Um Sublime Peregrino

"É indispensável manter o Espiritismo, qual foi entregue pelos Mensageiros Divinos a Allan Kardec, sem compromissos políticos, sem profissionalismo religioso, sem personalismos deprimentes, sem pruridos de conquista a poderes terrestres transitórios." Bezerra de Menezes (Mensagem "Unificação", psicografia de Francisco Cândido Xavier - Reformador, agosto 2001)

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

Um papai noel diferente


WELLINGTON BALBO

Era um papai Noel nada convencional. Não tinha barba, nem usava óculos, era ainda bem magro.

A roupa vermelha dava lugar a calça jeans, camisa pólo e tênis.

Em vez dos tradicionais brinquedos, trazia consigo livros, muitos livros de contos, crônicas, quadrinhos, poesia, que distribuía entre a meninada.

Para diferenciar mais ainda, visitava as crianças de creches e orfanatos todos os dias 24 do mês corrente.

Os pequenos, acostumados com sua presença, lhe aguardavam ansiosos. É que aquele Papai Noel adorava dançar, e quando chegava, era ligado o aparelho de som e colocados os hit’s do momento. A festa começava ali, dançavam até se esbaldar.

Após a dança, tomavam um saboroso lanche e partiam então para o momento mais esperado: A hora da história.

Todos a postos em circulo, silêncio completo e olhos arregalados das crianças demonstravam a expectativa de cada um.

E começava o Papai Noel a falar sobre a vida de um peregrino que aqui vivera há dois mil anos. O personagem central daquele natal mensal era mesmo Jesus e sua mensagem de amor. Ali, Jesus era de fato lembrado e trazido para o cotidiano das crianças , ali longe do burburinho, das bebidas alcoólicas, do excesso de consumismo que hipnotiza muitos, das maledicências proferidas aos parentes que não compareceram a ceia, Jesus ressurgia triunfante, como o herói que traz a chama da esperança em um mundo melhor.

Amai a todos sem distinção! Dizia com inflexão de voz o Papai Noel, dando tom dramático a narrativa.

As crianças ficavam maravilhadas tal era a simplicidade e o encantamento daqueles contos. Emocionavam-se ante as parábolas do mestre, chegando inclusive as lágrimas quando havia o desfecho da história.

O Papai Noel, satisfeito por ser o porta voz de tão importante mensagem, prosseguia com emoção instruindo através das parábolas de Jesus aquelas crianças.

Ao fim da tarde, despediam-se e aquele exótico Papai Noel, partia acenando e dizendo:

Até mês que vem, Feliz Natal a todos!

Caro leitor, eis uma dica para este Natal: Comemorá-lo junto a família e amigos lembrando a existência de Jesus.

Celebrando junto aos entes queridos a mensagem de amor que o sublime peregrino trouxe.

Alargando nossos laços de afeto e socorrendo não apenas aqueles que compartilham a consangüinidade conosco, mas sim, todos aqueles que padecem de conforto material e espiritual.

Infelizmente, muitas crianças sequer sabem quem foi o ilustre aniversariante, outras porém, apenas ouvem falar em Jesus nessa época do ano.

Oba! Natal é época de presentes! Exclamam alguns.

E Jesus, passa despercebido, esquecido mesmo entre os comes e bebes.

Quando jovem, adorava o Natal, lamentavelmente, não por Jesus e sua mensagem, mas porque o Natal me propiciava maiores oportunidades de homéricas bebedeiras.

Hoje vejo o quão enganado estava e quanto tempo perdi.

Alguns mais generosos costumam me consolar e dizem:

- Ora, você era jovem, estava aproveitando a vida!

Porém, caro leitor, sem medo de errar afirmo que aproveitar a vida é poder gozar os momentos na serenidade que a mensagem pacificadora de Jesus traz, sem a ilusória sensação de prazer que a bebida proporciona, ficamos mais receptivos a Boa Nova.

Tomara um dia nosso banquete seja estabelecido com a paz do mestre, e que não lembremos dele apenas no Natal, mas sim, todos os instantes de nossa vida, trazendo suas lições para dentro de nosso lar, colocando nossas crianças perto de sua presença amorosa e expandindo sua lição a toda comunidade, para que todos se envolvam de fato com sua palavra doce e esclarecedora.

A todos, feliz Natal!


domingo, 28 de novembro de 2010

Não Comente o Mal

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Ary Brasil Marques




André Luiz, em seu livro Agenda Cristã, nos diz que o mal não merece ser comentado em momento algum.

Realmente, os males de nossa existência têm o tamanho e a medida exata da importância que lhes damos. Comentar o mal é trazer de volta, viva, uma coisa que já passou e que não existe mais.

Imaginemos um incêndio que já foi debelado e do qual só restam cinzas. Vem alguém e em vez de usar de uma mangueira com água joga um fósforo aceso e despeja álcool por cima. As chamas recomeçam e o fogo cresce, de novo, devastador.

As pessoas que costumam comentar suas dores, seus problemas e o que os outros lhe fizeram de ofensas, estão revivendo os momentos infelizes e lhes dando vida real e forças. Mais ainda, com esses comentários estão enviando vibrações negativas para quem, possivelmente, já não se lembra do ocorrido.

Para se ter idéia de como esse hábito é prejudicial, podemos fazer a seguinte comparação: É como se estivéssemos em cima de uma areia movediça, no deserto. Quanto mais nos debatemos, essa areia que representa os males que nos fizeram, mais aumenta e vai nos engolindo. Só poderemos nos livrar da areia movediça se nos mantivermos tranqüilos, calmos, em paz, e isso nos dará tempo para acharmos uma saída. Quanto mais nos agitarmos, mais nos afundamos na areia.

A melhor política é seguir os ensinamentos de Jesus, o Mestre de Amor.

O que ele nos ensinou? O amor a Deus e o amor ao nosso próximo. Esse amor implica no perdão incondicional das ofensas que nos são feitas.

O mais interessante é o fato de que a maioria daquilo que consideramos agressões de nossos semelhantes para conosco são muitas vezes causadas apenas pelo nosso orgulho e amor próprio feridos por observações que nem sempre foram ditas com intenção de nos ferir.

Deixemos de comentar o mal que ele vai desaparecer por sua própria insignificância, e nossos comentários só farão com que pequenas coisas se tornem gigantescas aos nossos olhos. Agindo assim, grande parte de nossos problemas estarão solucionados.

SBC, 27/11/2010.

SOS Batuíra

“SOS Batuíra: frutas e suco em pó”

O Instituto Espírita Batuíra de Saúde Mental está solicitando a sua colaboração, de entidades e de empresários para receber doações de frutas e suco em pó para os mais de 60 pacientes em tratamento que sofrem de transtorno mental ou alcoolismo.

Qualquer quantidade é muito bem vinda. As doações podem ser entregues diretamente no Batuíra: Avenida Eurico Viana, Quadra 44 - Setor Jardim Goiás - Goiânia - GO

Fundado em 1949, o Batuíra é um hospital 100% SUS e atende gratuitamente homens e mulheres que sofrem de transtorno mental ou dependência química.

Informações: fone (62) 3281 0655 ou pelo site: www.batuira.org.br

(Informação recebida em email de batuira@batuira.org.br)

Lançamento: Pedagogia da Consciência

sábado, 27 de novembro de 2010

Elefantes Brancos

No antigo reino de Sião, atual Tailândia, o raro elefante branco era animal sagrado. Quando o rei queria punir alguém, oferecia-lhe um. O súdito sentia-se honrado, mas logo percebia tratar-se de um “presente de grego”. Deveria dispensar sofisticados cuidados com o animal. Alimentá-lo com iguarias caras, colocar-lhe enfeites, ter empregados para cuidar dele… Acabava arruinado.

Algo semelhante ocorre em nossa vida. Há elefantes brancos em nosso caminho. Temos satisfação com eles, em princípio, mas logo percebemos que nos causam prejuízos imensos.

Alguns deles:

Ambição: Riqueza, poder, destaque social, prestígio, constituem o anseio de muitos. O ambicioso só tem olhos para aquelas realizações. Toma gosto pelos bens materiais que, sendo apenas parte da vida, convertem-se para ele em finalidade dela. Deixa de ser dono de seu dinheiro. Situa-se escravo dele. Rico materialmente, mendigo de paz. Parafraseando Jesus, podemos dizer que é mais fácil esse elefante branco passar pelo fundo de uma agulha do que seu proprietário entrar no Reino.

Vício: Em princípio, oferece o Céu. O fumo tranqUiliza; o álcool desinibe; as drogas produzem euforia… Mas é céu artificial, precário, que nos leva, invariavelmente, ao inferno da dependência. Enquanto o usuário está sob seu efeito é ótimo. Logo, porém, o corpo cobra novas doses, submetendo-o a angústias e tensões terríveis. Assim, oscila entre o céu e o inferno. Cada vez menos céu; cada vez mais inferno, à medida que se amplia a dependência. E nele se instala de vez, quando retorna ao plano espiritual, antes do tempo, expulso do próprio corpo que destruiu. Se o viciado tivesse a mínima noção do futuro dantesco que o espera, ficaria horrorizado. Haveria de lutar com todas as forças de sua alma para livrar-se desse comprometedor elefante branco.

Sexo: Dádiva divina, é por intermédio dele que entramos na vida terrestre, além de favorecer gratificante momento de intimidade entre o homem e a mulher. Entretanto, vivemos tempos perigosos, de liberdade sexual confundida com libertinagem. O sexo deixou de ser parte do amor para transformar-se no amor por inteiro. Casais que mal se conhecem falam em “fazer amor”, pretendendo uma comunhão sexual sem compromisso, em lamentável promiscuidade. É um tremendo elefante branco! Oferece euforia em princípio, mas cobra muita inquietação depois, e perene insatisfação. Com a troca constante de parceiros e a busca desenfreada de prazer, o indivíduo cai no desvairo sexual, envolvendo-se em comprometedoras perversões.

Paixão: Fixado em alguém, empolgado pela comunhão carnal, o apaixonado estende as raízes de sua estabilidade física e psíquica no objeto de seus desejos e passa a viver em função dele. Se a relação não dá certo e vem o rompimento, é uma tragédia. Suicídios, crimes passionais, loucuras variadas, são mera decorrência. Quando o amor deixa de ser um ato de doação, rebaixado ao mero desejo de posse, em que pretendemos que o ser amado submeta-se aos nossos caprichos, transforma-se em voraz elefante branco que nos exaure e desajusta.

Não nos tornaremos santos do dia para a noite, campeões do Evangelho, apóstolos do Bem, mesmo porque a Natureza não dá saltos. Consideremos, porém, em nosso próprio benefício, que é preciso avaliar se não estamos sustentando insaciáveis elefantes brancos, que nos empobrecem e infelicitam.

File:RoyalWhiteElephant.jpg

Elefante Branco na arte tailandesa. Imagem: http://en.wikipedia.org/wiki/File:RoyalWhiteElephant.jpg

Quero ser uma TV


Na sala de aula, a professora pediu aos alunos que fizessem uma redação e que nela expressassem, de alguma forma, o que gostariam que Deus fizesse por eles.

Já em casa, quando corrigia os textos dos alunos, deparou-se com uma que a deixou deveras emocionada.

Um choro sentido irrompeu sem que ela pudesse controlar.

Deixou tudo o que estava fazendo, sentou-se numa poltrona, ainda com a redação nas mãos, e ficou ali, pensativa, entre lágrimas.

O marido percebeu que alguma coisa estava errada, e entrou no escritório onde ela estava:

O que aconteceu, querida?

Ela, sem conseguir falar direito, passou a ele a redação e disse:

Lê... A redação é de um aluno meu.

O marido segurou a folha de papel e começou a ler:

Senhor, nesta noite, peço-te algo especial: transforma-me numa televisão.

Quero ocupar o espaço dela. Viver como a televisão da minha casa vive. Ter um espaço especial para mim e reunir a família ao meu redor.

Quero ser levado a sério quando falar. Ser o centro das atenções e ser escutado sem interrupções e perguntas.

Senhor, quero receber a mesma atenção que ela quando não funciona, quando está com algum problema.

Ter a companhia de meu pai quando ele chega em casa, mesmo que esteja cansado.

Que minha mãe me procure quando estiver sozinha e aborrecida, ao invés de me ignorar.

E ainda, que meus irmãos briguem para poderem estar comigo.

Quero sentir que minha família deixa tudo de lado, de vez em quando, para estar comigo.

Por fim, que eu possa divertir a todos.

Senhor, não te peço muito. Só te peço que me deixes viver intensamente como qualquer televisão vive!

Quando o marido terminou a leitura, estava incomodado.

Meu Deus, coitado desse menino! Que pais ele tem! – disse ele virando-se para a esposa.

A professora olhou bem nos olhos do marido e depois baixou-os, dizendo num sussurro:

Esta redação é do nosso filho...

* * *

Há tantas coisas que o mundo moderno nos oferece! Tantas opções para tudo, que ainda parecemos deslumbrados com esta realidade, como crianças ao adentrar numa imensa loja de brinquedos.

São tantas informações disponíveis, tantas distrações, tanto entretenimento ao nosso dispor...

Mas será que não estamos deixando de lado o mais importante? Será que sabemos o que é mais importante, o que procurar na vida?

Mediante esta constatação, será que a família não está sendo deixada em segundo plano?

Será que os relacionamentos não estão sendo vividos numa certa superficialidade confortável?

É tempo de pensar em tudo isso.

Não troquemos a brincadeira com um filho por um jornal televisivo. Não troquemos momentos de conversa amiga com os familiares por um capítulo de novela.

Aquele Reality Show não é mais importante do que o telefonema ao amigo, perguntando se está bem.

A vida em família é o grande alicerce da felicidade de todos nós. O resto é acessório. O resto... é resto.

Redação do Momento Espírita, com base em texto de autoria ignorada.

Em 25.11.2010.

sábado, 20 de novembro de 2010

Extinção do mal


Na didática de Deus, o mal não é recebido com a ênfase que
caracteriza muita gente na Terra, quando se propõe a combatê-lo.
Por isso, a condenação não entra em linha de conta nas
manifestações da Misericórdia Divina.
***
Nada de anátemas, gritos, baldões ou pragas.
***
A Lei de Deus determina, em qualquer parte, seja o mal destruído
não pela violência, mas pela força pacífica e edificante do bem.
A propósito, meditemos.
O Senhor corrige:
a ignorância: com a instrução;
o ódio: com o amor;
a necessidade: com o socorro;
o desequilíbrio: com o reajuste;
a ferida: com o bálsamo;
a dor: com o sedativo;
a doença: com o remédio;
a sombra: com a luz;
a fome: com o alimento;
o fogo: com a água;
a ofensa: com o perdão;
o desânimo: com a esperança;
a maldição: com a benção.
***
Somente nós, as criaturas humanas, por vezes, acreditamos que um
golpe seja capaz de sanar outro golpe.
Simples ilusão.
O mal não suprime o mal.
***
Em razão disso, Jesus nos recomenda amar os inimigos e nos adverte de que a
única energia suscetível de remover o mal e extingui-lo é e será sempre a força
suprema do bem.

Bezerra de Menezes.

A Espada de Dâmocles


Na pintura de Richard Westall, A Espada de Dâmocles, (1812)

Imagem: http://pt.wikipedia.org/wiki/Ficheiro:Damocles-WestallPC20080120-8842A.jpg

Era uma vez um rei chamado Dionísio, monarca de Siracusa, a cidade mais rica da Sicília.

Vivia num palácio cheio de requintes e de belezas, atendido por uma criadagem sempre disposta a fazer-lhe as vontades.

Naturalmente, por ser rico e poderoso, muitos siracusanos invejavam-lhe a sorte. Dâmocles estava entre eles. Era dos melhores amigos de Dionísio e dizia-lhe frequentemente:

Que sorte a sua! Você tem tudo que se pode desejar. Só pode ser o homem mais feliz do mundo!

Dionísio foi ficando cansado de ouvir esse tipo de conversa.

Assim, certo dia propôs ao amigo a experiência de passar um dia, um dia apenas em seu lugar, como monarca, desfrutando de tudo aquilo.

Este aceitou imediatamente com alegria.

No dia seguinte, Dâmocles foi levado ao palácio e os criados reais lhe puseram na cabeça a coroa de ouro, e o trataram como rei.

Recostou-se em almofadas macias e sentiu-se o homem mais feliz do mundo.

Ah, isso é que é vida! - Confessou a Dionísio, que se encontrava sentado à mesa, na outra extremidade.

Nunca me diverti tanto.

Subitamente, Dâmocles enrijeceu-se todo. O sorriso fugiu-lhe dos lábios e o rosto empalideceu. Suas mãos estremeceram. Esqueceu-se da comida, do vinho, da música. Só queria ir embora dali, para bem longe do palácio, para onde quer que fosse.

Percebeu que pendia bem acima de sua cabeça uma espada, presa ao teto por um único fio de crina de cavalo. A lâmina brilhava, apontando diretamente para seus olhos.

Ficou paralisado, preso ao assento. Tentou levantar, mas não conseguiu, por medo de que a espada, com um movimento seu, pudesse lhe cair em cima.

O que foi, meu amigo? - Perguntou Dionísio. - Parece que você perdeu o apetite.

Essa espada! Essa espada! - Disse o outro, num sussurro. – Você não está vendo?

É claro que estou. Vejo-a todos os dias. Está sempre pendendo sobre minha cabeça e há sempre a possibilidade de alguém ou alguma coisa partir o fio.

Um dos meus conselheiros pode ficar enciumado do meu poder e tentar me matar. As pessoas podem espalhar mentiras a meu respeito, para jogar o povo contra mim. Pode ser que um reino vizinho envie um exército para tomar-me o trono.

Ou então, posso tomar uma decisão errônea que leve à minha derrocada. Quem quer ser líder precisa estar disposto a aceitar esses riscos. Eles vêm junto com o poder, percebe?

É claro que percebo! - Disse Dâmocles. Vejo agora que eu estava enganado e que você tem muitas coisas em que pensar além de sua riqueza e fama. Por favor, assuma o seu lugar e deixe-me voltar para a minha casa.

Até o fim de seus dias, Dâmocles não voltou a querer trocar de lugar com o rei, nem por um momento sequer.

* * *

Antes de deixar que a inveja cresça em nosso coração, lembremos da espada de Dâmocles.

Toda riqueza, todo poder, toda fama vem com uma série de decorrências naturais que devem ser consideradas.

Não nos deixemos consumir por esta luta incessante do orgulho, da vaidade não satisfeita.

* * *

A inveja é uma das mais feias e das mais tristes misérias do nosso globo. A caridade e a constante emissão da fé farão desaparecer todos esses males.

Redação do Momento Espírita, com base em lenda grega e trecho da Revista Espírita, de julho de 1858, de Allan Kardec, ed. Feb. Em 16.11.2010.

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Frase de Chico


(Chico Xavier)


"A Preocupação olha em volta, a Tristeza olha para trás, a Fé olha para
cima.
a coragem e confiança olha para a frente!!!!"



Para refletir


Se usarmos nosso tempo, dedicação, atenção para proclamar sorrisos, felicidade e amor, tudo fica melhor, tudo se transforma e assim cumprimos o que Deus nos confiou....
A forma de algumas pessoas levarem a vida, com mais leveza, com um sorriso no rosto e felicidade estampada em atitudes, não quer dizer que ela seja irresponsável com aquilo que lhe foi confiado...

As pessoas precisam AMAR mais e julgar menos...
Todo mundo é igual, e estamos todos destinados a um mesmo futuro, a morte.
Mas apesar desse destino certo, cabe a cada um a liberdade de escolha, enquanto respira....

Como você decide viver a vida é o que faz a diferença no momento das provações.
(Desconheço o autor)

terça-feira, 9 de novembro de 2010

Recados do meu coração

III Encontro de Saúde e Espiritismo

Feira de Santana - Bahia

CRESCEI



“Antes crescei na graça e no

conhecimento de Nosso Senhor e

Salvador. Jesus-Cristo.” – Pedro.

(II PEDRO, 3:18.)



A situação de destaque preocupa constantemente a idéia do homem;

O próprio mendigo, esfarrapado e faminto, muita vez permanece, orgulhoso, na expectativa de realce no Céu.

Habitualmente, porém, toda ansiedade, nesse particular, é propósito mal dirigido objetivando crescimento ao inverso.

Não seria, propriamente, o ato de se desenvolver, mas de inchar.

Nessa mesma pauta, muitos aprendizes irrequietos pleiteiam altas remunerações financeiras, favores do dinheiro fácil, elevação aos postos de autoridade, invocando a necessidade de crescer para maior eficiência no serviço do Cristo.

Isto, contudo, quase sempre é pura ilusão.

Materializadas as exigências, transformam-se em servidores rodeados de impedimentos.

O Mestre Divino, que organizou a vida planetária ao influxo do Eterno Pai, possui suficiente poder, e, para e execução de sua obra, não se demoraria à espera de que esse ou aquele dos aprendizes se convertesse em especialista em determinados negócios do mundo.

O crescimento, a que o Evangelho se reporta, deve orientar-se na virtude cristã e no conhecimento da vontade divina.

Aprende cada um a sua parte, na esfera de nossos deveres com Jesus. Atenda ao programa de edificação que lhe compete, ainda que se encontre sozinho ou perseguido pela incompreensão dos homens e, então, estará crescendo na graça e no discernimento para a vida imortal.




Emmanuel/Chico Xavier
Livro “Vinha de Luz” – 1951

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Para meditar


A maior força que o homem possui está na mente. Ela obedece ao seu comando, formando e executando tudo que a ela for ordenado.
Portanto, tem bastante consciência nos quadros mentais que jogas à tua frente, pois eles retornarão materializados, tal qual foram impostos pela tua força mental.


(fragmento da mensagem Pede crendo, que obterás o melhor, Irmão Tomás, do livro Relicário)

Curso: Passe - convite

Revista Isto É: qual o melhor filme do ano


A Revista Isto É promoveu, até o dia 29 de outubro, uma enquete em sua página na internet para saber qual o melhor filme do ano. Concorreram Tropa de Elite 2, que ficou em segundo lugar; Lula, o filho do Brasil, em terceiro e Nosso Lar, que liderou vencendo no final.

Confira:

Nosso Lar

Richard Simonetti

1 – A que você atribui o sucesso do filme “Nosso Lar”, nos cinemas brasileiros?

Da parte dos espíritas, a satisfação de ver a descrição da morada dos mortos, feita por André Luiz em psicografia de Chico Xavier, saltar do livro homônimo para as telas. Do público em geral, a curiosidade de ver essa ampla e objetiva visão do Além, conforme a proposta da Doutrina Espírita.

2 – É notável a descrição das regiões umbralinas, muito bem transpostas para o cinema, com efeitos especiais espetaculares. Não obstante, não parecerá fantasiosa para o leigo?

As regiões umbralinas têm sido detectadas por videntes de variadas religiões ao longo do tempo, situadas como infernais. Não há nada, portanto de novo. A Doutrina Espírita nos mostra a realidade espiritual, antes revestida pelo manto da fantasia.

3 – O problema do leigo é entender esse mundo espiritual muito semelhante ao mundo físico, semelhante demais para muitos.

Sempre pergunto aos que duvidam: se não é assim, como vocês o imaginam? Não há como escapar à ideia de que o Espírito habita um mundo de formas. A paisagem pode ser diferente, mas sempre haverá uma paisagem, constituída de seres e coisas.

4 – Não é o Espírito uma luz que irradia, segundo está na questão 88, de O Livro dos Espíritos? Difícil vê-lo interagindo num mundo de formas.

É simples entender isso, lembrando a existência do Corpo celeste, a que se refere o apóstolo Paulo, na Primeira Epístola aos Coríntios (15:44): Semeia-se corpo animal, é ressuscitado corpo espiritual. Se há corpo animal, há também corpo espiritual.

5 – Paulo antecipava a ideia do perispírito, revelado pela Doutrina Espírita?

Exatamente. É o corpo espiritual, veículo de manifestação do Espírito no plano em que atua e elo de ligação com o corpo físico, enquanto encarnado. É ainda o perispírito, “xerox” do corpo físico quanto à forma, que permite ao vidente identificar espíritos desencarnados. Quando ele diz que está vendo o Espírito do senhor Epaminondas, vê, na realidade, o senhor Epaminondas em seu corpo espiritual.

6 – Esse corpo celeste ou perispírito é feito de matéria?

Sim. Matéria rarefeita, quinta-essenciada como dizia Kardec, o que nos leva à conclusão de que o mundo espiritual também é feito de matéria ou não haveria como o Espírito interagir nele, a partir do perispírito. Compreendendo isso, não é difícil admitir que o Espírito desencarnado transita por um espaço diferente do plano físico nos arranjos, mas semelhante nas formas e na constituição. É tudo matéria, em vários níveis de densidade.

7 – E os mundos celestes ou divinos, a que se refere Kardec, em O Evangelho segundo o Espiritismo, habitados por Espíritos depurados, também são constituídos de matéria?

São inabordáveis para nós outros, ainda iniciantes na arte de compreender a vida espiritual, nos vários planos do infinito. Mas não é difícil admitir que sejam feitos também de matéria, cada vez mais sutilizada, o mesmo acontecendo com os perispíritos daqueles que os habitam.

8 – E como fica a ciência nessa história? Chegará um dia a admitir as revelações espíritas sobre o mundo espiritual?

Sem dúvida. Os físicos, esses incríveis visionários que enxergam aparentes fantasias que a experiência acaba comprovando, concebem que existem “n” universos paralelos. Não é difícil imaginá-los como representações de vários níveis do mundo espiritual.

terça-feira, 2 de novembro de 2010

Ação de graça


É maravilhoso Senhor, ter braços perfeitos,

Quanto há tantos mutilados

Meus olhos perfeitos

Quanto há tantos sem luz

Minha voz que canta,

Quando tantas emudeceram

Minhas mãos que trabalham,

Quando tantas medigam

É maravilhoso voltar para casa,

Quando tantos não têm para onde ir.

É maravilhoso:

Amar, viver, sorrir, sonhar

Quando há tantos que choram, odeiam,

revolvem-se em pesadelos

Morrem antes de nascer.

É maravilhoso ter um Deus para crer

Quanto há tantos que não têm

O consolo de uma crença

É maravlhoso senhor, sobretudo,

Ter tão pouco a pedir

Tanto a oferecer e agradeer.

(Michel Qoist)

O pessimismo atrasa


Não deixes que o derrotismo envolva tua mente, levando-te ao desânimo, nessa tua jornada terrena; sempre que deparares com as pedras, empedindo-te de prosseguir, procura te esforçar para ultrapassá-las, empurrando-as para os lados, a fim de não atrasares a chegada final.
Medita sobre teus conhecimentos, que ensinam como usar tua força interior, e forma um quadro mental positivo em todos os teus pensamentos.
Não te esqueças de que és uma centelha da mente divina do Pai e que foste criado dentro da Sua Imagem; portanto, tens também uma força magnética poderosa que precisa ser utilizada em teu benefício e em favor de outros irmãos.
Sabes que tua vontade, sendo a vontade do Pai, superará todas as correntes contrárias que possam querer impedir a realização dos teus anseios e ideais.
Vives num mundo material, portanto, necessitas das coisas materiais para tua sobrevivência.
Se trabalhares e lutares para alcançar aquilo de que necessitas e que desejas, coloca em tua mente que triunfareis.Existem inúmeros meios que poderás usar para realizar teus sonhos. Sabe, pois, concretizá-los, primeiro dentro do teu subconsciente, para que depois possas obtê-los materializandos, em tuas mãos.
Tem os devidos cuidados para procurar obter somente aquilo que a ti pertence de direito e nunca lute para alcançar o que pertence a outros irmãos.
O trabalho é bendito quando envolvido pela honestidade, pelo desprendimento e pela justiça.
Tudo que obtiveres na Terra será apenas um empréstimo, feito nos bancos divinos, pois não poderás levar para a espiritualidade teus bens materiais. Somente carregarás o que conseguiste obter em obras e ideais espirituais.
Poderás enriquecer materialmente;esforça, porém, por conseguir angariar, em vulto maior, as riquezas do espírito.
Não cobices o que pertence ao alheio, pois teu planeta tem riquezas bastantes para distribuir a todos os homens que nele habitam.
O bem jorra copiosamente como uma fonte, portanto, quanto mais doares em amor, em compreensão, em caridade material e espiritual, mais jorrará em tua direção a água divina do amor do Pai.
"Dai e recebereis", nunca te esqueças dessas ppalavras do Mestre, que a tantos têm beneficiado.
As comportas do amor divino estarão sempre abertas para o teu coração, se também deixares aberta a tua alma para doar, para ajudar e para auxiliar o irmão mais infeliz e mais necessitado.
Aumenta, dia-a-dia, o teu desejo de melhorar a aprende como se processam as leis divinas.
Tua riqueza interior será avaliada, quando retornares à tua morada espiritual; portanto, cuida bem dos teus valores, para que não se percam e nem fiquem esquecidos e abandonados.
Fortalece tua fé, esquecendo o mal e recordando somente o bem.
Acautela-te contra as investidas do orgulho, da vaidade e do egoísmo. São armas poderosas, que somente destroem;arma-te com as armaduras da humanidade, da simplicidade e da caridade para com os teus irmãos, para que sejas coroado pelas mãos benditas do nosso Pai de amor e bondade.

Irmão Tomás

(do livro Relicário psicografado por Elma Layde L. Torres)

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Finados

Ismael Gobbo igobi@uol.com.br

O “Dia de Finados”, comemorado no dia 2 de novembro, faz parte do calendário católico desde o século XIII.

Nessa data, além da liturgia própria nas igrejas, é intenso o movimento nos cemitérios onde multidões se empenham nas homenagens aos entes queridos que partiram desta para a outra vida.

No México a homenagem aos mortos, coincidente com as tradições católicas, começa no dia 1º. De origem indígena a chamada “Festa do Dia dos Mortos” se inscreve como atração turística e é comemorada com muita música, enfeites, comidas, bolos e doces. Verdadeiros piqueniques são realizados nas necrópoles onde os vivos em meio à festa aguardam a visita dos mortos.

Esse costume de reverenciar os mortos faz parte das tradições mais antigas.

Os egípcios dos faraós acreditavam na imortalidade da alma e nutriam a expectativa do seu retorno ao mesmo corpo.

Foi dessa crença na ressurreição que se especializaram no processo de mumificação dos cadáveres buscando mantê-los incólumes até a data do regresso.

As cerimônias fúnebres e de sepultamento no Antigo Egito demandavam extenso ritual e era costume se colocasse os pertences do morto nas tumbas, além de comidas, bebidas e os papiros multicores que registravam a história do morto e continham fórmulas que o ajudasse a enfrentar as diversas situações no além.

Basta o exemplo dos egípcios para vermos que os seus costumes milenares perduram até hoje com as variantes dos usos e costumes de cada povo.

No meio espírita , embora não haja um dia especifico para homenagear os mortos, essa pratica de respeito e consideração aos que partiram é diária. Em todas as atividades doutrinárias espíritas é regra orar-se pelos enfermos, pelos encarcerados, pelos desencarnados, pelos órfãos, pelos que não tem teto, etc.

Pela ótica espírita o fenômeno da desencarnação é visto como o retorno do alma à pátria verdadeira, ou seja, a pátria espiritual. Com isso, a morte física equivale ao inverso do que comumente se cultua.

Esclarece-nos o Espiritismo que, quando estamos no espaço, no habitat natural, gozamos de mais liberdade, nos locomovemos com mais facilidade, mantemos mais vivas as lembranças do passado, convivemos com aqueles que constituem a nossa família espiritual, muito mais numerosa que a família consangüínea, e, ao nascer no novo corpo, entramos em estado de esquecimento do passado; ficamos presos ao veiculo físico que nos impõe limites; sujeitamo-nos às enfermidades, à velhice e, por fim, experimentamos a “morte”, que, na realidade, equivale à vida, porque nos libertamos do cárcere temporário, do corpo físico, a ferramenta de trabalho do espírito na sua experiência reencarnatória.

Essa postura, todavia, não significa que os espíritas sejam avessos a visitação a cemitérios ou critiquem aqueles que o façam. Aliás, quando um espírita visita a cidade de Paris, dificilmente deixe de ir ao tumulo do codificador do Espiritismo, Allan Kardec, sepultado no famoso cemitério Pére Lachaise.

Em “O Livro dos Espíritos”, no capitulo VI- “ Da Vida Espírita”, o tema “Comemoração dos Mortos – Funerais”, é tratado com muita clareza. A resposta dos espíritos à pergunta 323 esclarece que “Aquele que visita um túmulo apenas manifesta, por essa forma, que pensa no Espírito ausente. A visita é a representação exterior de um fato intimo. Já dissemos que a prece é que santifica o ato da rememoração. Nada importa o lugar, desde que é feita com o coração”.

Assim, temos que respeitar aqueles que vão aos cemitérios, no dia finados ou em outro dia qualquer, porque assim o fazem por amor àqueles a quem querem bem.

Porém, como os espíritos esclarecem, o principal é o nosso bom pensamento e as preces que a eles endereçamos a qualquer momento e em qualquer lugar, com a consciência de que os “mortos” estão mais vivos do que nunca, mantém suas individualidades e estão sempre juntos de nós.

Aos saudosos irmãos desencarnados o nosso carinho com votos de muita paz!

Semeadura e ceifas


"Porque o que semeia na sua carne, da carne ceifará a corrupção" ( Paulo- Gálatas 6-8)

Até o presente, apenas alguns discípulos, de quando a quando, compreendem a necessidade da Semeadura Espiritual em si mesmos, diferentes de quantas se conhecem no mundo, e marcham no caminho do Mestre Supremo.

Se desejas plantar na Lavoura Divina, foge ao velho sistema de semeadura na corrupção e ceifa na decadência.
Semeia para a Vida Eterna.

Repara as multidões encarceradas nesse antigo processo e segue para o Senhor, cuidando das prórpias aquisições.

Emmanuel

( Do livro "SENTINELAS DA LUZ" psicografado por Chico Xavier)

Um Sublime Peregrino

Um Sublime Peregrino