Um Sublime Peregrino

"É indispensável manter o Espiritismo, qual foi entregue pelos Mensageiros Divinos a Allan Kardec, sem compromissos políticos, sem profissionalismo religioso, sem personalismos deprimentes, sem pruridos de conquista a poderes terrestres transitórios." Bezerra de Menezes (Mensagem "Unificação", psicografia de Francisco Cândido Xavier - Reformador, agosto 2001)
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quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Hoje

" Antes exortai-vos uns aos outros, todos

os dias, durante o tempo que se chama


Hoje; para que nenhum de vós se endureça


pelo engano do pecado." - Paulo - Hebreus 3:13


O Conselho da exortação recíproca, diária, indicado pelo apóstolo requisita bastante reflexão para que se não estabeleça guarida a certas dúvidas.

Salientemos que Paulo imprime singular importância ao tempo que se chama Hoje, destacando a necessidade de valorização dos recursos em movimento pelas nossas possibilidades no dia que passa.

Acreditam muitos que para aconselharem os irmãos necessitam falar sempre, transformando-se em discutidores contumazes. Importa reconhecer, porém, que uma advertência, quando se constitua somente de palavras, deixa invariável vazio após sua passagem.

Qual ocorre no plano das organizações físicas, edificação espiritual alguma se levantará sem bases.

O "exortai-vos uns aos outros" representa um apelo mais importante que o simples chamamento aos duelos verbais.

Convites e conselhos transparecem, com mais força, do exemplo de cada um.Todo aquele que vive na prática real dos princípios nobres a que se devotou no mundo, que cumpre zelosamente os deveres contraídos e que demonstre o bem sinceramente, está exortando os irmãos em humanidade ao caminho de elevação. É para esse gênero de testemunho diário que o convertido de Damasco nos convoca. Somente por intermédio desse constante exercício de melhoria própria, libertar-se-á o homem de enganos fatais.

Não te endureças, pois, na estrada que o Senhor te levou a trilhar, em favor de teu resgate, aprimoramento e santificação. Recorda a importância do tempo que se chama Hoje.

(De "Pão Nosso", de Francisco Cândido Xavier, pelo Espírito Emmanuel)

sexta-feira, 12 de agosto de 2011

Eles vivem


Ante os que partiram, precedendo-te na Grande Mudança, não permitas que o desespero te ensombre o coração.

Eles não morreram.

Estão vivos.

Compartilham-te as aflições, quando te lastimas sem consolo. Inquietam-se com sua rendição aos desafios da angústia quando te afastas da confiança em Deus.

Eles sabem igualmente quanto dói a separação.

Conhecem o pranto da despedida e te recordam as mãos trementes no adeus, conservando na acústica do espírito as palavras que pronunciaste, quando não mais conseguiram responder as interpelações que articulaste no auge da amargura. Não admitas estejam eles indiferentes ao teu caminho ou à tua dor.

Eles percebem quanto te custa a readaptação ao mundo e à existência terrestre sem eles e quase sempre se transformam em cirineus de ternura incessante, amparando-te o trabalho de renovação ou enxugando-te as lágrimas quando tateais a lousa ou lhes enfeitas a memória perguntando porque.

Pensa neles com a saudade convertida em oração.

As tua preces de amor representam acordes de esperança e devotamento, despertando-os para visões mais altas na vida. Quando puderes, realiza por eles as tarefas em que estimariam prosseguir e tê-los-ás contigo por infatigáveis zeladores de teus dias.

Se muitos deles são teu refúgio e inspiração nas atividades a que te prendes no mundo, para muitos outros deles és o apoio e o incentivo para a elevação que se lhes faz necessária.

Quando te disponhas a buscar os entes queridos domiciliados no Mais Além, não te detenhas na terra que lhes resguarda as últimas relíquias da experiência no plano material...

Contempla os céus em que mundos inumeráveis nos falam da união sem adeus e ouvirás a voz deles no próprio coração, a dizer-te que não caminharam na direção da noite, mas sim ao encontro de Novo Despertar.


Emmanuel

Francisco Cândido Xavier

terça-feira, 2 de agosto de 2011

RELIGIÃO E NÓS




Religião, em tese, é a presença do Criador na criatura, guiando a criatura
no rumo da perfeição.

Compreendendo assim, reconhecemos que todos os assuntos de administração
humana são temas das leis humanas, que a todos nos compete respeitar e
prestigiar.

*

Entretanto, no mundo de nós mesmos, é justo contar com a religião para
resolver-nos os problemas da vida íntima.

*

E, se a religião não nos ajuda a conduzir atitudes e sentimentos...

Se não nos ampara, nas horas de crise ou de tentação, ensinando-nos a
observar e raciocinar...

Se não nos suprime os conflitos de origem sexual, esclarecendo-nos que a
comunhão afetiva se relaciona com a responsabilidade dos parceiros que a
compartilham, baseando-se na lealdade aos compromissos assumidos e nas
decisões da consciência de cada um...

Se não nos propicia entendimento e resignação diante da dor,
demonstrando-nos com os princípios de causa e efeito que nunca feriremos a
alguém sem ferir a nós próprios...

Se não nos imuniza contra a revolta, ante as aparentes desigualdades
sociais, induzindo-nos a aceitar a Justiça de Deus imanente nas menores
ocorrências da vida...

Se não nos demonstra com visão nova da vida, para além do plano físico,
arrancando-nos ao desespero e sustentando-nos a paz e a conformidade, nos
dias cinzentos de adeus aos entes queridos, perante a separação temporária,
à frente do túmulo...

Então a religião terá fracassado, mas urge reconhecer que não fracassou e
nem fracassará, em sua elevada missão de tutora maternal das criaturas
terrestres, consolando-as e redimindo-as, nas múltiplas faixas de trabalho
em que se especifica; e, por testemunho do que afirmamos, temos atualmente a
Doutrina Espírita, entre os homens, restaurando o Cristianismo e explicando
as leis que regem o ser e o destino, a vida e a morte, o sofrimento e a
evolução, em todas as frentes da Humanidade.

(Fonte: “Mãos Unidas”, de Francisco Cândido Xavier, pelo Espírito Emmanuel).

domingo, 10 de julho de 2011

Responder


"A vossa palavra seja sempre agradável, temperada com sal, para que saibas
como responder a cada um". Paulo. (Colossenses, 4:6.)

O ato de responder proveitosamente a inteligências heterogêneas exige
qualidades superiores que o homem deve esforçar-se por adquirir.

Nem todos os argumentos podem ser endereçados, indistintamente, a
coletividade dos companheiros que lutam entre si, nas tarefas evolutivas e
redentoras. Necessário redarguir, com acerto, a cada um. Ao que lida no
campo, não devemos retrucar mencionando espetáculos da cidade; ao que
comenta dificuldades ásperas do caminho individualista, não se replicará com
informações científicas de alta envergadura.

Primeiramente, é imprescindível não desagradar a quem ouve, temperando a
atitude verbal com a legítima compreensão dos problemas da vida,
constituindo-nos um dever contribuir para que os desviados da simplicidade e
da utilidade se reajustem.

Toda a resposta em assunto importante é remédio. Cada criatura tolerará, com
benefício, determinada dinamização. As próprias soluções da verdade e do
amor não devem ser administradas sem esse critério. Aplicada em porções
inadequadas, a verdade poderá destruir, tanto quanto o amor costuma
perder...

Ainda que sejas interpelado pelo maior malfeitor do mundo, deves guardar uma
atitude agradável e digna para informar ou esclarecer. Saber responder é
virtude do quadro da sabedoria celestial. em favor de ti mesmo, não olvides
o melhor modo de atender a cada um.

(De “Pão Nosso”, de Francisco Cândido Xavier, pelo Espírito Emmanuel)

domingo, 27 de março de 2011

PERTO DE TI




Ouves expressivos comunicados do Plano Espiritual, quanto ao
trabalho que te espera no mundo.

Comumente, depois disso, deixas que o próprio pensamento divague ao
longe, pesquisando notícias dos males enormes que assolam a Terra.

Sabes que as grandes necessidades reclamam as grandes intervenções e
refletes, para logo, nas missões gigantescas, como sejam a extinção da
guerra, supressão dos preconceitos raciais que prejudicam povos inteiros, a
cura de doenças que vergastam a Humanidade ou a decifração dos enigmas da
ciência.

Em verdade, tudo isso demanda a presença de missionários
especializados; entretanto, urge atendas aos Desígnios Divinos, na execução
dos serviços menos importantes que se amontoam junto de ti.

Talvez não haja, até agora, qualquer chamamento que te peça para
atuar nos conflitos armados, em outras terras, mas o Senhor te solicita para
apaziguar os corações que te rodeiam para que a serenidade e a paz te
presidam no campo doméstico; é possível que ninguém te aguarde, por
enquanto, para qualquer contribuição no banimento das moléstias consideradas
insanáveis; no entanto, o Senhor te roga socorro, em favor dos irmãos
doentes que choram e sofrem, na área de tua influência pessoal e direta.
Provavelmente, não tens ainda a palavra convidada para traçar diretrizes, à
frente das multidões; todavia, o Senhor conta com o teu verbo compreensivo e
brando, nos círculos de tua convivência, garantindo tranquilidade e elevação
àqueles que contigo compartilham a vida. Não se sabe se trazes alguma
incumbência do Alto para responder aos desafios da Natureza com essa ou
aquela descoberta de valor fundamental para a Humanidade, porém é certo que
o Senhor espera tua colaboração para que se resolvam pequeninos problemas,
no quadro das provações de quantas renteiam contigo na trilha quotidiana.

Todo serviço no bem dos outros tem grande importância perante o
Divino Mestre.

Justo, assim, te interesses por todos os assuntos graves do Planeta
e forçoso que faças quanto possas, a benefício dos companheiros do mundo que
se vejam a longa distância da estrada em que transitas, mas é imperioso
entenderes que o Senhor aguarda na tua cooperação decidida, em todas tarefas
de amor, compreensão, tolerância, apoio fraterno e serviço incessante, em
auxílio de todos aqueles que se encontram perto de ti.

(De “Alma e Coração”, de Francisco Cândido Xavier, pelo Espírito de
Emmanuel)

sábado, 26 de fevereiro de 2011

SOBRE O CARNAVAL


Nenhum espírito equilibrado em face do bom senso, que deve presidir a existência das criaturas, pode fazer a apologia da loucura generalizada que adormece as consciências, nas festas carnavalescas.
É lamentável que, na época atual, quando os conhecimentos novos felicitam a mentalidade humana, fornecendo-lhe a chave maravilhosa dos seus elevados destinos, descerrando-lhe as belezas e os objetivos sagrados da Vida, se verifiquem excessos dessa natureza entre as sociedades que se pavoneiam com o título de civilização.
Enquanto os trabalhos e as dores abençoadas, geralmente incompreendidos pelos homens, lhes burilam o caráter e os sentimentos, prodigalizando-lhes os benefícios inapreciáveis do progresso espiritual, a licenciosidade desses dias prejudiciais opera, nas almas indecisas e necessitadas do amparo moral dos outros espíritos mais esclarecidos, a revivescência de animalidades que só os longos aprendizados fazem desaparecer.
Há nesses momentos de indisciplina sentimental o largo acesso das forças da treva nos corações e, às vezes, toda uma existência não basta para realizar os reparos precisos de uma hora de insânia e de esquecimento do dever.
Enquanto há miseráveis que estendem as mãos súplices, cheios de necessidade e de fome, sobram as fartas contribuições para que os salões se enfeitem e se intensifiquem o olvido de obrigações sagradas por parte das almas cuja evolução depende do cumprimento austero dos deveres sociais e divinos.
Ação altamente meritória seria a de empregar todas as verbas consumidas em semelhantes festejos, na assistência social aos necessitados de um pão e de um carinho.
Ao lado dos mascarados da pseudo-alegria, passam os leprosos, os cegos, as crianças abandonadas, as mães aflitas e sofredoras. Por que protelar essa ação necessária das forças conjuntas dos que se preocupam com os problemas nobres da vida, a fim de que se transforme o supérfluo na migalha abençoada de pão e de carinho que será a esperança dos que choram e sofrem? Que os nossos irmãos espíritas compreendam semelhantes objetivos de nossas despretensiosas opiniões, colaborando conosco, dentro das suas possibilidades, para que possamos reconstruir e reedificar os costumes para o bem de todas as almas.
É incontestável que a sociedade pode, com o seu livre-arbítrio coletivo, exibir superfluidades e luxos nababescos, mas, enquanto houver um mendigo abandonado junto de seu fastígio e de sua grandeza, ela só poderá fornecer com isso um eloquente atestado de sua miséria moral.
Emmanuel

Psicografado pelo médium Francisco Cândido Xavier em Julho de 1939.

terça-feira, 9 de novembro de 2010

CRESCEI



“Antes crescei na graça e no

conhecimento de Nosso Senhor e

Salvador. Jesus-Cristo.” – Pedro.

(II PEDRO, 3:18.)



A situação de destaque preocupa constantemente a idéia do homem;

O próprio mendigo, esfarrapado e faminto, muita vez permanece, orgulhoso, na expectativa de realce no Céu.

Habitualmente, porém, toda ansiedade, nesse particular, é propósito mal dirigido objetivando crescimento ao inverso.

Não seria, propriamente, o ato de se desenvolver, mas de inchar.

Nessa mesma pauta, muitos aprendizes irrequietos pleiteiam altas remunerações financeiras, favores do dinheiro fácil, elevação aos postos de autoridade, invocando a necessidade de crescer para maior eficiência no serviço do Cristo.

Isto, contudo, quase sempre é pura ilusão.

Materializadas as exigências, transformam-se em servidores rodeados de impedimentos.

O Mestre Divino, que organizou a vida planetária ao influxo do Eterno Pai, possui suficiente poder, e, para e execução de sua obra, não se demoraria à espera de que esse ou aquele dos aprendizes se convertesse em especialista em determinados negócios do mundo.

O crescimento, a que o Evangelho se reporta, deve orientar-se na virtude cristã e no conhecimento da vontade divina.

Aprende cada um a sua parte, na esfera de nossos deveres com Jesus. Atenda ao programa de edificação que lhe compete, ainda que se encontre sozinho ou perseguido pela incompreensão dos homens e, então, estará crescendo na graça e no discernimento para a vida imortal.




Emmanuel/Chico Xavier
Livro “Vinha de Luz” – 1951

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Semeadura e ceifas


"Porque o que semeia na sua carne, da carne ceifará a corrupção" ( Paulo- Gálatas 6-8)

Até o presente, apenas alguns discípulos, de quando a quando, compreendem a necessidade da Semeadura Espiritual em si mesmos, diferentes de quantas se conhecem no mundo, e marcham no caminho do Mestre Supremo.

Se desejas plantar na Lavoura Divina, foge ao velho sistema de semeadura na corrupção e ceifa na decadência.
Semeia para a Vida Eterna.

Repara as multidões encarceradas nesse antigo processo e segue para o Senhor, cuidando das prórpias aquisições.

Emmanuel

( Do livro "SENTINELAS DA LUZ" psicografado por Chico Xavier)

Recursos Materiais


No domínio das possibilidades materiais, as lições são diversas.
O que guardas, talvez te deixe.
O que desperdiças, com certeza te acusa.
O que emprestas te experimenta.
Em verdade, só te pertence aquilo que dás.


Emmanuel

( Do livro "LIVRO E RESPOSTAS" psicografado por Chico Xavier)

domingo, 29 de agosto de 2010

Laço de Luz


As provas na Terra apresentam sempre o lado de luz de que são mensageiras.

Entretanto, para observá-lo, urge reconhecer os sinônimos espirituais de que
essas mesmas provas se revestem, como sejam:

encargo difícil - privilégio;

dever cumprido - senda libertadora;

rotina - conquista de competência;

solidão - tempo de pensar;

contratempo - aviso benéfico;

contrariedades no cotidiano - treino de paciência;

tribulação de improviso - socorro específico;

moléstia súbita - apoio de emergência;

lesão congênita - corrigenda no espírito;

adversários - fiscais proveitosos;

crítica - apelo a burilamento;

censura - convite a reajuste;

ofensa - invocação à tolerância;

menosprezo - teste de amor;

tentação - curso de resistência;

fracasso - necessidade de revisão;

lar em discórdia - área de resgate;

parente complexo - dívida em cobrança;

obstáculo social - ensino de humildade;

deserção de afetos - renovação compulsória;

golpes - aulas para discernimento;

desilusão - visita da verdade;

prejuízo - identificação de pessoas;

decepções - informes claros;

renúncia - rumo certo

crise - aferição de valor;

sacrifício - crescimento espiritual;

Meditemos na significação oculta dos problemas com que somos defrontados no
mundo e saibamos aproveitar, enquanto no Plano Físico, a nossa abençoada
escola de elevação.

(Obra: Buscas e Acharás - Chico Xavier/Emmanuel)

domingo, 13 de junho de 2010

Sempre vivos


"Ora, Deus não é de mortos, mas,

sim, de vivos. Por isso, vós errais

muito." - Jesus - Marcos 12:27

Considerando as convenções estabelecidas em nosso trato com os amigos encarnados, de quando em quando nos referimos à vida espiritual utilizando a palavra "morte" nessa ou naquela sentença de conversação usual. No entanto, é imprescindível entendê-la, não por cessação e sim por atividade transformadora da vida.

Espiritualmente falando, apenas conhecemos um gênero temível de morte - a da consciência denegrida no mal, torturada de remorso ou paralítica nos despenhadeiros que marginam a estrada da insensatez e do crime. É chegada a época de reconhecermos que todos somos vivos na Criação Eterna.

Em virtude de tardar semelhante conhecimento nos homens, é que se verificam grandes erros. Em razão disso, a Igreja Católica Romana criou, em sua teologia, um céu e um inferno artificiais; diversas coletividades das organizações evangélicas protestantes apegam-se à letra, crentes de que o corpo, vestimenta material do Espírito, ressurgirá um dia dos sepulcros, violando os princípios da Natureza, e inúmeros espiritistas nos têm como fantasmas de laboratório ou formas esvoaçantes, vagas e aéreas, errando indefinidamente.

Quem passa pela sepultura prossegue trabalhando e, aqui, quanto aí, só existe desordem para o desordeiro. Na Crosta da Terra ou além de seus círculos, permanecemos vivos invariavelmente.

Não te esqueças, pois, de que os desencarnados não são magos, nem adivinhos. São irmãos que continuam na luta de aprimoramento. Encontramos a morte tão-somente nos caminhos do mal, onde as sombras impedem a visão gloriosa da vida. Guardemos a lição do Evangelho e jamais esqueçamos que Nosso Pai é Deus dos vivos imortais.

(De "Pão Nosso", de Francisco Cândido Xavier, pelo Espírito Emmanuel)

Pai nosso


"Pai Nosso..." - Jesus. (Mateus, 6:9).

A grandeza da prece dominical nunca será devidamente compreendida por nós que lhe recebemos as lições divinas.

Cada palavra, dentro dela, tem a fulguração de sublime luz.

De início, o Mestre Divino lança-lhe os fundamentos em Deus, ensinando que o Supremo Doador da vida deve constituir, para nós todos, o princípio e a finalidade de nossas tarefas.

É necessário começar a continuar em Deus, associando nossos impulsos ao plano divino, a fim de que nosso trabalho não se perca no movimento ruidoso ou inútil.

O Espírito Universal do Pai há-de presidir-nos o mais humilde esforço, na ação de pensar e falar, ensinar e fazer.

Em seguida, com um simples adjetivo possessivo, o Mestre exalta a comunidade.

Depois de Deus, a Humanidade será o tema fundamental de nossas vidas.

Compreenderemos as necessidades e as aflições , os males e as lutas de todos os que nos cercam ou estaremos segregados no egoísmo primitivista.

Todos os triunfos e fracassos que iluminam e obscurecem a Terra pertencem-nos, de algum modo.

Os soluços de um hemisfério repercutem no outro.

A dor do vizinho é uma advertência para a nossa casa.

O erro de um irmão, examinado nos fundamentos é igualmente nosso, porque somos componentes imperfeitos de uma sociedade menos perfeita gerando causas perigosas e, por isso, tragédias e falhas dos outros afetam-nos por dentro.

Quando entendemos semelhante realidade, o "império do eu" passa a incorporar-se por célula bendita à vida santificante.

Sem amor a Deus e à Humanidade, não estamos suficientemente seguros na oração.

Pai nosso... - disse Jesus para começar.

Pai do Universo... Nosso mundo...

Sem nos associarmos aos propósitos do Pai, na pequenina tarefa que nos foi permitido executar, nossa prece será, muitas vezes, simples repetição do "eu quero", invariavelmente cheio de desejos, mas quase sempre vazio de sensatez e de amor.

Emmanuel
(De "À Luz da Oração", de Francisco Cândido Xavier - Espíritos diversos)

sábado, 5 de junho de 2010

Ajuda-te


Rogando amparo ao Senhor, não olvides a prestação de amparo a ti mesmo.

*

Deus concede ao lavrador a luz do sol, a bênção da chuva e o favor do vento, mas não lhe dispensa o próprio suor, no trato da sementeira, para que a colheita lhe surja às mãos por recurso divino.

Concede ao artista o mármore bruto, o buril e a inspiração generosa; entretanto, não o exonera do próprio labor na consecução da obra prima.

*

Pedirás o concurso do Céu em teu benefício; entretanto, de que valeria a bênção do Alto, se te consagras, deliberadamente, ao menosprezo da própria vida?

O médico mais competente nada conseguirá na assistência ao enfermo que não deseja curar-se e o professor mais exímio nada alcançará do aluno que foge sistematicamente à lição.

*

Não basta rogar alguém auxílio para que se veja auxiliado com segurança.

É imprescindível o senso de responsabilidade de viver para que as vantagens da existência nos engrandeçam o espírito.

*

A oração será sempre o desejo expresso, exigindo esforço próprio, a fim de concretizar-se.

Lembremo-nos de que um edifício não se ergue do solo tão-somente pela beleza e pelo merecimento da planta.

A prece que nos exterioriza o anseio de progresso e de luz é o projeto louvável de nossa melhor esperança, mas se em verdade pretendemos chegar ao progresso e à luz, que anelamos ardentemente, é preciso nos disponhamos a lutar e sofrer, trabalhar e servir na construção de nosso ideal.

*

Ajudemo-nos cada dia para que o Céu nos ajude com o devido proveito, de vez que o Céu ajuda sempre mas nem sempre sabemos aquilo que procuramos para fixar em nosso caminho a incessante ajuda celestial.

(De "Instrumentos do Tempo", de Francisco Cândido Xavier, pelo Espírito Emmanuel)

domingo, 23 de maio de 2010

FAMILIARES E AMIGOS




No torvelinho das preocupações em torno dos familiares queridos, pausemos, de algum modo, para enxergá-los, não com os olhos da afeição possessiva, e sim na posição de criaturas de Deus, como são, tanto quanto nós.

*

Queríamos talvez que eles cressem pelos nossos padrões; no entanto, possuem caminhos outros pelos quais chegarão às mesmas fontes da fé em que se nos apóia a existência.

*

Desejávamos pensassem pelas idéias que nos orientam a estrada, mas trazem consigo vocações e tendências, ideal e visão muito diversos daqueles que nos caracterizam a marcha.

*

Aspirávamos a tê-los no mesmo trabalho que mais se nos adapta à maneira de ser; todavia, nem sempre se destinam a fazer aquilo que nos compete realizar.

*

Anelávamos situá-los nos figurinos de felicidade que nos parecem mais justos e aconselháveis; entretanto, permanecem guiados pelo Governo da Vida para outros tipos de felicidade que ainda não chegamos a conhecer.

*

Às vezes, não nos conformamos ao vê-los sofridos ou inquietos, porém, é forçoso considerar que, como nos ocorre, estarão carregando débitos e compromissos que, nem nós e nem eles, resgataremos sem dificuldade ou sem dor.

*

Por tudo isso, aprendamos a observar nos entes amados criaturas independentes de nós, orientadas freqüentemente, noutros rumos e matriculadas em outras classes, na escola da experiência.

E, acima de tudo, reconhecendo quão importante se faz a liberdade para o desempenho das obrigações que nos foram assinaladas, saibamos respeitar neles a liberdade que igualmente desfrutamos, perante as Leis do Universo, a fim de crescerem e se aperfeiçoarem na condição de livres filhos de Deus.

(De "RUMO CERTO" , de Francisco Cândido Xavier - Espírito Emmanuel)

domingo, 25 de abril de 2010

Mãos à obra


A igreja de Corinto lutava com certas dificuldades mais fortes, quando Paulo
lhe escreveu a observação aqui transcrita.

O conteúdo da carta apreciava diversos proble­mas espirituais dos
companheiros do Peloponeso, mas podemos insular o versículo e aplicá-lo a
certas si­tuações dos novos agrupamentos cristãos, formados no ambiente do
Espiritismo, na revivescência do Evan­gelho.

Quase sempre notamos intensa preocupação nos trabalhadores, por novidades em
fenomenologia e re­velação.

Alguns núcleos costumam paralisar atividades quando não dispõem de médiuns
adestrados.

Por quê?

Médium algum solucionará, em definitivo, o pro­blema fundamental da
iluminação dos companheiros.

Nossa tarefa espiritual seria absurda se estivesse circunscrita à freqüência
mecânica de muitos, a um centro qualquer, simplesmente para assinalarem o
esforço de alguns poucos.

Convençam-se os discípulos de que o trabalho e a realização pertencem a
todos e que é imprescin­dível se movimente cada qual no serviço edificante
que lhe compete. Ninguém alegue ausência de no­vidades, quando vultosas
concessões da esfera su­perior aguardam a firme decisão do aprendiz de
boa-vontade, no sentido de conhecer a vida e ele­var-se.

Quando vos reunirdes, lembrai a doutrina e a revelação, o poder de falar e
de interpretar de que já sois detentores e colocai mãos à obra do bem e da
luz, no aperfeiçoamento indispensável.

(Francisco Cândido Xavier por Emmanuel)

sexta-feira, 16 de abril de 2010

Como vencer?


O CORAÇÃO tem mil caminhos para a felicidade, quando procuramos aceitar a vontade de Deus. (Renúncia)

Os corações endurecidos geram nuvens de desconfiança, por onde passam. (Vinha de Luz)

Se és discípulo do Senhor, aproveita a oportunidade na construção do bem. Semeando paz, colherás harmonia; santificando as horas com o Cristo, jamais conhecerás o desamparo. (Vinha de Luz)

Não basta multiplicar as promessas ou pedir variadas tarefas ao mesmo tempo. Antes de tudo, é indispensável receber a ordenação do Senhor, cada dia, e executá-la do melhor modo. (Vinha de Luz)

No esforço redentor, é indispensável que não se percam de vista as possibilidades pequeninas: um gesto, uma palestra, uma hora, uma frase pode representar sementes gloriosas para edificações imortais. Imprescindível, pois, jamais desprezá-las. (Pão Nosso)

Nos teus dias de luta, portanto, faze os votos e promessas que forem de teu agrado e proveito, mas não te esqueças da ação e da renovação aproveitáveis na obra divina do mundo e sumamente agradáveis aos olhos do Senhor. (Vinha de Luz)

Na esfera carnal, a glória e a miséria constituem molduras de temporária apresentação. (Caminho, Verdade e Vida)

O dinheiro ou a necessidade material, a doença e a saúde do corpo são condições educativas de imenso valor para os que saibam aproveitar o ensejo de elevação em sua essência legítima. (Caminho, Verdade e Vida).

(De "Palavras de Emmanuel", de Francisco Cândido Xavier, pelo Espírito Emmanuel)

quinta-feira, 25 de março de 2010

Nos dias dificieis


Nos dias difíceis, reflete nos outros dias difíceis que já se foram.

Depois de atravessados transes e lutas que supunhas insuperáveis, não soubeste explicar a ti mesmo de que modo os venceste e de que fontes hauriste as forças necessárias para te sustentares e refazeres, durante e depois das refregas sofridas.

*

Viste a doença no ente amado assumir gravidade estranha e, sem que lograsses penetrar o fenômeno em todos os detalhes, surgiram a medicação e a providência ideais que o arrebataram da morte.

Experimentaste a visitação do desânimo, à frente dos obstáculos que te gravaram a vida, mas, sem que te desses conta do amparo recebido, largaste o desalento das trevas e regressaste à luz da esperança.

Crises do sentimento que se te afiguravam invencíveis, pelo teor de angústia com que te alcançaram o imo da alma, desapareceram como por encanto sem que conseguisses definir a intervenção libertadora que te restituiu à tranquilidade.

Sofreste a ausência de seres imensamente queridos, chamados pela desencarnação para tarefas inadiáveis em outras faixas de experiência; no entanto, sem que despendesses qualquer esforço, outras almas abençoadas apareceram, passando a nutrir-te o coração com edificante apoio afetivo.

*

Tudo isso, entretanto, sucedeu porque persististe na fé aguardando e confiando, trabalhando e servindo, sem te entregares à deserção ou à derrota, ofertando ensejo à Bondade de Deus para agir em teu benefício.

Nas dificuldades em andamento, considera as dificuldades que já venceste e compreenderás que Deus, cujo infinito amor te sustentou ontem, sustentar-te-á também hoje.

Para isso, porém, é imperioso permanecermos fiéis ao cumprimento de nossas obrigações, de vez que a paciência, no centro delas, é o dom de esperar por Deus, cooperando com Deus, sem atrapalhar.

(De "Rumo Certo", de Francisco Cândido Xavier, pelo Espírito de Emmanuel)

terça-feira, 16 de março de 2010

Vencerás


Não desanimes.

No desanimes.

Persiste mais um pouco.

Persiste un poco más.

Não cultives pessimismo.

No cultives pesimismo.

Centraliza-te no bem a fazer.

Centrate en el bien a hacer.

Esquece as sugestões do medo destrutivo.

Olvida las sugestiones del medio destructivo.

Segue adiante, mesmo varando a sombra dos próprios erros.

Sigue adelante, incluso atravesando la sombra de los propios errores.

Avança ainda que seja por entre lágrimas.

Avanza aunque sea por entre lágrimas.

Trabalha constantemente.

Trabaja constantemente.

Edifica sempre.

Edifica siempre.

Não consintas que o gelo do desencanto te entorpeça o coração.

No consientas que el hielo del desencanto te entorpezca el corazón.

Não te impressione a dificuldade.

Que no te impresione la dificultad.

Convence-te de que a vitória espiritual é construção p/ o dia-a-dia.

Convéncete que la victoria espiritual es construcción p/ del día-a-día.

Não desistas da paciência.

No desistas en la paciencia.

Não creias em realização sem esforço.

No creas en la realización sin esfuerzo.

Silêncio para injúria.

Silencio para la injuria.

Olvido para o mal.

Olvido para el mal.

Perdão as ofensas.

Perdón a las ofensas.

Recorda que os agressores são doentes.

Recuerda que los agresores son enfermos.

Não permitas que os irmãos desequilibrados te destruam o trabalho ou te apaguem a esperança.

No permitas que los hermanos desequilibrados te destruyan el trabajo o te apaguen la esperanza.

Não menosprezes o dever que a consciência te impõe.

No menosprecies el deber que la conciencia te impone.

Se te enganaste em algum trecho do caminho, reajusta a própria visão e procura o rumo certo.

Si te engañaste en algún trecho del camino, reajusta la propia visión y busca un rumbo cierto.

Não contes vantagens, nem fracassos.

No cuentes ventajas, ni fracasos.

Estuda buscando aprender.

Estudia buscando aprender.

Não te voltes contra ninguém.

No te vuelques contra nadie.

Não dramatizes provocações ou problemas.

No dramatices provocaciones o problemas.

Conserva o hábito da oração para que se te faça luz na vida íntima.

Conserva el hábito de la oración para que se te haga luz en la vida íntima.

Resguarda-te em Deus, persevera no trabalho que Deus te confiou.

Resguárdate en Dios, persevera en el trabajo que Dios te confió.

Ama sempre, fazendo pelos outros o melhor que possas realizar.

Ama siempre, haciendo por los otros lo mejor que puedas realizar.

Age auxiliando. Serve sem apego.

Obra auxiliando. Sirve sin apego.

E assim vencerás.

Y así vencerás.


Espírito Emmanuel

Mensagem psicografada pelo Médium Francisco Cândido Xavier-Brasil

Mensaje psicografiado por el Médium Francisco Cándido Xavier – Brasil

Receita para a paz


Orar com mais confiança em Deus.
Trabalhar um pouco mais.
Sirva com mais alegria.
Comporte-se mais simpatia.
(Caridade)
Desculpa as faltas dos outros com
mais compaixão pelos ofensores.
Use mais calma, especialmente durante
tempos difíceis.
Tolerar, com mais paciência, a
situações desagradáveis.
Use mais bondade ao tratar com
pessoas.
Emprega mais serenidade diante de qualquer
julgamento.
Assim, com a bênção de Deus, você
vai encontrar mais segurança e paz, pelos caminhos do tempo,
assegurar o sucesso que você precisa nas obrigações de cada
dia, no caminho para a Vida Maior.

EMMANUEL

Mensagem psicografada por Francisco
Cândido Xavier.
Do livro "Momentos de Ouro"

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

Compreendamos


"Sacrifícios, e ofertas, e holocaustos

e oblações pelo pecado não quiseste,

nem te agradaram". Paulo. (Hebreus,10:8)


O mundo antigo não compreendia as relações com o Altíssimo, senão através de suntuosas oferendas e pesados holocaustos.

Certos povos primitivos atingiram requintada extravagância religiosa, conduzindo sangue humano aos altares.

Tais manifestações infelizes vão-se atenuando no cadinho dos séculos; no entanto, ainda hoje se verificam lastimáveis pruridos de excentricidade, nos votos dessa natureza.

O Cristianismo operou completa renovação no atendimento das verdades divinas; contudo, ainda em suas fileiras costumam surgir absurdas promessas, que apenas favorecem a intromissão da ignorância e do vício.

A mais elevada concepção de Deus que podemos abrigar no santuário do espírito é aquela que Jesus nos apresentou, em no-lo revelando Pai amoroso e justo, à espera dos nossos testemunhos de compreensão e de amor.

Na própria Crosta da Terra, qualquer chefe de família, consciencioso e reto, não deseja os filhos em constante movimentação de ofertas inúteis, no propósito de arrefecer-lhe a vigilância afetuosa . Se tais iniciativas não agradam aos progenitores humanos, caprichosos e falíveis, como atribuir semelhante falha ao Todo-Misericordioso, no pressuposto de conquistar a benemerência celeste?

É indispensável trabalhar contra o criminoso engano.

A felicidade real somente é possível no lar cristão do mundo, quando os seus componentes cumprem as obrigações que lhes competem, ainda mesmo ao preço de heróicas decisões. Com o Nosso Pai Celestial, o programa não é diferente, porque o Senhor Supremo não nos pede sacrifícios e lágrimas e, sim, ânimo sereno para aceitar-lhe a vontade sublime, colocando-a em prática.

(De "Pão Nosso", de Francisco Cândido Xavier, pelo Espírito Emmanuel)

Um Sublime Peregrino

Um Sublime Peregrino