
Um Sublime Peregrino
domingo, 23 de janeiro de 2011
segunda-feira, 20 de dezembro de 2010
Um papai noel diferente

WELLINGTON BALBO
Era um papai Noel nada convencional. Não tinha barba, nem usava óculos, era ainda bem magro.
A roupa vermelha dava lugar a calça jeans, camisa pólo e tênis.
Em vez dos tradicionais brinquedos, trazia consigo livros, muitos livros de contos, crônicas, quadrinhos, poesia, que distribuía entre a meninada.
Para diferenciar mais ainda, visitava as crianças de creches e orfanatos todos os dias 24 do mês corrente.
Os pequenos, acostumados com sua presença, lhe aguardavam ansiosos. É que aquele Papai Noel adorava dançar, e quando chegava, era ligado o aparelho de som e colocados os hit’s do momento. A festa começava ali, dançavam até se esbaldar.
Após a dança, tomavam um saboroso lanche e partiam então para o momento mais esperado: A hora da história.
Todos a postos em circulo, silêncio completo e olhos arregalados das crianças demonstravam a expectativa de cada um.
E começava o Papai Noel a falar sobre a vida de um peregrino que aqui vivera há dois mil anos. O personagem central daquele natal mensal era mesmo Jesus e sua mensagem de amor. Ali, Jesus era de fato lembrado e trazido para o cotidiano das crianças , ali longe do burburinho, das bebidas alcoólicas, do excesso de consumismo que hipnotiza muitos, das maledicências proferidas aos parentes que não compareceram a ceia, Jesus ressurgia triunfante, como o herói que traz a chama da esperança em um mundo melhor.
Amai a todos sem distinção! Dizia com inflexão de voz o Papai Noel, dando tom dramático a narrativa.
As crianças ficavam maravilhadas tal era a simplicidade e o encantamento daqueles contos. Emocionavam-se ante as parábolas do mestre, chegando inclusive as lágrimas quando havia o desfecho da história.
O Papai Noel, satisfeito por ser o porta voz de tão importante mensagem, prosseguia com emoção instruindo através das parábolas de Jesus aquelas crianças.
Ao fim da tarde, despediam-se e aquele exótico Papai Noel, partia acenando e dizendo:
Até mês que vem, Feliz Natal a todos!
Caro leitor, eis uma dica para este Natal: Comemorá-lo junto a família e amigos lembrando a existência de Jesus.
Celebrando junto aos entes queridos a mensagem de amor que o sublime peregrino trouxe.
Alargando nossos laços de afeto e socorrendo não apenas aqueles que compartilham a consangüinidade conosco, mas sim, todos aqueles que padecem de conforto material e espiritual.
Infelizmente, muitas crianças sequer sabem quem foi o ilustre aniversariante, outras porém, apenas ouvem falar em Jesus nessa época do ano.
Oba! Natal é época de presentes! Exclamam alguns.
E Jesus, passa despercebido, esquecido mesmo entre os comes e bebes.
Quando jovem, adorava o Natal, lamentavelmente, não por Jesus e sua mensagem, mas porque o Natal me propiciava maiores oportunidades de homéricas bebedeiras.
Hoje vejo o quão enganado estava e quanto tempo perdi.
Alguns mais generosos costumam me consolar e dizem:
- Ora, você era jovem, estava aproveitando a vida!
Porém, caro leitor, sem medo de errar afirmo que aproveitar a vida é poder gozar os momentos na serenidade que a mensagem pacificadora de Jesus traz, sem a ilusória sensação de prazer que a bebida proporciona, ficamos mais receptivos a Boa Nova.
Tomara um dia nosso banquete seja estabelecido com a paz do mestre, e que não lembremos dele apenas no Natal, mas sim, todos os instantes de nossa vida, trazendo suas lições para dentro de nosso lar, colocando nossas crianças perto de sua presença amorosa e expandindo sua lição a toda comunidade, para que todos se envolvam de fato com sua palavra doce e esclarecedora.
A todos, feliz Natal!
domingo, 28 de novembro de 2010
Não Comente o Mal
Ary Brasil Marques
André Luiz, em seu livro Agenda Cristã, nos diz que o mal não merece ser comentado em momento algum.
Realmente, os males de nossa existência têm o tamanho e a medida exata da importância que lhes damos. Comentar o mal é trazer de volta, viva, uma coisa que já passou e que não existe mais.
Imaginemos um incêndio que já foi debelado e do qual só restam cinzas. Vem alguém e em vez de usar de uma mangueira com água joga um fósforo aceso e despeja álcool por cima. As chamas recomeçam e o fogo cresce, de novo, devastador.
As pessoas que costumam comentar suas dores, seus problemas e o que os outros lhe fizeram de ofensas, estão revivendo os momentos infelizes e lhes dando vida real e forças. Mais ainda, com esses comentários estão enviando vibrações negativas para quem, possivelmente, já não se lembra do ocorrido.
Para se ter idéia de como esse hábito é prejudicial, podemos fazer a seguinte comparação: É como se estivéssemos em cima de uma areia movediça, no deserto. Quanto mais nos debatemos, essa areia que representa os males que nos fizeram, mais aumenta e vai nos engolindo. Só poderemos nos livrar da areia movediça se nos mantivermos tranqüilos, calmos, em paz, e isso nos dará tempo para acharmos uma saída. Quanto mais nos agitarmos, mais nos afundamos na areia.
A melhor política é seguir os ensinamentos de Jesus, o Mestre de Amor.
O que ele nos ensinou? O amor a Deus e o amor ao nosso próximo. Esse amor implica no perdão incondicional das ofensas que nos são feitas.
O mais interessante é o fato de que a maioria daquilo que consideramos agressões de nossos semelhantes para conosco são muitas vezes causadas apenas pelo nosso orgulho e amor próprio feridos por observações que nem sempre foram ditas com intenção de nos ferir.
Deixemos de comentar o mal que ele vai desaparecer por sua própria insignificância, e nossos comentários só farão com que pequenas coisas se tornem gigantescas aos nossos olhos. Agindo assim, grande parte de nossos problemas estarão solucionados.
SBC, 27/11/2010.
SOS Batuíra
O Instituto Espírita Batuíra de Saúde Mental está solicitando a sua colaboração, de entidades e de empresários para receber doações de frutas e suco em pó para os mais de 60 pacientes em tratamento que sofrem de transtorno mental ou alcoolismo.
Qualquer quantidade é muito bem vinda. As doações podem ser entregues diretamente no Batuíra: Avenida Eurico Viana, Quadra 44 - Setor Jardim Goiás - Goiânia - GO
Fundado em 1949, o Batuíra é um hospital 100% SUS e atende gratuitamente homens e mulheres que sofrem de transtorno mental ou dependência química.
Informações: fone (62) 3281 0655 ou pelo site: www.batuira.org.br
(Informação recebida em email de batuira@batuira.org.br)
sábado, 27 de novembro de 2010
Elefantes Brancos
No antigo reino de Sião, atual Tailândia, o raro elefante branco era animal sagrado. Quando o rei queria punir alguém, oferecia-lhe um. O súdito sentia-se honrado, mas logo percebia tratar-se de um “presente de grego”. Deveria dispensar sofisticados cuidados com o animal. Alimentá-lo com iguarias caras, colocar-lhe enfeites, ter empregados para cuidar dele… Acabava arruinado.
Algo semelhante ocorre em nossa vida. Há elefantes brancos em nosso caminho. Temos satisfação com eles, em princípio, mas logo percebemos que nos causam prejuízos imensos.
Alguns deles:
Ambição: Riqueza, poder, destaque social, prestígio, constituem o anseio de muitos. O ambicioso só tem olhos para aquelas realizações. Toma gosto pelos bens materiais que, sendo apenas parte da vida, convertem-se para ele em finalidade dela. Deixa de ser dono de seu dinheiro. Situa-se escravo dele. Rico materialmente, mendigo de paz. Parafraseando Jesus, podemos dizer que é mais fácil esse elefante branco passar pelo fundo de uma agulha do que seu proprietário entrar no Reino.
Vício: Em princípio, oferece o Céu. O fumo tranqUiliza; o álcool desinibe; as drogas produzem euforia… Mas é céu artificial, precário, que nos leva, invariavelmente, ao inferno da dependência. Enquanto o usuário está sob seu efeito é ótimo. Logo, porém, o corpo cobra novas doses, submetendo-o a angústias e tensões terríveis. Assim, oscila entre o céu e o inferno. Cada vez menos céu; cada vez mais inferno, à medida que se amplia a dependência. E nele se instala de vez, quando retorna ao plano espiritual, antes do tempo, expulso do próprio corpo que destruiu. Se o viciado tivesse a mínima noção do futuro dantesco que o espera, ficaria horrorizado. Haveria de lutar com todas as forças de sua alma para livrar-se desse comprometedor elefante branco.
Sexo: Dádiva divina, é por intermédio dele que entramos na vida terrestre, além de favorecer gratificante momento de intimidade entre o homem e a mulher. Entretanto, vivemos tempos perigosos, de liberdade sexual confundida com libertinagem. O sexo deixou de ser parte do amor para transformar-se no amor por inteiro. Casais que mal se conhecem falam em “fazer amor”, pretendendo uma comunhão sexual sem compromisso, em lamentável promiscuidade. É um tremendo elefante branco! Oferece euforia em princípio, mas cobra muita inquietação depois, e perene insatisfação. Com a troca constante de parceiros e a busca desenfreada de prazer, o indivíduo cai no desvairo sexual, envolvendo-se em comprometedoras perversões.
Paixão: Fixado em alguém, empolgado pela comunhão carnal, o apaixonado estende as raízes de sua estabilidade física e psíquica no objeto de seus desejos e passa a viver em função dele. Se a relação não dá certo e vem o rompimento, é uma tragédia. Suicídios, crimes passionais, loucuras variadas, são mera decorrência. Quando o amor deixa de ser um ato de doação, rebaixado ao mero desejo de posse, em que pretendemos que o ser amado submeta-se aos nossos caprichos, transforma-se em voraz elefante branco que nos exaure e desajusta.
Não nos tornaremos santos do dia para a noite, campeões do Evangelho, apóstolos do Bem, mesmo porque a Natureza não dá saltos. Consideremos, porém, em nosso próprio benefício, que é preciso avaliar se não estamos sustentando insaciáveis elefantes brancos, que nos empobrecem e infelicitam.
Elefante Branco na arte tailandesa. Imagem: http://en.wikipedia.org/wiki/
Quero ser uma TV

Na sala de aula, a professora pediu aos alunos que fizessem uma redação e que nela expressassem, de alguma forma, o que gostariam que Deus fizesse por eles.
Já em casa, quando corrigia os textos dos alunos, deparou-se com uma que a deixou deveras emocionada.
Um choro sentido irrompeu sem que ela pudesse controlar.
Deixou tudo o que estava fazendo, sentou-se numa poltrona, ainda com a redação nas mãos, e ficou ali, pensativa, entre lágrimas.
O marido percebeu que alguma coisa estava errada, e entrou no escritório onde ela estava:
O que aconteceu, querida?
Ela, sem conseguir falar direito, passou a ele a redação e disse:
Lê... A redação é de um aluno meu.
O marido segurou a folha de papel e começou a ler:
Senhor, nesta noite, peço-te algo especial: transforma-me numa televisão.
Quero ocupar o espaço dela. Viver como a televisão da minha casa vive. Ter um espaço especial para mim e reunir a família ao meu redor.
Quero ser levado a sério quando falar. Ser o centro das atenções e ser escutado sem interrupções e perguntas.
Senhor, quero receber a mesma atenção que ela quando não funciona, quando está com algum problema.
Ter a companhia de meu pai quando ele chega em casa, mesmo que esteja cansado.
Que minha mãe me procure quando estiver sozinha e aborrecida, ao invés de me ignorar.
E ainda, que meus irmãos briguem para poderem estar comigo.
Quero sentir que minha família deixa tudo de lado, de vez em quando, para estar comigo.
Por fim, que eu possa divertir a todos.
Senhor, não te peço muito. Só te peço que me deixes viver intensamente como qualquer televisão vive!
Quando o marido terminou a leitura, estava incomodado.
Meu Deus, coitado desse menino! Que pais ele tem! – disse ele virando-se para a esposa.
A professora olhou bem nos olhos do marido e depois baixou-os, dizendo num sussurro:
Esta redação é do nosso filho...
* * *
Há tantas coisas que o mundo moderno nos oferece! Tantas opções para tudo, que ainda parecemos deslumbrados com esta realidade, como crianças ao adentrar numa imensa loja de brinquedos.
São tantas informações disponíveis, tantas distrações, tanto entretenimento ao nosso dispor...
Mas será que não estamos deixando de lado o mais importante? Será que sabemos o que é mais importante, o que procurar na vida?
Mediante esta constatação, será que a família não está sendo deixada em segundo plano?
Será que os relacionamentos não estão sendo vividos numa certa superficialidade confortável?
É tempo de pensar em tudo isso.
Não troquemos a brincadeira com um filho por um jornal televisivo. Não troquemos momentos de conversa amiga com os familiares por um capítulo de novela.
Aquele Reality Show não é mais importante do que o telefonema ao amigo, perguntando se está bem.
A vida em família é o grande alicerce da felicidade de todos nós. O resto é acessório. O resto... é resto.
Redação do Momento Espírita, com base em texto de autoria ignorada.
Em 25.11.2010.Um Sublime Peregrino