Um Sublime Peregrino

"É indispensável manter o Espiritismo, qual foi entregue pelos Mensageiros Divinos a Allan Kardec, sem compromissos políticos, sem profissionalismo religioso, sem personalismos deprimentes, sem pruridos de conquista a poderes terrestres transitórios." Bezerra de Menezes (Mensagem "Unificação", psicografia de Francisco Cândido Xavier - Reformador, agosto 2001)
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quarta-feira, 14 de janeiro de 2009

Mudança de religião


Uma certa vez, fui convidada para ir a um culto evangélico na 1ª Igreja Batista. Acreditem meus irmãos eu era muito tímida, apesar de não parecer, mas eu ainda sou um pouco tímida, não gosto muito de me expressar em público, nem de chamar atenção, sempre tive problemas com isso. Então o ambiente era totalmente novo para mim.
Eu fui com meu irmão Paulo Marcelo, e uma vizinha Valquíria frequentadora da igreja e não pude recusar seu carinhoso convite.
Éramos todos adolescentes 13 e 14 anos, meu irmão um tanto que "safadinho" ia a igreja para ver as moças, estava ao meu lado, assistimos ao culto muito tranquilamente, quando o pastor perguntou:Quem aceitava Jesus como seu Salvador?" O meu irmão pegou o meu braço e levantou.
Meus irmãos, juro que não sabia onde enfiar meu rosto que parecia em brasa, o pastor louvando e o publico aplaudindo a nova ovelha desgarrada que voltava ao lar. "Gritava: venha irmã", "Jesus seja Louvado", "Glória ao Senhor" e eu mais que envergonhada, fui, andando timidamente, com a maior vontade de virar uma ave e voar dali, sem saber o que fazer, se corria, se fugia. Mas fui e fiquei por muito tempo nesta igreja, participando dos encontros de jovens, frequentando os cultos, isto por cause 8 meses.
Não aceitava os dogmas daquela nova religião, minha fé no espiritismo nunca foi abalada, eu acreditava na vida após a morte e todos os dias eu me perguntava o que eu estava fazendo ali? Ia por influencia da minha amiga, achava divertido o encontros de jovens, mas sabia que ali não era a minha praia, até o dia que consegui me libertar.
Não tenho nada contra as religiões, acredito que todas que propagam o evangelho do Cristo, o amor, a paz, a caridade a união, estão distribuindo o amor do Cristo.
Muita Paz!

terça-feira, 13 de janeiro de 2009

Minha colega


A minha infância sempre foram as voltas com os fenômenos espirituais, as visões, ou as manifestações físicas que ocorriam na nossa casa, ou as manifestações de efeito intelectuais através da minha irmã.
Um fato curioso foi na escola que eu estudava, devia está com uns 13 anos e resolveram fazer a brincadeira do copo, aquela brincadeira que se coloca o alfabeto e um copo, e este vai dando informações, quando alguém citou que era o demônio que estava ali, neste momento uma das coleguinhas, franzina para seus 13 anos, manifestou um espírito revoltado, dizendo que ele não era o demônio, que era pernambucano e que queria vingança. Esta colega saiu pela escola gritando, enloquecida e uma multidão de estudantes atrás, alguns riam muito, outros preocupados com o estado da colega achando que ela havia enlouquecido, e assim todos seguiram até a calçada,
Nesta calçada haviam alguma pedras de calcamento soltas, a menina franzina pegou uma dessa pedras para atirar na multidão. A pedra deve pesar muito, uma garota de 13 anos, magrinha, não teria força suficiente para conseguir erguer aquela pedra, esta foi a maior prova que realmente ela estava sob efeito de um entidade.
Graças a Deus uma das nossas professoras, era kardecista, ela pareceu conversou com nossa colega, aplicando-lhe um passe e esta foi serenando, serenando até voltar ao normal e olhando para todos assustada, perguntou o que havia acontecido. Depois disto, nossa colega foi conversar em particular com a nossa professora. Depois que o tempo passou nunca mais tive notícias dessa coleguinha, rogo a Deus que aonde ela estiver, tenha exercido sua mediunidade com sabedoria.
Muita paz!

domingo, 11 de janeiro de 2009

O garoto


Olá amigos, em um outro post falei que não tenho a mediunidade de vidência, mas as vezes eu vejo algo, quando há necessidade. Sempre fui curiosa e acredito que minha visão não é perfeita por causa dessa minha curiosidade. Tenho visões mentais quando a minha amiga e companheira de trabalho a Irmã Maria Rita, meu guia espiritual, sopra em meu ouvido ou me mostra o que preciso ver para ajudar, nunca para satisfazer a minha curiosidade.
Falei que minha primeira visão foi de um homem e um garoto. O garoto sempre me acompanhou durante minha infãncia, uma espécie de anjo da guarda, embora não tenha referência de quem fosse, nem porque me acompanhasse, mas sempre tive medo do olhar dele, não sei explicar o porque, achava na minha mente infantil, que já fiz algo ruim pra ele, que o prejudiquei de certa forma, e aquele olhar triste sempre me dizia pra não fazer nada errado.
Ele era um menino de uns 8 anos de idade, lorinho, olhos castanhos, usava um calçao preto e uma camisa verde de florzinhas brancas, não lembro de ver os pés dele, mas lembro dele ou perto demais ou olhando mais distante.
Assim, na minha infância, sempre que ia "aprontar" ele aparecia e eu desistia do que ia fazer. Por isso acredito que ele estava me protegendo. Tinha tendências aos vicios: beber, fumar, pequenos furtos e sempre ele aparecia quando ia fazer algo errado.
Então passei minha infância vendo este garoto que hoje agradeço a Deus pela sua proteção,. O tempo foi passando e na minha adolescencia deixei de vê-lo, não sei porque mas sempre o senti ao meu lado, hoje acredito que ele esteja reencarnado, talvez como um dos meus filhos, mas não sei dizer qual ldeles, amo os três da mesma forma, sem distinção.
Muita Paz!

sábado, 10 de janeiro de 2009

Minhas irmãs


Depois que minha mãe literalmente foi curada da obsessão, passamos a frequentar o centro espírita Jesus de Nazaré, portanto desde muito jovem, sempre fui a reuniões de evangelização, meditação, doutrinárias, mas não frequentava reunião de desobsessão até então .Mesmo porque não tinha idade para frequentá-las. Porém os fenômenos mediunicos sempre estiveram presentes na minha vida, dentro da minha casa, com meus irmãos.
A família tinha um grau avançado de mediunidade. Quero esclarecer aos que ainda não sabem, que todos nós possuímos mediunidade, mas médiuns são apenas os que desenvolveram esta capacidade através do exercício e da prática.
Tenho duas irmãs mais velhas que eu: Maria Perpetua e Celeste, ambas com mediunidade. A primeira sempre foi portadora da mediunidade de vidência, embora não fosse praticante do espiritismo , frequentou algumas reuniões esporadicamente. A outra chegou a desenvolver sua mediunidade de incorporação no Jesus de Nazaré, mas sempre fugiu por medo, por não ter fé, por achar que tudo não passava de produção da sua mente, abandonou a seara espírita indo se refugiar em uma outra religião( os evangélicos), acreditando que estaria livre do assédio dos espíritos sofredores entre outros.
Este post é justamente para contar o que presenciei quando criança a respeito da minha irmã Celeste. Isso tudo após minha mãe ficar curada, muitas coisas relacionadas as manifestações mediúnicas começaram a serem produzidas na minha casa.
Muitas delas com a minha irmã Celeste, que presenciei incorporada, sempre que se sentia desequilibrada emocionalmente, gritando com alguém, prometendo vingança, falando impropérios. Se na nossa família não estivéssemos preparados para estes fatos com certeza minha mãe e irmã passassem a vida em hospitais para doentes mentais.
Uma certa vez, ela estava manifestada gritando que queria beber, a vi bebendo copos e mais copos de água como se fosse cachaça e dizendo-se viciada; outras vezes pegando faca para agredir um irmão dizendo que ia matá-lo, depois ela não sabia o que tinha feito ou dito, até ela desenvolver a mediunidade presenciamos algumas incorporações.
Infelizmente esta irmã não dedicou sua vida a causa espírita, e hoje poderia está usando sua mediunidade para ajudar as pessoas. Não estou aqui para julgá-la, lamento apenas o fato das minhas duas irmãs não darem conta do compromisso assumido antes de reencarnarem.
Muita Paz!

sexta-feira, 9 de janeiro de 2009

A obsessão de minha mãe


Depois do desencarne do meu irmão, minha mãe literalmente enlouqueceu. Era uma manhã de segunda-feira, também não me recordo a data, mas lembro exatamente o horário, 5 horas da manhã,e o dia estava amanhecendo, quando acordei com meu irmão mais novo ( Paulo Marcelo), dizendo que mainha estava na calçada pedindo flores.
Realmente a cena que vou descrever faz parte da minha memória infantil, que ficou registrada, porque marcou muito a minha vida, por ser a minha mãe. No momento éramos duas crianças uma de 4 e 5 anos, achando que tudo era brincadeira. Minha mãe estava sentada no meio da rua, (felizmente era uma rua calma de pouco movimento) em uma cadeira com uma toalha branca na cabeça e dizendo que era santa. Nós dois corríamos pelos jardins das outras casas colhendo flores e enfeitando nossa mãe. Não sei por quanto tempo ficamos assim os dois, lembro de alguém gritando que ela estava louca, acho que minha irmã Celeste mais velha que nós, e os outros irmão apareceram e depois meu irmão mais velho (hoje desencarnado).
Tentaram de tudo para que minha mãe voltasse a razão, porém sem efeito, quando alguém disse, que o jeito era interná-la. Ligaram para os médicos e minha mãe foi internada no hospital Colônia.
Tive medo da minha mãe, medo porque achava que estava louca e que poderia me atacar, nunca esqueci da visita que fiz no hospital, o medo que senti foi muito grande.
O que fizeram com minha mãe no hospital não tem nome, o tratamento para doentes mentais era muito cruel, minha mãe estava com a cabeça raspada, usando um roupão padrão do hospital, emagrecida e com olhar perdido (depois, mais velha, descobri que tudo era resultado dos choque eletricos para que ela voltasse a realidade). Porém, meus amigos, nada daquilo surtia efeito. Faltava a fé, faltava a orientação que nenhum de meus irmãos de sangue tinham e nem eu por ser muito criança ainda. Mas tudo na vida tem uma razão, nada é atoa, minha mãe tinha que passar por aquele processo de loucura (a obsessão). E assim, ela ficou lá até que um dia um senhor do grupo espirita Jesus de Nazaré, que fazia visitas aos domingos aos doentes da casa, viu minha mãe e percebeu como médium , que a sua loucura não era loucura, mas a influência de um espírito obsessor.
Para quem não sabe a obsessão é uma doença espiritual que deve ser tratada em um centro espirita e que a pessoa sofre influência de um obsessor (espírito desencarna que na maioria das vezes deseja atingir outra pessoa)
Este senhor a quem devemos agradecer sempre o Sr. Enésio ( que Deus o ilumine sempre aonde estiver) chamou meu irmão Marivaldo e mandou tirá-la dali, porque ela não tinha doença alguma e contou que minha mãe estava era obsediada e precisava ir ao grupo para se curar, ficando ali ela jamais voltaria e avisou que se ela continuasse por mais tempo naquele lugar, ela poderia realmente enloquecer e nunca mais voltar ao normal.
Meu irmão graças a Deus acreditou naquelas palavras e no mesmo dia retirou nossa mãe daquele lugar, e depois ele mesmo a levou ao centro Jesus de Nazaré, e meus amigos, minha mãe saiu nesta mesma noite curada, com alguns traumas, porém curada graças a Deus.
Acredito que todo este processo nada mais foi do que colocá-la em contato com o espiritismo, para que assim todos nós da família procurássemos conhecer a doutrina, infelizmente apenas eu milito no espiritismo, mas a semente com certeza esta plantada no coração dos meus outros irmãos.
Muita paz!

quinta-feira, 8 de janeiro de 2009

Bem mais cedo


Olá pessoal, comecei contando alguns fatos da minha infãncia e da minha mediunidade, mas bem mais cedo, quando eu tinha uns 5 anos, um dos meus irmãos desencarnou. Gostaria de compartilhar este fato com vocês, porque é daí que começa minha peregrinação. Acredito que o desencarne deste irmão de sangue, me levou ao espiritismo mais cedo do que eu esperava, não que eu tivesse consciencia, hoje é que analiso o fato e percebo que tudo foi planejado para que eu tivesse contato com a doutrina e bem cedo.
Assim, em uma data que não me recordo agora, só lembro a minha idade, eu tinha 5 anos, entao o ano era 1967, mas a data precisa não sei.
Meu irmão Luís saiu de casa dizendo a minha mãe que "iria ali", não informou onde. As horas passaram e eu vi minha mãe aflita, muito aflita, as recordações deste fato surge na minha mente meio que nublada pelo tempo, lembro que era domingo, ensolarado, a casa que nós viviamos era enorme, com uma varada enorme, lembro que um vultou chegou a janela da varanda e falou algo com minha mãe, ouvi seu grito de dor e as palavras "assassino você matou meu filho".
Quem a minha mãe chamava de assassino era um amigo do meu irmão que havia saido com ele para caçar, como a espingarda de caça falhou eles resolveram nadar no rio Jacuípe, pelo que contam o rio estava cheio, mas na minha mente o meu irmão não desencarnou afogado, ele estava brincando com o amiguinho, jogando água um no outro, ele sufou, perdeu o equilibrio, bateu a cabeça em uma pedra, provavelmente desmaiou e a correteza o levou. Este é o relato do amigo do meu irmão, a quem minha mãe pela dor acusou de assassino, mas eu tenho certeza que não foi nada proposital, tudo tinha que ser como foi.
A partir daí minha mãe perdeu o equilibrio e enloqueceu, sendo levada para o Hospital Colonia Lopes Rodrigues, este fato narrarei em outro post. O meu irmão desencarnado apareceu em sonho para várias pessoas, também para a minha irmã mais velha, narrarei estes fatos em outros posts. Quero apenas dizer que me recordo até hoje do meu irmão, nunca o esqueci, devemos ter uma ligação muito forte espiritual, porque os laços materiais foram de tão curto tempo ,que não daria para guardar se quer na memória, mas eu nunca esqueci os detalhes do desenlace dele, nunca esqueci os poucos momentos que vivemos juntos, o carinho com que me tratava, o carinho com que tratavam a todos, tenho notícias da espiritualidade que ele hoje se encontra reencarnado provavelmente na minha família, isto anos atrás o próprio em sonho disse para minha irmã mais velha, o que causou especulação de todos para saber qual dos sobrinhos poderiam ter as características dele, a bondade, o carinho, devo dizer a vocês que ninguém até hoje sabe e espero que continue assim, afinal Deus em sua sabedoria nos deu o esquecimento das vidas passadas para que nossas provas não sofram prejuízo.
Muita Paz!

Minha primeira visão


Devo antes de mais nada informar que não sou medium vidente, embora tenha algumas visões desde a infância, mas minha mediunidade sempre esteve voltada para a incorporação.
A minha primeira visão eu era criança e não entedi muito bem o que se passou, estava dormindo e acordei, quando olhei para o lado havia um homem com um trevo de quatro folhas na mão meio que abaixado, olhando para algum lugar, ele não estava ali, era como se meu quarto tivesse um portal e este portal se abriu e eu pude vê-lo em algum lugar do mundo espiritual. O homem que até os dias de hoje não sei quem é, estava pensativo como se algo o preocupasse. Ele não me percebia, não me via, mas eu pude vê-lo claramente e perceber sua angustia.
Dizem que os mediuns são medrosos, não sei dizer se são, mas eu com certeza era muito medrosa na época me assustei, fiquei com medo, mas não gritei, não chamei ninguém e sabia que o homem não pertencia ao mundo material, nesta época eu tinha uns 9 anos de idade e já frequentava a evangelização no Jesus de Nazaré.
Junto ao homem, havia um garoto, mas o homem também estava alheio ao garoto , porém o garoto não estava me ignorando, ele fixou os olhos nos meus olhos, o rapaz ao lado indiferente ao garoto, mas o garoto não estava indiferente a minha pessoa, tive medo daquele olhar, algo me dizia que já havia feito mal aquele garoto e por isso me apavorei, puxei o lençol e comecei a orar pedindo a Deus perdão se fiz algo aqueles dois espíritos, não sei porque mais eu sentia que já havia prejudicado os dois de alguma forma. Assim, foi minha primeira visão, meu primeiro contacto com o mundo espiritual, consciente e o que mais me impressiona neste fato é que mesmo tão criança eu tinha consciencia da existência e da eternidade da alma.
Muita paz!

Um Sublime Peregrino

Um Sublime Peregrino