Outro belíssimo texto que recebi por e-mail e não poderia deixar de divulgar, portanto estou compartilhando com todos vcs, paz e bem para todos e beijos fraternos.
CHICO XAVIER E GADAFFI
Chico nada respondeu, mas vi duas lágrimas escorrendo-lhe pela face...
Acordei assustado. Era um sonho. Mas não pude deixar de refletir que na morte de Gadaffi não há vitoriosos. Seu governo atrapalhado deixou um rastro de tristeza e sua morte não restitui a destruição causada pelos seus desatinos.
Comemorar o que se a morte não limpa consciência tampouco cria santos?
Comemorar sua captura e sua cabeça colocada a prêmio, como se ele não mais existisse?
Ledo engano de quem pensa ser a morte o extermínio do Ser.
Continuamos existindo e prosseguimos do lado de lá portadores das mesmas virtudes e mazelas.
A Espiritualidade informa que os Espíritos influenciam-nos mais do que sonha nossa vã filosofia.
Logo, fácil concluir que a passagem para o mundo dos invisíveis não vai tornar Gadaffi menos inofensivo.
Ele vai continuar agindo, agora mais sorrateiramente, influenciando mentes e atormentando oponentes.
Portanto, em casos assim não há o que comemorar, apenas lamentar.
Sonhei com as lágrimas de Chico, mas que deveriam ser as lágrimas do mundo por saber que mais uma alma regressa à pátria original sem ter conseguido adquirir nesta escola os princípios básicos de fraternidade.
Lamentavelmente ainda nos comprazemos com a derrota do próximo.
Enquanto vemos pessoas comemorando a violência contatamos o quão longe estamos de compreendermos Jesus, que se expressa de forma sublime segundo Mateus:
“Amai os vossos inimigos; fazei o bem aos que vos odeiam e orai pelos que vos perseguem e caluniam. - Porque, se somente amardes os que vos amam que recompensa tereis disso? Não fazem assim também os publicanos? - Se unicamente saudardes os vossos irmãos, que fazeis com isso mais do que outros? Não fazem o mesmo os pagãos? - Sede, pois, vós outros, perfeitos, como perfeito é o vosso Pai celestial. (S. MATEUS, cap. V, vv. 44, 46 a 48.)”.
Necessitamos todos, ou quase todos, de um banho diário de Evangelho para não nos esquecermos de que estamos aqui apenas de passagem e cabe-nos, tanto quanto nos seja possível, colaborar com o soerguimento das criaturas e de nós mesmos, seja por meio de orações, palavras e atitudes.
Pensemos nisso.
Wellington Balbo (Bauru – SP)
Wellington Balbo é professor universitário, escritor e palestrante espírita, Bacharel em Administração de Empresas e licenciado em Matemática. É autor do livro "Lições da História Humana", síntese biográfica de vultos da História, à luz do pensamento espírita, e dirigente espírita no Centro Espírita Joana D´Arc, em Bauru.
Atenciosamente,
Carla - Fórum Espírita












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