcham assim, paralelamente, o progresso do homem, o dos animais, seus auxiliares, o dos vegetais e o da habitação, porquanto nada em a Natureza permanece estacionário. Quão grandiosa é essa idéia e digna da majestade do Criador! Quanto, ao contrário, é mesquinha e indigna do seu poder a que concentra a sua solicitude e a sua providência no imperceptível grão de areia, que é a Terra, e restringe a Humanidade aos poucos homens que a habitam!
Segundo aquela lei, este mundo esteve material e moralmente num estado inferior ao em que hoje se acha e se alçará sob esse duplo aspecto a um grau mais elevado. Ele há chegado a um dos seus períodos de transformação, em que, de orbe expiatório, mudar-se-á em planeta de regeneração, onde os homens serão ditosos, porque nele imperará a lei de Deus. - Santo Agostinho. (Paris, 1862.)
O Evangelho Segundo o Espiritismo - Capítulo III
sexta-feira, 2 de outubro de 2009
AÇÃO DA PRECE

A prece é uma invocação: por ela nos pomos em relação mental com o ser a que nos dirigimos. Ela pode ter por objeto um pedido, um agradecimento ou um louvor. Podemos orar por nós mesmos ou pelos outros, pelos vivos ou pelos mortos. As preces dirigidas a Deus são ouvidas pelos Espíritos encarregados da execução dos seus desígnios; as que são dirigidas aos Bons Espíritos vão também para Deus. Quando oramos para outros seres, e não para Deus, aqueles nos servem apenas de intermediários, de intercessores, porque nada pode ser feito sem a vontade de Deus.
O Espiritismo nos faz compreender a ação da prece, ao explicar a forma de transmissão do pensamento, seja quando o ser a quem oramos atende ao nosso apelo, seja quando o nosso pensamento eleva-se a ele. Para se compreender o que ocorre nesse caso, é necessário imaginar todos os seres, encarnados e desencarnados, mergulhados no fluido universal que preenche o espaço, assim como na terra estamos envolvidos pela atmosfera. Esse fluido é impulsionado pela vontade, pois é o veículo do pensamento, como o ar é o veículo do som, com a diferença de que as vibrações do ar são circunscritas, enquanto as do fluido universal se ampliam ao infinito. Quando, pois, o pensamento se dirige para algum ser, na terra ou no espaço, de encarnado para desencarnado, ou vice-versa, uma corrente fluídica se estabelece de um a outro, transmitindo o pensamento, como o ar transmite o som.
A energia da corrente está na razão direta da energia do pensamento e da vontade. É assim que a prece é ouvida pelos Espíritos, onde quer que eles se encontrem, assim que os Espíritos se comunicam entre si, que nos transmitem as suas inspirações, e que as relações se estabelecem à distância entre os próprios encarnados.
Esta explicação se dirige sobretudo aos que não compreendem a utilidade da prece puramente mística. Não tem por fim materializar a prece, mas tornar compreensíveis os seus efeitos, ao mostrar que ela pode exercer ação direta e positiva. Nem por isso está menos sujeita à vontade de Deus, juiz supremo em todas as coisas, e único que pode dar eficácia à sua ação.
Pela prece, o homem atrai o concurso dos Bons Espíritos, que o vêm sustentar nas suas boas resoluções e inspirar-lhe bons pensamentos. Ele adquire assim a força moral necessária para vencer as dificuldades e voltar ao caminho reto, quando dele se afastou; e assim também pode desviar de si os males que atrairia pelas suas próprias faltas. Um homem, por exemplo, sente a sua saúde arruinada pelos excessos que cometeu, e arrasta, até o fim dos seus dias, uma vida de sofrimento. Tem o direito de queixar-se, se não conseguir a cura? Não, porque poderia encontrar na prece a força para resistir às tentações.
Se dividirmos os males da vida em duas categorias, sendo uma a dos que o homem não pode evitar, e outra a das atribuições que ele mesmo provoca, por sua incúria e pelos seus excessos, veremos que esta última é muito mais numerosa que a primeira. Torna-se pois evidente que o homem é o autor da maioria das suas aflições, e que poderia poupar-se, se agisse sempre com sabedoria e prudência.
É certo, também, que essas misérias resultam das nossas infrações às leis de Deus, e que, se as observássemos rigorosamente, seríamos perfeitamente felizes. Se não ultrapassássemos os limites do necessário, na satisfação das nossas exigências vitais, não sofreríamos as doenças que são provocadas pelos excessos, e as vicissitudes decorrentes dessas doenças. Se limitássemos as nossas ambições, não temeríamos a ruína. Se não quiséssemos subir mais alto do que podemos, não recearíamos a queda. Se fôssemos humildes, não sofreríamos as decepções do orgulho abatido. Se praticássemos a lei de caridade, não seríamos maledicentes, nem invejosos, nem ciumentos, e evitaríamos as querelas e as dissensões. Se não fizéssemos nenhum mal a ninguém, não teríamos de temer as vinganças, e assim por diante.
Admitamos que o homem nada pudesse fazer contra os outros males; que todas as preces fossem inúteis para livrar-se deles; já não seria muito, poder afastar todos os que decorrem da sua própria conduta? Pois bem: neste caso concebe-se facilmente a ação da prece, que tem por fim atrair a inspiração salutar dos Bons Espíritos, pedir-lhes a força necessária para resistirmos aos maus pensamentos, cuja execução pode nos ser funesta. E, para nos atenderem nisto, não é o mal que eles afastam de nós, mas é a nós que eles afastam do pensamento que nos pode causar o mal; não embaraçam em nada os desígnios de Deus, nem suspendem o curso das leis naturais, mas é a nós que impedem de infringirmos as leis, ao orientarem o nosso livre-arbítrio. Mas o fazem sem o percebermos, de maneira oculta, para não prejudicarem a nossa vontade. O homem se encontra então na posição de quem solicita bons conselhos e os segue, mas conservando a liberdade de segui-los ou não. Deus quer que assim seja para que ele tenha a responsabilidade dos seus atos e para lhe deixar o mérito da escolha entre o bem e o mal. É isso o que o homem sempre receberá se pedir com fervor, e ao que se podem sobretudo aplicar estas palavras: “Pedi e obtereis”.
A eficácia da prece, mesmo reduzida a essas proporções, não daria imenso resultado? Estava reservado ao Espiritismo provar a sua ação, pela revelação das relações entre o mundo corpóreo e o mundo espiritual. Mas não se limitam a isso os seus efeitos. A prece é recomendada por todos os Espíritos. Renunciar a ela é ignorar a bondade de Deus; é rejeitar para si mesmo a Sua assistência; e para os outros, o bem que se poderia fazer.
Ao atender o pedido que lhe é dirigido, Deus tem freqüentemente em vista recompensar a intenção, o devotamento e a fé daquele que ora. Eis porque a prece do homem de bem tem mais merecimento aos olhos de Deus, e sempre maior eficácia. Porque o homem vicioso e mau não pode orar com o fervor e a confiança que só o sentimento da verdadeira piedade pode dar. Do coração do egoísta, daquele que só ora com os lábios, não poderiam sair mais do que palavras, e nunca os impulsos da caridade, que dão à prece toda a sua força. Compreende-se isso tão bem que, instintivamente, preferimos recomendar-nos às preces daqueles cuja conduta nos parece que deve agradar a Deus, pois que são melhor escutados.
Se a prece exerce uma espécie de ação magnética, podemos supor que o seu efeito estivesse subordinado à potência fluídica. Entretanto, não é assim. Desde que os Espíritos exercem esta ação sobre os homens, eles suprem, quando necessário, a insuficiência daquele que ora, seja através de uma ação direta em seu nome, seja ao lhe conferirem momentaneamente uma força excepcional, quando ele for julgado digno desse benefício, ou quando isso possa ser útil.
O homem que não se julga suficientemente bom para exercer uma influência salutar, não deve deixar de orar por outro, por pensar que não é digno de ser ouvido. A consciência de sua inferioridade é uma prova de humildade, sempre agradável a Deus, que leva em conta a sua intenção caridosa. Seu fervor e sua confiança em Deus constituem o primeiro passo do seu retorno ao Bem, que os Bons Espíritos se sentem felizes de estimular. A prece que é repelida é a do orgulhoso, que só tem fé no seu poder e nos seus méritos, e julga poder substituir-se à vontade do Eterno.
O poder da prece está no pensamento, e não depende nem das palavras, nem do lugar, nem do momento em que é feita. Pode-se, pois, orar em qualquer lugar e a qualquer hora, a sós ou em conjunto. A influência do lugar ou do tempo depende das circunstâncias que possam favorecer o recolhimento. A prece em comum tem ação mais poderosa, quando todos os que a fazem se associam de coração num mesmo pensamento e têm a mesma finalidade, porque então é como se muitos clamassem juntos e em uníssono. Mas que importaria estarem reunidos em grande número, se cada qual agisse isoladamente e por sua própria conta? Cem pessoas reunidas podem orar como egoístas, enquanto duas ou três, ligadas por uma aspiração comum, orarão como verdadeiros irmãos em Deus, e sua prece terá mais força do que a daquelas cem.
(Allan Kardec - Evangelho Segundo o Espiritismo).
terça-feira, 8 de setembro de 2009
A verdadeira propriedade

Meus irmãos queridos, lendo o Evangelho, capítulo XVI: Não se pode servir a Deus e a Mamon, instruções dos espíritos: A verdadeira propriedade, meditava no sentimento de posse que todos nós ainda temos. Muitos esquecem que apenas possuímos aquilo que podemos levar da Terra.
O homem luta para obter os bens e vai acumulando ao longo do caminho, pensando sempre em aumentar e deixar para seus herdeiros. Muitas vezes, estes bens se transformam em verdadeiros fardos, porque muitas vezes, são cercados de bajuladores que pensam no quanto vão herdar, esquecendo-se do sentimento fraterno que unem as almas.
Quando somos forçados a deixar as nossas vestes carnais, deixamos junto com ela todos os bens materiais adquiridos na vida, e o que levamos? levamos aquilo que não é de uso do corpo, levamos nossa inteligência, nossas boas ações, os conhecimentos adquiridos ao longo dos anos, e nossas qualidade morais que também foram conquistadas através de muitos sacrifícios e renúncia.
Temos muitos objetivos para realizar na vida, são tantos que por isso, uma única encarnação não é possível. Pensamos em ter uma casa grande, quando conseguimos desejamos um carro melhor, quando conseguimos, outro desejo assalta nossos pensamentos, e por aí vai. Isto quando os desejos são de foco material, às vezes, nosso desejo é de ordem intelectual, moral, então desejamos fazer cursos e mais cursos, esquecendo de exercer a nossa profissão como deveríamos, com a dedicação devida, e quando partimos para o lado afetivo, nunca estamos satisfeito com o companheiro(a) escolhido(a) para trilhar juntos ou muitas vezes, desejamos aquele(a) companheiro(a) que não sente a mesma coisa por nós e por isso sofremos, nos angustiamos, nos entregamos a depressão, mas meus irmãos ninguém é obrigado a nos amar, se o relacionamento não deu certo é egoísmo querer prender a pessoa, ela também não é nossa propriedade, o verdadeiro amor consiste em deixar livre o ser amado para seguir seu caminho.
Devemos sempre fortalecer a nossa fé, lembrar todos os dias tudo que está em nossas mãos é empréstimo, que Deus nos outorgou para facilitar a nossa caminhada evolutiva, devemos também, pensar nas pessoas que hoje, morando em favelas, barracos, lutado honestamente para conseguir o pão de cada dia, porém sempre amparados pela providência divina, foram estes irmãos, como nós, que não souberam valorizar a verdadeira propriedade em vidas passadas e hoje resgatam através da pobreza, o orgulho, a vaidade aprendendo amar e a servir.
terça-feira, 7 de julho de 2009
Uma realeza Terrestre

Meus irmãos, aprendi que quando estivesse em aflição, abrisse o Evangelho Segundo o Espiritismo e buscasse nas palavras do Evagelho, me calmar , encontrar serenidade e quiçá ler a resposta para as aflições. Hoje fiz isso e caiu no capítulo II - Meu reino não é deste mundo, na mensagem Uma realeza Terrestre, que transcreverei abaixo:
8. Quem melhor do que eu pode compreender a verdade destas palavras de Nosso Senhor: "O meu reino não é deste mundo"? O orgulho me perdeu na Terra. Quem, pois, compreenderia o nenhum valor dos reinos da Terra, se eu o não compreendia? Que trouxe eu comigo da minha realeza terrena? Nada, absolutamente nada. E, como que para tornar mais terrível a lição, ela nem sequer me acompanhou até o túmulo! Rainha entre os homens, como rainha julguei que penetrasse no reino dos céus! Que desilusão! Que humilhação, quando, em vez de ser recebida aqui qual soberana, vi acima de mim, mas muito acima, homens que eu julgava insignificantes e aos quais desprezava, por não terem sangue nobre! Oh! como então compreendi a esterilidade das honras e grandezas que com tanta avidez se requestam na Terra! Para se granjear um lugar neste reino, são necessárias a abnegação, a humildade, a caridade em toda a sua celeste prática, a benevolência para com todos. Não se vos pergunta o que fostes, nem que posição ocupastes, mas que bem fizestes, quantas lágrimas enxugastes. Oh! Jesus, tu o disseste, teu reino não é deste mundo, porque é preciso sofrer para chegar ao céu, de onde os degraus de um trono a ninguém aproximam. A ele só conduzem as veredas mais penosas da vida. Procurai-lhe, pois, o caminho, através das urzes e dos espinhos, não por entre as flores. Correm os homens por alcançar os bens terrestres, como se os houvessem de guardar para sempre. Aqui, porém, todas as ilusões se somem. Cedo se apercebem eles de que apenas apanharam uma sombra e desprezaram os únicos bens reais e duradouros, os únicos que lhes aproveitam na morada celeste, os únicos que lhes podem facultar acesso a esta. Compadecei-vos dos que não ganharam o reino dos céus; ajudai-os com as vossas preces, porquanto a prece aproxima do Altíssimo o homem; é o traço de união entre o céu e a Terra: não o esqueçais. - Uma Rainha de França. (Havre, 1863.)
Meus irmãos, o exemplo da Rainha de França, deixa bem claro que não importa nossa posição na Terra, seja uma posição humilde ou uma posição de nível social elevado, todos teremos o mesmo fim e na espiritualidade seremos recebidos de acordo as nossas obras. Por isso, devemos deixar o orgulho, a vaidade, a arrogância entre outros vícios da alma e cultivar o amor, a caridade e o perdão.
Muita paz!
sexta-feira, 3 de julho de 2009
Os pobres de espírito

No sermão das montanhas o Cristo afrimou: Bem aventurados os pobres de espíritos porque herdarão a terra. E eu pensava, assim como muita gente deve pensar, que Jesus estava se referindo as pessoas pobres ou seja, desprovidas de bens materiais. Neste tempo não tinha maturidade para entender essas palavras e achava mesmo que Jesus amava a pobreza (material).
Hoje, depois de muito estudo e leitura, começo a entender que Jesus falava de humildade. O verdadeiro humilde, este nem sabe que é humilde, para ele ser humilde é tão natural que nem o percebe, as pessoa dizem que ele é humilde, ele apenas sorrir, porque não se encherga assim.Para o humilde não importa saber o que é certo ou errado , mas simplesmente atende a um chamado de ordem superior e segue o seu caminho com uma fé inquebrantável.
Jesus Cristo é o maior exemplo dessa humildade, na Terra tivemos outros, assim como Chico Chavier, Madre Tereza de Calcutá, Irmã Dulce, Francisco de Assis, entre tantos outros anônimos. Dentre os seus vários ensinamentos, aquele que compara o Reino de Deus a uma criança, vem bem a calhar, pois evoca com firmeza o símbolo da humildade e da simplicidade, as crianças são os seres mais puros na face da Terra, nelas os germes do orgulho, egoismo, inveja, ainda não eclodiram, as crianças, meus irmãos , são assim puras e inocentes como os espíritos que Deus criou, apenas a maturidade mostrará a verdadeira essência do espírito e suas tendências para as coisas boas ou ruins, por isso não adianta conhecer profundamente a teologia e as mais altas concepções filosóficas. Se não nos fizermos humildes como as crianças.
No Evangelho Segundo o Espiritismo no cap. VII _ Bem aventurados os pobres de espíritos, Allan KArdec faz o seguinte comentário:
Desta máxima, zomba a incredibilidade, por não compreende-la. Por pobres de espírito, não entende Jesus os baldos (carecidos) de inteligência, mas os humildes; e diz que para estes e não para os orgulhosos, é o reino dos Céus.
Os homens de ciência fazem de si mesmos tão elevado conceito. Olham as coisas Divinas como indignas de atenção; concentrados na sua própria pessoa.
Negam-se a admitir o mundo invisível e um poder extra- humano, não é porque esteja isso fora de seu alcance, mas porque o seu orgulho se revolta contra a idéia de uma coisa que não podem dominar e que os desceria de seu pedestal. Eis porque só tem sorrisos desdenhosos para tudo quanto não seja do mundo visível e tangível Entretanto também como os demais, quer entrar nesse mundo invisível, de que zombam.
Em todas as circunstâncias a Humildade é colocada na categoria das Virtudes que aproximam de Deus e o Orgulho entre os defeitos que dele nos afastam.
É que a humildade eqüivale a um ato de submissão, enquanto que o orgulho é a revolta contra ele.
Mais vale então, para a vida futura, a felicidade do homem, ser pobre de Espírito, no sentido do mundo e rico de qualidades morais.
Muita Paz!
segunda-feira, 22 de junho de 2009
A autoridade

O Evangelho Segundo o Espiritismo nos ensina que a autoridade é uma tarefa que quem a possui terá que prestar contas, e a compara com a riqueza: "A autoridade, tanto quanto a riqueza, é uma delegação de que terá de prestar contas que se ache dela investido."(Evangelho).
Os homens têm na terra uma missão, seja ela grande ou pequena, mas que lhe é dada para o bem. Se ele emprega sua missão para o mal , isso sim é falir no desempenho e responder em encarnações futuras, pelo mau emprego que fez da sua autoridade.
A autoridade delega poderes ao homem, seja qual for a extensão, desde a empregada que serve na nossa casa, até aos altos cargos públicos ou nos setores privados e muitas pessoas perseguem as nomeações aos diversos cargos e quando são dentetores desses cargos, esquecem o porquê, que foram ali colocados, passando a gir em seu próprio favor.
Deus quando nos conferem esses cargos, geralmente é para que possamos agir com sabedoria em favor dos menos favorecidos, agir com respeito e principalmente exercitar a caridade, não devemos nos envaidecer ou nos orgulhar, pois sabemos que tudo é transitório nessa vida, porém se somos subalternos de pessoas que agem contrários a lei da caridade, resta-nos orar e perdoar as ofensas sofridas.
Muita Paz!
quinta-feira, 18 de junho de 2009
Aprender a ser

O homem precisa conscientizar-se de sua condição de ser imortal, por isso precisa aprender a ser e entrar de posse na sua herança divina. Disse Jesus: Vós sois o sal da Terra, a luz do mundo (Mateus 5:13-14), Resplandeça vossa luz diante do mundo. (Mateus 5:16), as palavras do sublime peregrino apontam para nossa inesgotável possibilidade da evolução humana. A destinação do homem é seguir o modelo de perfeição deixado pelo Cristo, e só poderemos alcançar essa perfeição através da experiência facultada pelas encarnações sucessivas e o conhecimento que iremos adquirindo da Natureza, do conviver com o nosso próximo, e de nós mesmo.
Sede perfeitos é o convite de jesus para que assumamos essa herança divina e possamos crescer em espírito e verdade. precisamos aprender a ser, tendo consciência da nossa condição de espírito imortal, por isso necessitamos viver todas as experiências do mundo, no campo moral, intelectual do ser. A perfeição indicada por Jesus não é impossível como muitos presumem, ela está pautada não em uma vida, mas em muitas vidas, por isso muitas pessoas perguntam se a descrição feita no Evangelho Segundo Espiritismo na mensagem o homem de bem e dos bons espíritas, não é uma descrição de um modelo que nunca alcançaríamos, acredito que se pensarmos em uma única vida é impossível mesmo, mas quando pensamos que o espírito é imortal, e que irá crescer com suas experiências, vida após vida, não fica tão difícil de compreender.
O homem precisa aprender a ser no respeito à pessoa vista como filho de Deus, nas leis de Deus e da natureza que vão fornecer conteúdo da vida e ensinar o homem a conduzir o mundo de forma harmoniosa tanto no lado físico quanto no lado moral e em benefício de todos, e por fim, na certeza da possibilidade de uma vida abundante, alicerçada no ideal de amor, fraternidade e caridade para com todos as pessoas, vendo com os olhos de que todos esses menores são seus irmãos, tendo por base a justiça social e principalmente pautar sua vida nos ensinamentos do Cristo: amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo com a si mesmo.
Muita paz!
terça-feira, 9 de junho de 2009
Parábola do Semeador

"Naquele mesmo dia, Jesus, tendo saído de casa, sentou-se perto do mar; e se reuniu ao seu redor uma grande multidão do povo; por isso ele subiu num barco, onde se sentou, todo o povo estando na margem; e lhes disse muitas coisas por parábolas, falando-lhes desta maneira:
Aquele que semeia, saiu a semear; e, enquanto semeava, uma parte da semente caiu ao longo do caminho, e vindo os pássaros do céu a comeram.
Outra caiu nos lugares pedregosos onde não havia muita terra; e logo nasceu porque a terra onde estava não tinha profundidade. Mas o Sol tendo se erguido em seguida, a queimou; e, como não tinha raízes, secou.
Outra caiu nos espinheiros, e os espinhos, vindo a crescer, a sufocaram.
Outra, enfim, caiu em boa terra, e deu frutos, alguns grãos rendendo cento por um, outros sessenta e outros trinta.
Que ouça aquele que tem ouvidos para ouvir". (Mateus, cap. 13, 1 a 9)
"Escutai vós, pois, a parábola do semeador.
Todo aquele que escuta a palavra do reino e não lhe dá atenção, o espírito maligno vem e arrebata o que havia sido semeado em seu coração; é aquele que recebeu a semente ao longo do caminho.
Aquele que recebeu a semente no meio das pedras, é o que escuta a palavra, e que a recebe na hora mesmo com alegria; mas não tem em si raízes, e não está senão por um tempo; e quando sobrevêm os obstáculos e as perseguições por causa da palavra, a toma logo como um objeto de escândalo e de queda.
Aquele que recebe a semente entre os espinhos, é o que ouve a palavra; mas em seguida, os cuidados deste século e a ilusão das riquezas sufocam em se essa palavra, e a tornam infrutífera.
Mas aquele que recebe a semente numa boa terra, é aquele que escuta a palavra, que lhe presta atenção e que dá fruto, e rende cento, ou sessenta, ou trinta por um". (Mateus, cap. 12, 18 a 23)
Meus irmãos, quando leio esta parábola penso no conhecimento humano e quanto mais esclarecido o homem se torna mais perto da conquista evolutiva, ele se encontrará.
A parábola do Semeador fala do conhecimento que o homem necessita alcançar através da sua caminhada na Terra, embora, nem todos ainda estão preparados para entender e assim como as sementes que caem em solo infertil, em solo rochoso ou em outros solos, assim também é a maturidade de todos os seres humanos. Alguns ainda passarão por todas as fases da semeadura, até entenderem que as leis divinas são imutáveis e o homem precisa compreender as verdades da Lei de Deus.
Muita paz!
domingo, 7 de junho de 2009
OS BONS ESPÍRITAS - Sede Perfeitos

Não vem o Espiritismo criar uma moral nova:- apenas facilita aos homens a inteligência e a prática da Moral do CRISTO, dando fé sólida e esclarecida aos que vacilam ou duvidam. Mas muitos do que aceitam, as manifestações, não compreendem as suas conseqüências, nem seu alcance moral.
É que o lado notoriamente Material da ciência não requer senão olhos para observar, ao passo que a parte essencial, exige certo grau de sensibilidade, que poderia ser chamado de maturidade do senso moral, ao qual independe da idade da idade e do grau de instrução de cada um.
Em uns, o laço da matéria ainda é muito forte e não permitem que o Espírito se desprenda das coisas terrenas. Fixam-se nos fenômenos mais que do que na Moral.
São Espíritos imperfeitos, dos quais alguns ficam pelos caminhos ou se afastam dos irmãos de crença, porque recuam ante a obrigação de se reformarem.
A aceitação do princípio da doutrina é o primeiro passo, que lhes tornará o segundo mais fácil em outra existência. O verdadeiro e sincero Espírita está em grau mais avançado. Tem o coração enternecido; sua FÉ é também a toda prova.
É como o músico que se comove com certos acordes, enquanto outro apenas escuta.
RECONHECE-SE O VERDADEIRO ESPÍRITA POR SUA TRANSFORMAÇÃO MORAL E PELOS ESFORÇOS QUE FAZ PARA DOMINAR AS MÁS ENCLINAÇÕES.Enquanto um se compraz num horizonte limitado, o outro, que compreende algo mais, esforça-se para ir mais além.
Fonte:http://www.techs.com.br/meimei/evangelho/evangelho_cap17.htm
quinta-feira, 4 de junho de 2009
Sede Perfeitos (2)

Portanto, devemos buscar sempre, começando de nós mesmos, seguir o modelo que Allan Kardec aponta no Evangelho, nos esforçando para possuir as qualidades que o texto cita, nos despojando do homem velho cheio de vícios e defeitos, e nos revestindo do homem novo, que busca a paz, o amor e a espiritualidade, porque o homem espiritualizado não se compraz com o mal.
Muita paz!
terça-feira, 2 de junho de 2009
Sede Perfeitos (1)

Meus irmãos o cap. XVII do Evangelho Segundo o Espiritismo trata da máxima deixada pelo Sublime Peregrino que é "Sede perfeito como vosso pai celestial é perfeito", pretendo aqui fazer um laboratório do que será objeto de estudo do Grupo aonde tratarei do assunto, por isso, estudaremos no blog por alguns dias o referido capítulo, agradeço desde já qualquer cooperação que alguém possa deixar nos comentários e discordando se for o caso, de algo que eu cite e não condiza com a nossa Doutrina, obrigada!
Jesus nos deixa um guia para alcançarmos a perfeição, sabemos que é muito complicado amar o inimigo, os que conseguem, estão em um patamar bem mais alto do que aqueles que ainda não conseguiram. Fazer o bem aos que nos odeiam é complicado, orar pelos que nos perseguem e nos caluniam parece em muitos casos impossível, mas meus irmãos ,Jesus deixa um modelo de perfeição que devemos seguir para nos considerarmos filhos de Deus e ele não disse que seria imediatamente, por isso necessitamos da reencarnação para que possamos lapidar nosso espírito e alcançar a perfeição, imitando-o, porque o próprio Jesus é este modelo de amor e doação que pretedemos um dia alcançar, subindo a escada da evolução.
Muitos autores fala da tarefa impossível de se igualar ao criador, mas acredito que Jesus não quer que tenhamos esta pretenção, devemos buscar com humildade exercitar nossas tarefas menores e para isto temos o Universo onde podemos empregar todo nosso aprendizado e culminar no máximo de desprendimento possível.
Muitas vezes, meditei a questão de amar os mais próximos da gente, em alguns casos é realmente mais fácil amar nossos irmãos de sangue, nosso filhos, pais, esposos, esposas, porém, para alguns, as vezes é impossível amar os parentes, achando mais fácil amar as pessoas que não fazem parte do seu convivio, simplesmente porque elas não conhecem seus defeitos intímos, igual aos que estão convivendo embaixo do mesmo teto, por isso, ouvimos algumas pessoas falando que "Fulano é um amor de pessoa" e em casa são verdadeiros tiranos do lar, péssimos companheiros, irmão intransigente, filho problemático, entre outras coisas. Por isso meus amigos, devemos primeiro amar os mais próximos de nós, porque só assim seremos verdadeiramente justos e prontos para amar nosso semelhante, o amor tem que ser universal e quem realmente ama, pratica todas as coisas que Jesus nos ensinou, perdoando os defeitos e erros dos nossos amigos, saberemos um dia perdoar aos inimigos e fazer o bem aos que nos odeiam, perseguem e caluniam.
Muita Paz!
terça-feira, 19 de maio de 2009
A melancolia

Tenho um amigo ( melhor não citar o nome) que sempre me liga dizendo que acordou triste, que está com vontade de chorar, tento, sempre que posso, animá-lo com palavras otimistas, falando que é assim mesmo, que geralmente é nosso espírito que viajando pelo astral, deseja permanecer no mundo espiritual, entristecendo-se na volta, não sei se minhas palavras tocam o coração do meu amigo, espero mesmo que os meus amigos espirituais possam afastar dele esse sentimento que abate o espírito, deixando-o enfraquecido para os combates que ainda terá na sua vida.Precisamos combater este sentimento para não desencandear um estado de depressão profunda,por isso, meus irmãos decidi postar a parte em que o Evangelho Segundo o Espiritismo, fala sobre a melancolia:
domingo, 17 de maio de 2009
Amar ao próximo como a si mesmo

"Os fariseus, tendo sabido que ele tinha feito calar a boca aos Saduceus, reuniram-se; e um deles, que era doutor da lei, veio lhe fazer esta pergunta para o tentar: Mestre, qual é o maior mandamento da lei? Jesus lhe respondeu: Amareis o Senhor vosso Deus de todo o vosso coração, de toda a vossa alma, e de todo o vosso espírito; é o primeiro e o maior mandamento. E eis o segundo que é semelhante àquele: Amareis o vosso próximo como a vós mesmos. Toda a lei e os profetas estão contidos nestes dois mandamentos". (Mateus, 22, 34 a 40)
O amor é uma palavra polissêmica, ou seja, encontraremos diversas significações nos dicionários. O verbo amar que é derivada da palavra amor, pode ser conjugado de diversas formas, dependendo da ótica que o ser humano queira empregar.
Desde que a humanidade aportou a este plano para evoluir, vem recebendo amor através do amor dos nosso governadores espirituais, das mães que empurram o filho ao progresso e dos companheiros de jornada seja ele como amigo, irmão ou esposo, que são os nosso semelhantes, assim meus irmãos, Jesus o nosso divino amigo quis nos ensinar nesta parábola, que apenas o amor pode salvar a alma independente do seu credo religioso
Seguir a máxima que o Cristo nos ensinou é antes de mais nada livrar-nos do egoísmo, é usar a fraternidade reinando assim a paz em todos os lugares onde caminhamos, no nosso trabalho, nas escolas, hospitais, penitenciarias, estradas, ruas,etc, assim, não mais haverá ódios, nem dissensões, mas, tão-somente, união, concórdia e benevolência mútua.
Muita paz
sábado, 16 de maio de 2009
Meditando a fé
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A palavra é pequena: FÉ, apenas duas letras. Seu significado no dicionário ( aqui no Pc), dá mais que uma página com vários significados, tem origem no Latim como a maioria das palavras e significa crença religiosa, conjunto de dogmas ou doutrinas, confiança, crédito, entre outros.
Muitas pessoas a possuem, embora a maioria acredite que a possuem em pequeno grau, até eu mesma acho minha fé pequena, mas a fé é inerente ao ser humano, pois se a fé é ter confiança em algo, alguém, alguma coisa, ninguém ensinou o homem primitivo e percebemos na história da humanidade que a fé sempre esteve presente, através de rituais que faziam para homenagear os Deuses.
Assim, quando o homem civilizado passou a ter religião e está foi se faccionando em católica, protestante, budista, espírita, umbandista, entre outras, a fé também tomou rumos diferentes entre a crença irracional ( fé cega) e a crença racional ( fé raciocinada).
A fé é antes de tudo a confiança em si mesmo, portanto, para realizarmos qualquer coisa, tanto no plano físico quanto no espiritual precisamos acreditar na nossa força, coragem e confiar no nosso trabalho, em todas as áreas do conhecimento humano há necessidade dessa confiança.
Encontramos no Evangelho Segundo o Espiritismo no Capítulo A fé transpora montanhas, a mensagem que não precisa ser comentanda porque ela sozinha já diz tudo. Transcrevo abaixo para meus irmãos possam meditar a questão da fé com embasamento em Kardec.
1 – E depois que veio para onde estava a gente, chegou a ele um homem que, posto de joelhos, lhe dizia: Senhor, tem compaixão de meu filho, que é lunático e padece muito; porque muitas vezes cai no fogo, e muitas na água. E tenho-o apresentado a teus discípulos, e eles o não puderam curar. E respondendo Jesus, disse: Ó geração incrédula e perversa, até quando hei de estar convosco, até quando vos hei de sofrer? Trazei-mo cá. E Jesus o abençoou, e saiu dele o demônio, e desde àquela hora ficou o moço curado. Então se chegarão os discípulos a Jesus em particular e lhe disseram: Por que não pudemos nós lançá-lo fora? Jesus lhes disse: Por causa da vossa pouca fé. Porque na verdade vos digo que, se tiverdes fé como um grão de mostarda, direis a este monte: Passa daqui para acolá, e ele há de passar, e nada vos será impossível. (Mateus, XVII: 14-19)
2 – É certo que, no bom sentido, a confiança nas próprias forças torna-nos capazes de realizar coisas materiais que não podemos fazer quando duvidamos de nós mesmos. Mas, então, é somente no seu sentido moral que devemos entender estas palavras. As montanhas que a fé transporta são as dificuldades, as resistências, a má vontade, em uma palavra, que encontramos entre os homens, mesmo quando se trata das melhores coisas. Os preconceitos da rotina, o interesse material, o egoísmo, a cegueira do fanatismo, as paixões orgulhosas, são outras tantas montanhas que atravancam o caminho dos que trabalham para o progresso da humanidade. A fé robusta confere a perseverança, a energia e os recursos necessários para a vitória sobre os obstáculos, tanto nas pequenas quanto nas grandes coisas. A fé vacilante produz a incerteza, a hesitação, de que se aproveitam os adversários que devemos combater; ela nem sequer procura os meios de vencer, porque não crê na possibilidade de vitória.
3 – Noutra acepção, considera-se fé a confiança que se deposita na realização de determinada coisa, a certeza de atingir um objetivo. Nesse caso, ela confere uma espécie de lucidez, que faz antever pelo pensamento os fins que se têm em vista e os meios de atingi-los, de maneira que aquele que a possui avança, por assim dizer, infalivelmente. Num e outro caso, ela pode fazer que se realizem grandes coisas
A fé e verdadeira é sempre calma. Confere a paciência que sabe esperar, porque estando apoiada na inteligência e na compreensão das coisas, tem a certeza de chegar ao fim. A fé insegura sente a sua própria fraqueza, e quando estimulada pelo interesse torna-se furiosa e acredita poder suprir a força com a violência. A calma na luta é sempre um sinal de força e de confiança, enquanto a violência, pelo contrário, é prova de fraqueza e de falta de confiança em si mesmo.
4 – Necessário guardar-se de confundir a fé com a presunção. A verdadeira fé se alia à humildade. Aquele que a possui deposita a sua confiança em Deus, mais do quem em si mesmo, pois sabe que, simples instrumento da vontade de Deus, nada pode sem Ele. E por isso que os Bons Espíritos vêm em seu auxílio. A presunção é menos fé do que orgulho, e o orgulho é sempre castigado cedo ou tarde, pela decepção e os malogros que lhes são infligidos.
5 – O poder da fé tem aplicação direta e especial na ação magnética. Graças a ela, o homem age sobre o fluído, agente universal, modifica-lhe a qualidade e lhe dá impulso por assim dizer irresistível. Eis porque aquele que alia, a um grande poder fluídico normal, uma fé ardente, pode operar, unicamente pela sua vontade dirigida para o bem, esses estranhos fenômenos de cura e de outra natureza, que antigamente eram considerados prodígios, e que entretanto não passam de conseqüências de uma lei natural. Essa a razão porque Jesus disse aos seus apóstolos: Se não conseguistes curar, foi por causa de vossa pouca fé.
Muita paz para todos
sexta-feira, 8 de maio de 2009
Mãe
Geralmente renascemos juntos daqueles, que sem sombra de dúvidas ainda necessitam acertarem entendimentos do passado, assim podemos observar pais que não toleram os filhos e mães que se voltam contra seus descendentes abandonando-os a própria sorte, para serem criados em instituições de caridade, e também há filhos que se revelam verdadeiros inimigos de seus pais, por isso, as mães se revestem de encargos sublimes para conduzirem pelo amor esses entes, assim transformando-os pelo dever de mãe.
Para amar o próximo devemos primeiro amar nossos pais e honrar significa o respeito, a consideração, a submissão, a condescendência, a caridade em relação ao pai, à mãe e, por extensão, ao próximo.
Por isso meus irmãos aproveitem para fazerem isso quando ainda estão no caminho ( juntos), porque depois, quando eles partem para a pátria da verdade, fica mais dificil de assistí-los nas suas necessidades, proporcionar-lhes o repouso na velhice, dar-lhes atenções e cuidados devidos. Mesmo em relação aos pais aos quais se pode atribuir o desconhecimento dos seus deveres, não cabe aos filhos reprová-los, pois se a caridade manda pagar o mal com o bem, devem ser indulgente, não maldize-lhes, esquecer e perdoar as ofensas, amar até mesmo os que mostram ser inimigos, principalmente os pais faltosos, as mães que esquecem seus filhos, as que abandonam, as que trocam a maternidade pelas ilusões terrenas.
Quero aproveitar a oportunidade para agradecer a minha mãe que se encontra na Pátria da Verdade, por ter sido a minha mãe, por ter plantado em meu espírito sentimentos como honestidade, por não ter feito todas as minhas vontades, quero agradecer a minha mãe pelas inúmeras lições que me deu quando estava aqui na Terra, por ter cuidado de meu corpo na doença, por fim, pela pessoa que eu sou hoje e principalmente por ter me conduzido ao Espiritismo.
sexta-feira, 1 de maio de 2009
Os trablhadores da última hora

Meus irmãos em Cristo estava aqui meditando sobre o Dia do Trabalho e pensei na parábola que está no Evagelho Segundo o Espiritismo, que reporta aos trabalhadores da última hora.
Mateus 20:1-16:
O reino dos céus é semelhante a um pai de família que saiu de madrugada, a fim de assalariar trabalhadores para a sua vinha. – Tendo convencionado com os trabalhadores que pagaria um denário a cada um por dia, mandou-os para a vinha. – Saiu de novo à terceira hora do dia e, vendo outros que se conservavam na praça sem fazer coisa alguma, – disse-lhes: Ide também vós outros para a minha vinha e vos pagarei o que for razoável. Eles foram. – Saiu novamente à hora sexta e à hora nona do dia e fez o mesmo. – Saindo mais uma vez à hora undécima, encontrou ainda outros que estavam desocupados, aos quais disse: Por que permaneceis aí o dia inteiro sem trabalhar? – É, disseram eles, que ninguém nos assalariou. Ele então lhes disse: Ide vós também para a minha vinha. – Ao cair da tarde disse o dono da vinha àquele que cuidava dos seus negócios: Chama os trabalhadores e paga-lhes, começando pelos últimos e indo até aos primeiros. – Aproximando-se então os que só à undécima hora haviam chegado, receberam um denário cada um. – Vindo a seu turno os que tinham sido encontrados em primeiro lugar, julgaram que iam receber mais; porém, receberam apenas um denário cada um. – Recebendo-o, queixaram-se ao pai de família, – dizendo: Estes últimos trabalharam apenas uma hora e lhes dás tanto quanto a nós que suportamos o peso do dia e do calor. – Mas, respondendo, disse o dono da vinha a um deles: Meu amigo, não te causo dano algum; não convencionaste comigo receber um denário pelo teu dia? – Toma o que te pertence e vai-te; apraz-me a mim dar a este último tanto quanto a ti. – Não me é então lícito fazer o que quero? Tens mau olho, porque sou bom? – Assim, os últimos serão os primeiros e os primeiros serão os últimos, porque muitos são os chamados e poucos os escolhidos.
Pelo lado materialista o trabalho as vezes parece desumano e o salário injusto. Muitos fazem quase nada e ganham somas imensas, enquanto outros a jornada de trabalho é enorme e ganham tão pouco, são inúmeros e diversos os trabalhos materiais, mas não podemos deixar de fazer a nossa parte, em qualquer uma das funções existentes, aqui no nosso planeta, e por mais humilde que seja nosso trabalho devemos fazê-lo com amor.
Na visão espirita a mensagem deixa bem claro que temos que evitar a todo custo a preguiça e a indiferença, e assim, trabalhar na vinha do Sublime Peregrino.
A parábola não se refere ao trabalho material, mas as horas que podemos nos dedicar ao nosso trabalho espiritual, seja: nas casas espíritas, nas igrejas, nos templos ou em qualquer lugar que professamos nossa fé.
As vezes meus irmãos o que ocorrem nas casas espíritas, com todos nós (médiuns atuantes ou não) é que não nos sentimos preparados e muitas vezes fugimos ou ignoramos o chamado, na verdade é porque muitos querem vantagens pessoais e acham que o trabalho mediunico trará essas vantagens para sua vida material, o que não ocorre, deixando-os decepcionados, portanto, devemos buscar antes de tudo nossa melhora espiritual porque somos os trabalhadores da última hora que Jesus citou na parábola e assim doar um pouco do nosso tempo nos trabalhos diversos existentes nas casas espíritas.
Muita Paz!
sábado, 4 de abril de 2009
O Bem e o Mal

Joana de Angelis, no livro O Ser Consciente (psicografado por Divaldo Franco) fala da dualidade que sempre existiu entre O Bem e o Mal, buscando na antiguidade imagens que simbolizavam ambos no comportamento humano, assim em todas as culturas o Bem e o mal, são representados por figura ou imagens, a exemplo da cultura chinesa que temos o Yang ( masculino – bom) e o Yin ( feminino – negativo) e na Bíblia o mal é personificado pela figura do Diabo que leva vários nomes a depender da cultura (Lúcifer, Satanás, Arimane), Joana define o bem e o mal assim: o bem é tudo quanto fomenta a beleza, o ético, a vida, consoante a moral, e o mal vem a ser aquilo que se opõe ao edificante, ao harmônico, ao bem.
Jesus dizia que o joio deveria crescer junto com o trigo. Contudo, no momento aprazado separaria um do outro. O trigo representa o bem; o joio, o mal. Os dois devem crescer juntos, ou seja, não há dualismo entre um e outro, pois o mal é sempre visualizado como a ausência do bem. Ele só surge quando o bem não se fez presente. É como o ladrão que rouba. Ele só rouba porque não houve antes uma prevenção.Mas Deus, cheio de bondade, colocou o remédio ao lado do mal, quer dizer, do próprio mal faz sair o bem. Chega um momento em que o excesso do mal moral se torna intolerável, e faz o homem sentir o desejo de mudar de caminho; instruído pela experiência, é compelido a procurar um remédio no bem, sempre por efeito do seu livre arbítrio; quando entra num caminho melhor, é pelo fato da sua vontade e porque reconheceu os inconvenientes do outro caminho. A necessidade o constrange, pois, a se melhorar moralmente, para ser mais feliz, como esta mesma necessidade o constrange a melhorar as condições materiais da sua existência. (O céu e o inferno, Kardec, Os demônios, o Bem e o Mal)
Joana de Angelis afirma que: O bem e o mal estão inscritos na consciência humana, em a natureza, na sua harmoniosa organização que deu origem à vida e a fomenta.
Tudo quanto contribui para a paz íntima da criatura humana, seu desenvolvimento intelecto-moral, é-lhe o bem que deve cultivar e desenvolver, irradiando-o como bênção que provém de Deus.
E esse mal, aliás transitório, temporal, que o propele às ações ignóbeis, aos sofrimentos, é remanescente atávico do seu processo de evolução, que será ultrapassado à medida que amadureça psicologicamente, e se lhe desenvolvam os padrões de sensibilidade e consciência para adquirir a integração no Cosmo, liberado das injunções dolorosas, inferiores.
As pessoas temem o mal ( a violência, as doenças, os flagelos entre outros) e Divaldo Franco indagado sobre o medo das pessoas,respondeu a questão dizendo:
"Não devemos recear o mal que porventura queiram nos fazer, porque somente nos acontece aquilo que devemos aos soberanos códigos. Se nos elevarmos em pensamento através da oração e por meio da ação, nenhuma força, por mais negativa, mandada ou encontrada, pode nos fazer qualquer mal. Não obstante, se nós temos uma vida dissoluta, sensualista, vulgar, e sintonizamos com os espíritos infelizes, não é necessário que ninguém nô-los mande: eles virão ter conosco pelo processo da sintonia."
Igualmente indagado se existia o chamado "malfeito", Chico Xavier disse que, se atirarmos uma bolinha de borracha de encontro à parede, e havendo nela um buraco, a bolinha passará...
Finalizando o proveitoso ensinamento da Lei de Causa e Efeito, lembrou que "semelhante atrai semelhante" e só recebe o mal quem está no mal. Você certamente estará livre de qualquer investida do mal pelo seu interesse em somente fazer o bem. Não há maior defesa e liberdade senão no pensamento e no trabalho no bem, em favor de si mesmo e de outrem. Não há maior força que a do amor e aquele que ama nada deve temer.
Portanto meus amigos, para finalizar, acredito que o mal (assalto) que veio ao meu filho, foi apenas para evitar um mal maior, a exemplo de um acidente com morte, minha mãe dizia usando os adágios populares, que Deus tira os dentes e enlarguece a garganta.
Muita paz para todos
sábado, 28 de fevereiro de 2009
As doenças

"Nas vossas aflições, voltai sempre os vossos olhos para o céu, e dizei, do fundo do vosso coração: “Meu Pai, curai-me, mas fazei que a minha alma doente seja curada antes das enfermidades do corpo; que minha carne seja castigada, se necessário, para que a minha alma se eleve para vós com a brancura que possuía quando a criastes”. Após esta prece, meus bons amigos, que o bom Deus sempre ouvirá a força e a coragem vos serão dadas, e talvez também a cura que temerosamente pedistes, como recompensa da vossa abnegação." (Cap. VIII, Bem-aventurados aqueles que têm os olhos fechados, Evangelho Segundo o Espiritismo)
Meus queridos irmãos, as vezes observando as pessoas que se encontram doentes, percebo a força, a coragem, o otimismo, a alegria, entre outros sentimento, que pessoas em plena saúde e juventude não possuem, pois quando sofrem qualquer machucado, choram e escadalizam. Já ouvi do Chico em uma mensagem que a doença que ele sofria machucava seu corpo mas não atingia seu espiríto, provando sua fé e lucidez perante a dor.
Devemos agradecera Deus todos os dias porque nascemos perfeitos e completos para enfrentar as lutas do nosso caminho que não são poucas.
Minha mãe sempre dizia que quem tem saúde nesta vida tem tudo, não tem porquê se queixar e o resto se corre atrás, ela falava das coisas materiais que nos preocupam muito mais que a saúde metal, espiritual e fisica.
Muitos autores definem as doenças como o desequilibrio do espiríto encarnado reflentindo no emocional do corpo fisico, portanto muitas doenças estão relacionadas com o que sentimos: mágoas, rancores, inveja, ciúmes e ódios em diversos estágios podem provocar este desequilibrio, nos tornando vulneravéis à determinadas doenças,"A cura significa o reequilíbrio do Espírito, refletido no corpo espiritual e no corpo físico".
A cura depende também de nós mesmos, devemos cultivar bons pensamentos.
"Jesus, ao dirigir-se aos enfermos, dizia: “Levanta-te e anda”, indicando claramente que eles é que deveriam ajudar-se. Não era Ele, Jesus, quem os segurava pela mão e os auxiliava a andar. Ordenava e deixava o restante para a iniciativa e os esforços de quem queria curar-se."(Mundo Espiritual)
Muita paz!
quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009
Pedidos

Por isso vos digo: todas as coisas que vós pedirdes orando, crede que as haveis de ter, e que assim vos sucederão. (Marcos, XI: 24)
no Evangelho, Jesus, mesmo com a sua superioridade espiritual e moral, orava constantemente a Deus. E para nos orientar, deixou a prece do Pai-Nosso, a qual é clara, concisa e simples e nos ensina a louvar a Deus, a ter confiança em Seus Desígnios e submissão às Suas Vontades; a pedir ajuda para obter o pão nosso de cada dia; a perdoar e a pedir perdão; e a rogar amparo ante as tentações e o mal.
Pedi é se prostrar humildemente diante da misericórdia do Pai e falar-lhe das nossas necessidades. Não tenham vergonha de pedi, não se achem "chatos" pedindo toda hora, e se alguns dos nossos pedidos não forem atendidos, tenhamos a convicção que foi para o nosso bem.
Ghandi, em sua sabedoria dizia:
"A oração salvou-me a vida. Sem a oração teria ficado muito tempo sem fé. Ela salvou-me do desespero. Com o tempo a minha fé aumentou e a necessidade de rezar tornou-se irresistível... A minha paz muitas vezes causa inveja. Ela vem da oração, eu não sou homem de ciências, mas creio, com toda humildade, ser um homem de oração. Como o corpo se não for lavado, fica sujo, assim a alma sem oração se torna impura."
Muitas pessoas não acreditam na eficácia da prece, acreditando que não precisamos pedi porque Deus tudo sabe e tudo vê, mas, fomos criados livres e estamos entregues aos nosso pensamentos e ações que muitas vezes, não condizem com nossa conduta moral afastando-nos do caminho reto que nos levam a Deus,por isso a oração é um meio de envolver nossos corações diariamente numa aureola mental iluminada, afastando de nós pensamentos nefastos, assim permitindo que os mentores espirituais possam se aproximar para nos orientar e guiar pelos caminhos terrenos, conseguindo captar nossos pedidos de socorro e elevando-nos até a presença do Pai. Kardec nos diz que: Deus pode, pois, atender a certos pedidos sem derrogar a imutabilidade das leis que regem o conjunto, dependendo sempre o atendimento da sua vontade (Evangelho Segundo o Espiritismo, cap. XXVII). A justiça divina é perfeita, por isso devemos acatar com resignação as determinações do Pai sem revolta e com a certeza que seremos atendidos
Muita Paz!
Um Sublime Peregrino