Um Sublime Peregrino

"É indispensável manter o Espiritismo, qual foi entregue pelos Mensageiros Divinos a Allan Kardec, sem compromissos políticos, sem profissionalismo religioso, sem personalismos deprimentes, sem pruridos de conquista a poderes terrestres transitórios." Bezerra de Menezes (Mensagem "Unificação", psicografia de Francisco Cândido Xavier - Reformador, agosto 2001)

terça-feira, 19 de maio de 2009

A melancolia


Tenho um amigo ( melhor não citar o nome) que sempre me liga dizendo que acordou triste, que está com vontade de chorar, tento, sempre que posso, animá-lo com palavras otimistas, falando que é assim mesmo, que geralmente é nosso espírito que viajando pelo astral, deseja permanecer no mundo espiritual, entristecendo-se na volta, não sei se minhas palavras tocam o coração do meu amigo, espero mesmo que os meus amigos espirituais possam afastar dele esse sentimento que abate o espírito, deixando-o enfraquecido para os combates que ainda terá na sua vida.Precisamos combater este sentimento para não desencandear um estado de depressão profunda,por isso, meus irmãos decidi postar a parte em que o Evangelho Segundo o Espiritismo, fala sobre a melancolia:

25 – Sabeis por que uma vaga tristeza se apodera por vezes de vossos corações, e vos faz sentir a vida tão amarga? É o vosso Espírito que aspira à felicidade e à liberdade, mas, ligado ao corpo que lhe serve de prisão, se cansa em vãos esforços para escapar. E, vendo que esses esforços são inúteis, cai no desânimo, fazendo o corpo sofrer sua influência, com a languidez, o abatimento e uma espécie de apatia, que de vós se apoderam, tornando-vos infelizes. Acreditai no que vos digo e resisti com energia a essas impressões que vos enfraquecem a vontade. Essas aspirações de uma vida melhor são inatas no Espírito de todos os homens, mas não a busqueis neste mundo. Agora, que Deus vos envia os seus Espíritos, para vos instruírem sobre a felicidade que vos está reservada, esperai pacientemente o anjo da libertação, que vos ajudará a romper os laços que mantém cativo o vosso Espírito. Pensai que tendes a cumprir, durante vossa prova na Terra, uma missão de que já não podeis duvidar, seja pelo devotamento à família, seja no cumprimento dos diversos deveres que Deus vos confiou. E se, no curso dessa prova, no cumprimento de vossa tarefa, virdes tombarem sobre vós os cuidados, as inquietações e os pesares, sede fortes e corajosos para os suportar. Enfrentai-os decisivamente, pois são de curta duração e devem conduzir-vos junto aos amigos que chorais, que se alegrarão com a vossa chegada e vos estenderão os braços, para vos conduzirem a um lugar onde não têm acesso às amarguras terrenas.

domingo, 17 de maio de 2009

Amar ao próximo como a si mesmo


"Os fariseus, tendo sabido que ele tinha feito calar a boca aos Saduceus, reuniram-se; e um deles, que era doutor da lei, veio lhe fazer esta pergunta para o tentar: Mestre, qual é o maior mandamento da lei? Jesus lhe respondeu: Amareis o Senhor vosso Deus de todo o vosso coração, de toda a vossa alma, e de todo o vosso espírito; é o primeiro e o maior mandamento. E eis o segundo que é semelhante àquele: Amareis o vosso próximo como a vós mesmos. Toda a lei e os profetas estão contidos nestes dois mandamentos". (Mateus, 22, 34 a 40)

O amor é uma palavra polissêmica, ou seja, encontraremos diversas significações nos dicionários. O verbo amar que é derivada da palavra amor, pode ser conjugado de diversas formas, dependendo da ótica que o ser humano queira empregar.
Desde que a humanidade aportou a este plano para evoluir, vem recebendo amor através do amor dos nosso governadores espirituais, das mães que empurram o filho ao progresso e dos companheiros de jornada seja ele como amigo, irmão ou esposo, que são os nosso semelhantes, assim meus irmãos, Jesus o nosso divino amigo quis nos ensinar nesta parábola, que apenas o amor pode salvar a alma independente do seu credo religioso
Seguir a máxima que o Cristo nos ensinou é antes de mais nada livrar-nos do egoísmo, é usar a fraternidade reinando assim a paz em todos os lugares onde caminhamos, no nosso trabalho, nas escolas, hospitais, penitenciarias, estradas, ruas,etc, assim, não mais haverá ódios, nem dissensões, mas, tão-somente, união, concórdia e benevolência mútua.

Muita paz

sábado, 16 de maio de 2009

Meditando a fé


A palavra é pequena: , apenas duas letras. Seu significado no dicionário ( aqui no Pc), dá mais que uma página com vários significados, tem origem no Latim como a maioria das palavras e significa crença religiosa, conjunto de dogmas ou doutrinas, confiança, crédito, entre outros.
Muitas pessoas a possuem, embora a maioria acredite que a possuem em pequeno grau, até eu mesma acho minha fé pequena, mas a fé é inerente ao ser humano, pois se a fé é ter confiança em algo, alguém, alguma coisa, ninguém ensinou o homem primitivo e percebemos na história da humanidade que a fé sempre esteve presente, através de rituais que faziam para homenagear os Deuses.
Assim, quando o homem civilizado passou a ter religião e está foi se faccionando em católica, protestante, budista, espírita, umbandista, entre outras, a fé também tomou rumos diferentes entre a crença irracional ( fé cega) e a crença racional ( fé raciocinada).
A fé é antes de tudo a confiança em si mesmo, portanto, para realizarmos qualquer coisa, tanto no plano físico quanto no espiritual precisamos acreditar na nossa força, coragem e confiar no nosso trabalho, em todas as áreas do conhecimento humano há necessidade dessa confiança.
Encontramos no Evangelho Segundo o Espiritismo no Capítulo A fé transpora montanhas, a mensagem que não precisa ser comentanda porque ela sozinha já diz tudo. Transcrevo abaixo para meus irmãos possam meditar a questão da fé com embasamento em Kardec.

Poder da Fé

1 – E depois que veio para onde estava a gente, chegou a ele um homem que, posto de joelhos, lhe dizia: Senhor, tem compaixão de meu filho, que é lunático e padece muito; porque muitas vezes cai no fogo, e muitas na água. E tenho-o apresentado a teus discípulos, e eles o não puderam curar. E respondendo Jesus, disse: Ó geração incrédula e perversa, até quando hei de estar convosco, até quando vos hei de sofrer? Trazei-mo cá. E Jesus o abençoou, e saiu dele o demônio, e desde àquela hora ficou o moço curado. Então se chegarão os discípulos a Jesus em particular e lhe disseram: Por que não pudemos nós lançá-lo fora? Jesus lhes disse: Por causa da vossa pouca fé. Porque na verdade vos digo que, se tiverdes fé como um grão de mostarda, direis a este monte: Passa daqui para acolá, e ele há de passar, e nada vos será impossível. (Mateus, XVII: 14-19)
2 – É certo que, no bom sentido, a confiança nas próprias forças torna-nos capazes de realizar coisas materiais que não podemos fazer quando duvidamos de nós mesmos. Mas, então, é somente no seu sentido moral que devemos entender estas palavras. As montanhas que a fé transporta são as dificuldades, as resistências, a má vontade, em uma palavra, que encontramos entre os homens, mesmo quando se trata das melhores coisas. Os preconceitos da rotina, o interesse material, o egoísmo, a cegueira do fanatismo, as paixões orgulhosas, são outras tantas montanhas que atravancam o caminho dos que trabalham para o progresso da humanidade. A fé robusta confere a perseverança, a energia e os recursos necessários para a vitória sobre os obstáculos, tanto nas pequenas quanto nas grandes coisas. A fé vacilante produz a incerteza, a hesitação, de que se aproveitam os adversários que devemos combater; ela nem sequer procura os meios de vencer, porque não crê na possibilidade de vitória.
3 – Noutra acepção, considera-se fé a confiança que se deposita na realização de determinada coisa, a certeza de atingir um objetivo. Nesse caso, ela confere uma espécie de lucidez, que faz antever pelo pensamento os fins que se têm em vista e os meios de atingi-los, de maneira que aquele que a possui avança, por assim dizer, infalivelmente. Num e outro caso, ela pode fazer que se realizem grandes coisas
A fé e verdadeira é sempre calma. Confere a paciência que sabe esperar, porque estando apoiada na inteligência e na compreensão das coisas, tem a certeza de chegar ao fim. A fé insegura sente a sua própria fraqueza, e quando estimulada pelo interesse torna-se furiosa e acredita poder suprir a força com a violência. A calma na luta é sempre um sinal de força e de confiança, enquanto a violência, pelo contrário, é prova de fraqueza e de falta de confiança em si mesmo.
4 – Necessário guardar-se de confundir a fé com a presunção. A verdadeira fé se alia à humildade. Aquele que a possui deposita a sua confiança em Deus, mais do quem em si mesmo, pois sabe que, simples instrumento da vontade de Deus, nada pode sem Ele. E por isso que os Bons Espíritos vêm em seu auxílio. A presunção é menos fé do que orgulho, e o orgulho é sempre castigado cedo ou tarde, pela decepção e os malogros que lhes são infligidos.
5 – O poder da fé tem aplicação direta e especial na ação magnética. Graças a ela, o homem age sobre o fluído, agente universal, modifica-lhe a qualidade e lhe dá impulso por assim dizer irresistível. Eis porque aquele que alia, a um grande poder fluídico normal, uma fé ardente, pode operar, unicamente pela sua vontade dirigida para o bem, esses estranhos fenômenos de cura e de outra natureza, que antigamente eram considerados prodígios, e que entretanto não passam de conseqüências de uma lei natural. Essa a razão porque Jesus disse aos seus apóstolos: Se não conseguistes curar, foi por causa de vossa pouca fé.

Muita paz para todos

sexta-feira, 8 de maio de 2009

Mãe


Um dos mandamentos da lei de Deus é "honrai a vosso pai e a vossa mãe" e vai mais além da lei de Deus, é a lei de amor e de caridade. Sem duvida Deus deu as mães a missão de proteger, amar e guiar seus filhos, nem sempre é uma missão cheia de alegrias, muitas vezes é uma tarefa espinhosa cheia de renúncia e de lágrimas. O amor de mãe vai além da materia, é um amor eterno, sublime e espiritual.
Geralmente renascemos juntos daqueles, que sem sombra de dúvidas ainda necessitam acertarem entendimentos do passado, assim podemos observar pais que não toleram os filhos e mães que se voltam contra seus descendentes abandonando-os a própria sorte, para serem criados em instituições de caridade, e também há filhos que se revelam verdadeiros inimigos de seus pais, por isso, as mães se revestem de encargos sublimes para conduzirem pelo amor esses entes, assim transformando-os pelo dever de mãe.
Para amar o próximo devemos primeiro amar nossos pais e honrar significa o respeito, a consideração, a submissão, a condescendência, a caridade em relação ao pai, à mãe e, por extensão, ao próximo.
Por isso meus irmãos aproveitem para fazerem isso quando ainda estão no caminho ( juntos), porque depois, quando eles partem para a pátria da verdade, fica mais dificil de assistí-los nas suas necessidades, proporcionar-lhes o repouso na velhice, dar-lhes atenções e cuidados devidos. Mesmo em relação aos pais aos quais se pode atribuir o desconhecimento dos seus deveres, não cabe aos filhos reprová-los, pois se a caridade manda pagar o mal com o bem, devem ser indulgente, não maldize-lhes, esquecer e perdoar as ofensas, amar até mesmo os que mostram ser inimigos, principalmente os pais faltosos, as mães que esquecem seus filhos, as que abandonam, as que trocam a maternidade pelas ilusões terrenas.
Quero aproveitar a oportunidade para agradecer a minha mãe que se encontra na Pátria da Verdade, por ter sido a minha mãe, por ter plantado em meu espírito sentimentos como honestidade, por não ter feito todas as minhas vontades, quero agradecer a minha mãe pelas inúmeras lições que me deu quando estava aqui na Terra, por ter cuidado de meu corpo na doença, por fim, pela pessoa que eu sou hoje e principalmente por ter me conduzido ao Espiritismo.
Muita paz para todos e Felis Dias das Mães para todas as mães encarnadas e desencarnadas!

domingo, 3 de maio de 2009

Tipos de casamentos


Meus queridos irmãos, lendo o livro Vida e Sexo, pelo espírito de Emmanuel, deparei-me com a mensagem sobre tipos de casamento e descobri que não casamos por acaso, o nosso destino está ligado a uma pessoa que compartilharemos nossas vidas e assim, evoluindo, trazendo também à Terra para isto, outros seres espirituais que farão parte da nossa família.
Segundo Emmanuel, os casamentos podem ser divididos em:

Acidentais: não foram planejados na vida espiritual e por um envolvimento qualquer se casam. Não havia na programação dessa existência o casamento e quando isso ocorre gera consequências infelizes; nunca sabemos se é casamento acidental ou providencial.

Provacionais: geralmente antes do casamento se entendem bem, como se os espíritos providenciasse para que tudo fosse cor-de-rosa e assim se casam, depois afloram as lembranças inconscientes do passado que retornam - vêm para se reajustarem.
Não se depuram por sofrer e sim como aceitam a dor.

Sacrificiais: um dos cônjuges é muito mais evoluído em relação ao outro, muitas vezes nem era necessário reencarnar, mas voltam para elevar o companheiro (a). É importante não descer e assim elevar o outro.

Afins: os dois se dão muito bem – complementação – são felizes em estar juntos, igualdade de vibrações.

Transcendentais: dois espíritos evoluídos para realizarem em conjunto uma tarefa junto à coletividade, muito grande, não vêm somente para usufruir da felicidade, mas para se apoiarem e fazerem algo pelos outros.

Casamento Perfeito: é quando atingem os objetivos, o transcendental, afim, o sacrificial, etc.
Quando ele é ajustado é perfeito, até o acidental poderá ser perfeito.

Já André Luiz nos diz que quatro são os tipos de casamento na Terra: há uniões marcadas pelo amor; há casamentos em que a fraternidade é o sentimento dominante; existem uniões de provação e há, por fim, os casamentos criados pelo dever. O matrimônio espiritual realiza-se alma com alma. "Os demais representam simples conciliações para a solução de processos retificadores" ("Nosso Lar", obra psicografada por Francisco Cândido Xavier, cap. 38, pág. 212).
Concluindo, rarissimas são as uniões que as pessoas denominam alma gemea e reduzidos matrimônios de almas irmãs ou afins, e esmagadora porcentagem de ligações de resgate. O maior número de casais humanos é constituído de verdadeiros forçados, sob algemas" ("Nosso Lar", cap. 20, pág. 113).

Muita paz para todos!

sábado, 2 de maio de 2009

Os amigos espirituais



Desde criança escutava minha mãe falar sobre os espíritos, ela contava fatos ocorrido na infância, que se passaram na fazendo onde nasceu. Lembro-me que contou sobre minha avó, que desencarnou muito cedo, deixando-a com 8 anos de idade, do quanto sofreu porque meu avô distribuiu os filhos pequenos para parentes e ela foi morar com uma mulher que não tinha laços materiais e nem espirituais, e de quanto ela sofreu nesta família, trabalhando na casa e apanhando por qualquer coisa, levando a culpa por tudo. Minha avó aparecia pra ela pedindo paciência e dizendo que tudo isso iria acabar um dia. Por isso meus amigos, nunca estamos só ou desamparados, os amigos espirituais estão do nosso lado, incentivando-nos como podem, trocando nossas energias para que possamos suportar as nossas provas.
O mundo espiritual é muito mais real do que as pessoas costumam pensar ou acreditar. Vivemos sim, uma luta diária, contra o mal. Isso parece um pouco de exagero, mas por não saberem a extensão desta realidade muitas pessoas não se preparam para o ataque dos que chamamos inimigos espirituais e eles nem precisam estar desencarnado para isto, acredito que este era o caso da mulher que dizia que estava cuidado da minha mãe, era com certeza uma inimiga de vidas passadas. Deus nos capacita e nos ensina de diversas maneiras como resistir ao inimigo. E uma destas formas, estou certa que é ter uma vida de oração com amigos espirituais.
Eles (os amigos espirituais) foram enviados para ficarem sempre ao nosso lado, muitos vieram antes até do nosso nascimento, outros vieram depois e até conviveram na mesma encarnação e partiram antes de nós ( são os espíritos familiares). Lendo sobre anjos da guarda, espírito protetor , descobri que eles e se incumbem da tarefa de amparar um outro espírito na etapa encarnatória - todas as pessoas possuem um. Geralmente, são designados os espíritos afins e simpáticos para estabelecerem tal relação. Um guia espiritual é, via de regra, um espírito mais evoluído que o seu protegido. Não raro, se vêem mães guiando filhos ou maridos guiando esposas, e assim por diante. Um guia acompanha o seu protegido oferecendo apoio num momento de sofrimento, esclarecimento numa hora de dúvida, ajuda num instante de perigo, etc. As pessoas, mesmo sem perceber, estão submetidas à influência benévola desse guia constantemente e, ao mínimo pensamento feito a ele, o bondoso espírito se faz presente e exerce sua tarefa caridosa e despretensiosa. Um guia está profundamente ligado a seu protegido por motivos de afinidade espiritual e sempre executa sua missão com um sentimento espontâneo de ajuda, porquanto essa ajuda também significa o seu próprio desenvolvimento e evolução. Essa terminologia de "anjo da guarda", utilizada seriamente por outras religiões, pode ser tomada "emprestada" pelo Espiritismo, pois se enquadra perfeitamente para esse espírito missionário: consiste no amigo constante e amoroso que Deus proporciona a todos os encarnados na difícil etapa carnal - é comumente também chamado de "protetor espiritual" ou de "mentor espiritual".
Graças a Deus, aprendi a confiar nestes amigos desde cedo, e podem ter certeza que toda vez que sou teimosa e não os obedeço, achando que minha intuição está errada, como diz na gíria "me dou mal".

Muita paz para todos!

sexta-feira, 1 de maio de 2009

Os trablhadores da última hora


Meus irmãos em Cristo estava aqui meditando sobre o Dia do Trabalho e pensei na parábola que está no Evagelho Segundo o Espiritismo, que reporta aos trabalhadores da última hora.

Mateus 20:1-16:

O reino dos céus é semelhante a um pai de família que saiu de madrugada, a fim de assalariar trabalhadores para a sua vinha. – Tendo convencionado com os trabalhadores que pagaria um denário a cada um por dia, mandou-os para a vinha. – Saiu de novo à terceira hora do dia e, vendo outros que se conservavam na praça sem fazer coisa alguma, – disse-lhes: Ide também vós outros para a minha vinha e vos pagarei o que for razoável. Eles foram. – Saiu novamente à hora sexta e à hora nona do dia e fez o mesmo. – Saindo mais uma vez à hora undécima, encontrou ainda outros que estavam desocupados, aos quais disse: Por que permaneceis aí o dia inteiro sem trabalhar? – É, disseram eles, que ninguém nos assalariou. Ele então lhes disse: Ide vós também para a minha vinha. – Ao cair da tarde disse o dono da vinha àquele que cuidava dos seus negócios: Chama os trabalhadores e paga-lhes, começando pelos últimos e indo até aos primeiros. – Aproximando-se então os que só à undécima hora haviam chegado, receberam um denário cada um. – Vindo a seu turno os que tinham sido encontrados em primeiro lugar, julgaram que iam receber mais; porém, receberam apenas um denário cada um. – Recebendo-o, queixaram-se ao pai de família, – dizendo: Estes últimos trabalharam apenas uma hora e lhes dás tanto quanto a nós que suportamos o peso do dia e do calor. – Mas, respondendo, disse o dono da vinha a um deles: Meu amigo, não te causo dano algum; não convencionaste comigo receber um denário pelo teu dia? – Toma o que te pertence e vai-te; apraz-me a mim dar a este último tanto quanto a ti. – Não me é então lícito fazer o que quero? Tens mau olho, porque sou bom? – Assim, os últimos serão os primeiros e os primeiros serão os últimos, porque muitos são os chamados e poucos os escolhidos.

Pelo lado materialista o trabalho as vezes parece desumano e o salário injusto. Muitos fazem quase nada e ganham somas imensas, enquanto outros a jornada de trabalho é enorme e ganham tão pouco, são inúmeros e diversos os trabalhos materiais, mas não podemos deixar de fazer a nossa parte, em qualquer uma das funções existentes, aqui no nosso planeta, e por mais humilde que seja nosso trabalho devemos fazê-lo com amor.
Na visão espirita a mensagem deixa bem claro que temos que evitar a todo custo a preguiça e a indiferença, e assim, trabalhar na vinha do Sublime Peregrino.
A parábola não se refere ao trabalho material, mas as horas que podemos nos dedicar ao nosso trabalho espiritual, seja: nas casas espíritas, nas igrejas, nos templos ou em qualquer lugar que professamos nossa fé.
As vezes meus irmãos o que ocorrem nas casas espíritas, com todos nós (médiuns atuantes ou não) é que não nos sentimos preparados e muitas vezes fugimos ou ignoramos o chamado, na verdade é porque muitos querem vantagens pessoais e acham que o trabalho mediunico trará essas vantagens para sua vida material, o que não ocorre, deixando-os decepcionados, portanto, devemos buscar antes de tudo nossa melhora espiritual porque somos os trabalhadores da última hora que Jesus citou na parábola e assim doar um pouco do nosso tempo nos trabalhos diversos existentes nas casas espíritas.
Muita Paz!

Um Sublime Peregrino

Um Sublime Peregrino